O ex-vereador Ramiro Leite questionou o atendimento recebido no Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz do Iguaçu, após ser encaminhado pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), na segunda-feira (19). Em resposta à reclamação, a direção da instituição divulgou uma nota oficial nesta terça-feira (20), na qual apresenta a cronologia dos procedimentos e afirma que o paciente deixou a unidade antes da conclusão do tratamento.
Segundo a manifestação do hospital, Ramiro deu entrada às 17h16 e recebeu a primeira avaliação médica às 17h30. A direção atribui a acomodação inicial em uma maca no corredor à alta ocupação da unidade e sustenta que os procedimentos seguiram os protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS).
A reclamação do ex-parlamentar motivou o esclarecimento público da instituição. A nota, assinada pela direção-geral, também relata desentendimentos entre o paciente e profissionais de saúde durante a permanência no hospital.
Hospital detalha exames e avaliações
De acordo com a cronologia apresentada pela instituição, a primeira avaliação médica ocorreu 14 minutos após a chegada. Na ocasião, foram administrados analgésicos, realizados curativos e solicitados exames.
Uma nova avaliação pela equipe de trauma ocorreu às 18h20. Os resultados da tomografia e do raio-X foram liberados às 18h41, quando, segundo o hospital, os especialistas foram acionados.
Às 19h51, a equipe de cirurgia bucomaxilofacial examinou Ramiro e indicou tratamento conservador, sem necessidade de cirurgia na face.
A direção informou ainda que a continuidade da assistência previa a imobilização gessada do joelho esquerdo, em razão de uma fratura na patela. A conclusão dos procedimentos, porém, não teria ocorrido porque o paciente deixou o hospital antes da liberação das equipes de trauma e ortopedia.
Direção relata desentendimento com profissionais
Na nota, o hospital afirma que Ramiro demonstrou insatisfação com a acomodação provisória e teria exigido mudanças no fluxo de atendimento. A instituição também relata comportamento hostil e desrespeitoso em relação aos profissionais da unidade.
Segundo a direção, durante a madrugada, o ex-vereador discutiu verbalmente com integrantes da equipe de enfermagem e gritou com a profissional responsável pela imobilização gessada do joelho.
O comunicado acrescenta que Ramiro realizou filmagens dentro do hospital e, acompanhado pelo filho, deixou a unidade antes de aguardar a conclusão das avaliações das equipes de trauma e ortopedia. A saída foi registrada administrativamente como alta por evasão, conforme a versão apresentada pela instituição.
Hospital invoca igualdade no atendimento pelo SUS
A direção do Hospital Municipal afirma que a assistência prestada seguiu os protocolos do SUS, que estabelecem prioridades conforme a gravidade clínica dos pacientes. A instituição também repudiou o que classificou como tentativas de intimidação contra profissionais de saúde e defendeu tratamento igualitário, independentemente de cargo público ou influência política.
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