O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou a mobilização popular durante a campanha, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) defendeu mudanças na condução do país ao votar neste domingo (25), no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Os dois candidatos foram às urnas pela manhã, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, e no Rio de Janeiro, respectivamente.
A votação ocorre após pesquisas divulgadas na véspera apontarem uma disputa acirrada. Nos levantamentos da Quaest e do Datafolha, Flávio Bolsonaro aparece com 51% das intenções de voto válidas, ante 49% de Lula. Os resultados configuram empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais informada pelos institutos.
Flávio defende mudança e pede comparecimento às urnas
O candidato do PL votou por volta das 8h20 na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e do governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL).
Na saída, o senador defendeu uma mudança de rumo no país e pediu que os eleitores comparecessem às urnas.
“Eu acho que chegou a hora da mudança de verdade. Foi assim no 1º turno, que seja no 2º. O Brasil não aguenta mais 4 anos do jeito que está”, declarou.
Flávio também mencionou preocupações relacionadas à segurança pública e à situação financeira das famílias.
“A vida de todo mundo piorou. Então não tem por que continuar insistindo no erro. A esperança virou medo de andar na rua de noite, medo de ter o celular roubado, medo de ter a moto roubada, medo da geladeira vazia, medo de não conseguir pagar as contas que estão atrasadas”, afirmou.
Ao final, reforçou o pedido para que a população votasse: “Faça chuva ou faça sol, bora sair de casa para votar, que o Brasil vai mudar e vai vencer.”
Lula agradece apoio recebido durante a campanha
Lula votou por volta das 9h30 em São Bernardo do Campo, seu domicílio eleitoral. Antes de seguir para a seção, conversou com apoiadores e jornalistas e ressaltou a intensidade das manifestações de apoio que recebeu durante a campanha do segundo turno.
Aos 80 anos, o presidente afirmou que participa da vida política há cinco décadas e que nunca havia presenciado uma mobilização popular semelhante à que acompanhou nesta eleição.
"Eu estou com 80 anos, participo da vida política há 50. Já participei da campanha de 89, participei de todas as campanhas presidenciais. Eu, sinceramente, nunca vi nada igual", afirmou.
Emocionado, Lula disse que iria votar agradecido pelo apoio dos eleitores e destacou o carinho recebido nos últimos dias.
"Eu vou votar agradecido ao povo brasileiro. O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tenho como pagar. É muita generosidade, é muito carinho, é muito amor. Eu serei eternamente grato", declarou.
Após votar, o presidente deveria acompanhar a apuração na capital paulista.
Pesquisas indicam disputa apertada
Os levantamentos divulgados no sábado (24) pela Quaest e pelo Datafolha apontaram Flávio Bolsonaro com 51% e Lula com 49% dos votos válidos. Em ambos os casos, a diferença está dentro da margem de erro, o que caracteriza empate técnico.
A pesquisa Quaest foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo. O instituto entrevistou 3.702 eleitores com 16 anos ou mais, entre 23 e 24 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-09158/2026.
O Datafolha, contratado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, ouviu 4.050 pessoas nos dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro também é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é BR-09540/2026.
Os votos válidos correspondem aos votos atribuídos aos candidatos, excluídos os brancos e nulos. É sobre essa base que a Justiça Eleitoral calcula o resultado oficial da eleição presidencial. O segundo turno deste domingo definirá quem comandará o Executivo federal pelos próximos quatro anos.
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