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PREVENÇÃO

Com mais de 22 mil diagnósticos, Foz do Iguaçu sediará campanha de conscientização sobre o diabetes, com serviços de saúde gratuitos

A programação terá início no dia 3 de novembro e inclui ações de aferição de glicemia e pressão arterial, palestras, rodas de conversa e mobilização de corrida e caminhada

19/10/2026 23h00
Por: Reciel Rocha
Fonte: Da Redação
O diagnóstico precoce e tratamento adequado do diabetes pode evitar complicações graves a órgãos e membros do paciente. Foto: Adifi/ Vozes do Advocacy
O diagnóstico precoce e tratamento adequado do diabetes pode evitar complicações graves a órgãos e membros do paciente. Foto: Adifi/ Vozes do Advocacy

Com mais de 22 mil pessoas diagnosticadas com diabetes mellitus (dados gerais do tipo 1 e 2), Foz do Iguaçu sediará uma campanha de conscientização sobre a prevenção, diagnóstico precoce e formas de tratamento da doença com diversas ações, incluindo a oferta de serviços de saúde gratuitos.

A ação está sendo organizada pelo Instituto dos Diabéticos de Foz (Adifi) e pela organização Vozes do Advocacy, instituições que integram a Federação de Associações e Institutos de Diabete e Obesidade no Brasil.

A programação na fronteira integra um circuito de atividades que acontecerão simultaneamente em todo o país, em alusão ao Dia Mundial do Diabetes. As ações em Foz terão início no dia 3 de novembro, com aferição de glicemia e pressão arterial, além de orientações em geral nas dependências da Itaipu Parquetec.

No dia 4 os serviços serão ofertados na Unidade Básica de Saúde (UBS) da AKLP. No dia 5 as ações se repetirão na sede do Conselho Municipal de Saúde, e no dia 6 os trabalhos serão executados na Itaipu Binacional.

No dia 9 de novembro será realizada uma capacitação sobre insulinização e utilização do sistema FreeStyle Libre, destinada a médicos e farmacêuticos. Nos dias 10 e 12 novamente serão ofertados serviços de aferição de glicemia e pressão arterial nas UBSs da Vila C Velha e Vila C Nova, respectivamente.

No dia 11 será realizada uma atividade educativa destinada aos pacientes diabéticos com o tema: “Tecnologia no Diabetes: Smart 2.0”. A atividade terá como propósito apresentar informações sobre o uso de novas tecnologias no cuidado do diabetes, contribuindo para que, tanto pacientes, quanto familiares, conheçam os recursos que podem auxiliar no monitoramento e no gerenciamento da doença.

Ainda no dia 11, será realizada uma Roda de Conversa Temática, proporcionando um espaço de escuta, diálogo, acolhimento e compartilhamento de experiências entre pessoas com diabetes e seus familiares. A atividade possibilitará a discussão de aspectos relacionados à vivência cotidiana com o diabetes, dificuldades enfrentadas no tratamento, autocuidado, aspectos emocionais, relacionamento com os serviços de saúde e estratégias para melhorar a qualidade de vida.

Já no dia 13, será realizada uma capacitação na sede do Adifi, com o tema “Pé Diabético”, destinada a enfermeiros e acadêmicos de medicina e enfermagem, abordando aspectos relacionados à prevenção, identificação precoce de alterações, avaliação dos pés e cuidados necessários para reduzir o risco de complicações.

Por fim, no dia 29 de novembro, o instituto Adifi participará da Corrida e Caminhada da Rádio 97, com campanha de aferição de glicemia, pressão arterial e orientação à população em geral.

Durante todo o mês do Novembro Azul, a sede do Adifi e de outras instituições parceiras, vem como monumentos e pontos turísticos de Foz receberão iluminação especial chamando a atenção para a mobilização do Dia Mundial do Diabetes, celebrado oficialmente em 14 de novembro.

Doença silenciosa, complicações graves

Segundo a Federação Internacional de Diabetes, cerca de 16, 6 milhões de brasileiros vivem com doença. Até 2050, o número deve saltar para 52 milhões. O Brasil ocupa a 6ª posição entre os países com maior número de pessoas com a condição.

Apesar de ser uma doença silenciosa, o diabetes pode causar danos graves a órgãos e membros do corpo, como os rins, olhos, pernas e pés. A falta de informação nas UBSs e até mesmo em hospitais contribui para que muitos pacientes não saibam como controlar a doença adequadamente.

A ausência de tratamento adequado do diabetes pode levar, dentre outras ações, a complicações microvasculares (retinopatia, neuropatia e doença renal) e complicações macro vasculares (doenças cardiovasculares e amputações).

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