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 Cooperação

Paraguai amplia cooperação com os EUA para reforçar segurança nas fronteiras

 Acordo assinado em Assunção prevê procedimentos para interceptar aeronaves civis suspeitas no espaço aéreo paraguaio, conforme as leis vigentes

20/10/2026 22h06
Por: Reciel Rocha
Fonte: Da redação com assessoria
Paraguai e Estados Unidos assinaram dois acordos em Assunção para ampliar a cooperação em segurança fronteiriça e estabelecer procedimentos de interceptação aérea. Foto: Embaixada dos EUA no Paraguai.
Paraguai e Estados Unidos assinaram dois acordos em Assunção para ampliar a cooperação em segurança fronteiriça e estabelecer procedimentos de interceptação aérea. Foto: Embaixada dos EUA no Paraguai.

O Paraguai e os Estados Unidos assinaram, nesta semana, dois acordos para ampliar a cooperação em segurança fronteiriça e estabelecer procedimentos para a interceptação de aeronaves civis suspeitas no espaço aéreo paraguaio. Os documentos foram formalizados em Assunção, durante o primeiro dia de visita do vice-secretário de Estado norte-americano, Christopher Landau.

Um dos acordos trata da cooperação para interceptar aeronaves, conforme as legislações dos dois países e o direito internacional. O outro prevê o fortalecimento das capacidades das autoridades paraguaias que atuam nos pontos de entrada do país, incluindo a possibilidade de adoção de uma tecnologia norte-americana para identificar pessoas procuradas pela Justiça.

A assinatura reforça a aproximação entre os dois governos em temas de segurança e defesa. Segundo o jornal paraguaio La Nación, os documentos estabelecem as bases para ampliar a cooperação operacional entre os países.

 

Acordos preveem controle aéreo e identificação de pessoas

O primeiro documento, formalizado por meio de um acordo de notas reversais, estabelece procedimentos para a interceptação de aeronaves civis que utilizem o espaço aéreo do Paraguai.

O texto busca “estabelecer um marco de cooperação entre ambos os países para a implementação de procedimentos de interceptação aérea, conforme as respectivas legislações e o direito internacional”.

O segundo instrumento é um memorando de intenção voltado à segurança nas fronteiras. De acordo com o La Nación, o documento “contempla o fortalecimento das capacidades das autoridades paraguaias que operam nos pontos de entrada no país”.

Nesse contexto, o Paraguai manifestou interesse em utilizar o Sistema Seguro de Comparação e Avaliação de Identificação de Pessoas, conhecido pela sigla em inglês PISCES. Desenvolvida pelos Estados Unidos, a ferramenta auxilia na identificação de pessoas procuradas pela Justiça.

O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, destacou a maturidade das relações bilaterais durante a cerimônia. Landau, por sua vez, apontou o Paraguai como um dos principais parceiros norte-americanos no continente.

“Esta é uma visita muito importante para a nossa diplomacia. Estamos muito focados em voltar a colocar atenção no Hemisfério Ocidental, nossa grande América que vai do Canadá à Terra do Fogo”, afirmou o vice-secretário de Estado dos Estados Unidos.

 

Visita inclui passagem por Itaipu

A agenda de Christopher Landau no Paraguai também prevê uma oferenda floral no Panteão dos Heróis, em Assunção, e uma visita à Usina Hidrelétrica de Itaipu, empreendimento binacional estratégico para o Brasil e o Paraguai.

A passagem pela usina ocorre em meio às discussões sobre o potencial energético paraguaio para atrair investimentos em tecnologia. Em maio de 2025, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, mencionou a possibilidade de o Paraguai receber projetos de inteligência artificial que aproveitem a disponibilidade de energia elétrica.

A utilização e a comercialização da energia de Itaipu, entretanto, envolvem questões técnicas e econômicas e dependem dos entendimentos entre os dois países que compartilham a usina.

A visita de Landau responde a um convite feito em junho pelo ministro das Relações Exteriores paraguaio. Até a publicação do material original, a agenda oficial completa do diplomata ainda não havia sido divulgada, o que impedia a confirmação de todas as reuniões previstas e das autoridades participantes.

Landau tem vínculos pessoais com o Paraguai. Filho do diplomata George Walter Landau, que foi embaixador dos Estados Unidos em Assunção, ele viveu no país entre 1972 e 1977 e estudou na Escola Americana da capital paraguaia.

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