
Coluna do PardalColuna especial

Alta temporada
A proximidade da alta temporada coloca o comércio de Foz do Iguaçu diante do desafio de atender ao aumento esperado no movimento de consumidores e turistas. A preparação envolve reforço das equipes, organização dos estoques, horários de funcionamento e condições de atendimento. A expectativa de crescimento nas vendas precisa ser confrontada com dados da ACIFI, dos comerciantes e da Agência do Trabalhador, especialmente sobre contratações e oferta de vagas temporárias. Para o comércio local, o período representa uma oportunidade de ampliar o faturamento, impulsionado pelo turismo e pelas compras de fim de ano.
Convênio renovado
A Prefeitura de Foz renovou a autorização para descontos em folha destinados à Associação Iguassu Clube de Benefícios e Defesa da Cidadania, presidida por João Pereira Sodré, ex-presidente da ASSERPI. O termo, publicado em 19 de outubro, vale por cinco anos e inclui servidores ativos e inativos. A antiga entidade acumulou R$ 6 milhões em dívidas com fornecedores em 2009. Sodré atribui os problemas a outras gestões. A nova parceria prevê fiscalização municipal, porém não estabelece periodicidade obrigatória para a prestação de contas.
Finados
Mais de 40 mil pessoas devem passar pelos cinco cemitérios de Foz do Iguaçu em 2 de novembro. A visitação será das 7h às 19h, e os serviços de limpeza, pintura e manutenção das sepulturas podem ser feitos até 30 de outubro. A concessionária Camis recomenda evitar enfeites que acumulem água, devido ao risco de proliferação do mosquito da dengue. A taxa anual de manutenção é de R$ 137,12 por jazigo.
Emprego
O Mutirão de Empregos realizado no Jardim São Paulo reuniu 11 empresas e cerca de 200 vagas, com aproximadamente 160 pessoas atendidas na terça-feira (20). A iniciativa da Agência do Trabalhador buscou aproximar oportunidades dos moradores da região. Há ainda cerca de 700 vagas disponíveis na agência. Com a proximidade da Black Friday e da alta temporada turística, a expectativa é de aumento nas contratações, inclusive para postos efetivos.
Vitrine europeia
Foz do Iguaçu busca ampliar sua presença no mercado europeu com uma agenda promocional em quatro cidades: Madri, Lisboa, Frankfurt e Paris. A Secretaria Municipal de Turismo participa do Vbrata Roadshow Visit Brasil 2026, em parceria com o Visit Iguassu e o Fundo Iguaçu. Os números justificam a estratégia: Alemanha, França e Espanha enviaram milhares de visitantes ao destino em 2025. O desafio é converter a divulgação em negócios e ampliar o fluxo internacional de turistas.
Escala paraguaia
Enquanto o Brasil discute mudanças na escala 6 por 1, o Paraguai mantém jornada de até 48 horas semanais, distribuídas em seis dias. Um projeto apresentado pelo senador José Oviedo, no fim de 2024, propõe redução gradual até 40 horas, porém segue parado nas comissões do Congresso. O contraste chama a atenção na fronteira: o país também prevê férias de 12 dias úteis para trabalhadores com até cinco anos de empresa, enquanto a informalidade alcança cerca de 60% da força de trabalho.
Selo verde
O IAT contabiliza mais de R$ 1 bilhão em investimentos ligados a 14 obras na região de Foz. Na lista estão o Porto Seco de R$ 500 milhões, a BR-469, o Centre Pompidou e projetos da Prefeitura e de Itaipu. Só há um detalhe: licença ambiental não é sinônimo de obra concluída. Alguns projetos avançam, outros ainda dependem de licenças ou licitação. O desafio agora é transformar papelada, cifras e anúncios em entregas concretas, sem deixar a fiscalização ambiental pelo caminho. Afinal, desenvolvimento também precisa de prazo, execução e resultado.
Alerta climático
A previsão de eventos climáticos extremos entrou na pauta da Câmara de Foz. O secretário Paulo Tinoco informou que o município monitora 21 áreas de atenção e mantém 15 abrigos temporários cadastrados. O Fundo Municipal de Calamidade Pública, aprovado em julho, deverá ajudar a financiar ações emergenciais e preventivas. Vila Bananal e Porto Meira já aparecem entre as regiões que exigem atenção. Com a possibilidade de temporais mais intensos, o desafio será garantir que planejamento, recursos e resposta rápida caminhem juntos.
Olho nas ruas
A Prefeitura de Foz quer ampliar o uso da contribuição de iluminação pública para financiar câmeras, sensores e sistemas de vigilância. O projeto prevê que apenas os recursos excedentes, depois de priorizada a iluminação, sejam destinados à segurança. O Executivo garante que não haverá aumento na cobrança. A proposta ainda precisa passar pela Câmara e não informa quanto será investido nem quando os equipamentos poderão ser instalados. A tecnologia pode ajudar no combate à criminalidade, desde que venha acompanhada de planejamento, transparência e fiscalização sobre o uso do dinheiro público.
Versões em aberto
O Hospital Municipal de Foz divulgou nota para contestar reclamações do ex-vereador Ramiro Leite sobre o atendimento recebido na unidade. Segundo a direção, ele foi medicado, passou por exames e recebeu indicação de tratamento para uma fratura na patela, mas deixou o hospital antes da conclusão dos procedimentos. A instituição também relata desentendimentos com profissionais. A Rádio Cultura informou que não conseguiu contato com o ex-parlamentar para ouvir sua versão. O caso exige cautela: de um lado, o relato oficial do hospital; de outro, uma manifestação do paciente que ainda não foi apresentada publicamente.
NOTA DE ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE
Associação de Moradores da Vila A (AMVA)
Diante da notícia publicada sobre o cancelamento da autorização de uso do complexo esportivo localizado na Rua Socó, nº 188, na Vila A, a Associação de Moradores da Vila A (AMVA) vem a público esclarecer alguns pontos importantes para que a comunidade compreenda melhor a situação.
A AMVA esclarece que, há bastante tempo, já não realizava a administração direta do referido complexo esportivo. Embora a autorização de uso permanecesse registrada junto à Prefeitura Municipal, com o espaço formalmente vinculado à associação, na prática, a AMVA já não estava à frente de sua administração.
É importante esclarecer, ainda, que, durante a gestão do ex-prefeito Chico Brasileiro, a AMVA já havia manifestado expressamente sua intenção de não continuar responsável pela administração do complexo esportivo. Essa manifestação refletia a posição da associação diante das dificuldades de manter a responsabilidade por uma estrutura dessa dimensão.
Dessa forma, o cancelamento da autorização de uso deve ser compreendido como uma medida administrativa adotada pelo Poder Público diante da realidade de que a AMVA já não exercia, na prática, a administração do complexo esportivo. Ou seja, a situação formal precisava ser ajustada à realidade existente, uma vez que a associação já não estava diretamente à frente da gestão, da manutenção ou do funcionamento cotidiano daquele espaço.
A AMVA é uma entidade sem fins lucrativos e não dispõe de recursos financeiros suficientes para assumir a manutenção e a administração de uma estrutura desse porte, que exige investimentos, pessoal e condições adequadas de funcionamento.
Outro ponto que merece atenção é a finalidade social para a qual o complexo foi destinado. O espaço deveria servir ao esporte, ao lazer e ao benefício da comunidade. No entanto, havia preocupação quanto ao efetivo cumprimento dessa finalidade pelas pessoas que estavam à frente das atividades desenvolvidas no local.
Dessa forma, é fundamental esclarecer que a existência de uma autorização formal em nome da AMVA não significa que a associação estivesse efetivamente administrando o complexo ou que fosse diretamente responsável por todas as atividades ali desenvolvidas. A permanência do vínculo documental não pode ser confundida com o exercício efetivo da administração, especialmente porque a própria associação já havia manifestado sua intenção de deixar essa responsabilidade e não atuava mais diretamente no local.
A AMVA respeita as instituições públicas e compreende a importância de que os espaços pertencentes ao município sejam utilizados de maneira responsável, transparente e, principalmente, em benefício da população.
Nosso compromisso sempre foi com os moradores da Vila A e com iniciativas que promovam o desenvolvimento comunitário. Por isso, esperamos que o complexo esportivo receba uma destinação que valorize o esporte, o lazer e a finalidade social para a qual foi concebido, garantindo que esse patrimônio cumpra sua função em benefício da comunidade.
A associação permanece comprometida com a transparência e com o esclarecimento dos fatos, para que os moradores conheçam a realidade e não atribuam automaticamente à AMVA a responsabilidade por uma administração que, há tempos, já não era exercida diretamente pela entidade.
Associação de Moradores da Vila A (AMVA)
Juntos pelo bem-estar da Vila A!
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