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Jovens ampliam mobilização por Lula e Flávio na reta final da eleição

Estudantes organizam debates, grupos de mensagens e banquinhas vira-voto para divulgar propostas e ampliar o apoio aos candidatos à Presidência.

17/10/2026 09h50
Por: Redação
Fonte: Da redação com assessoria
Jovens apoiadores de Lula e Flávio Bolsonaro intensificam ações presenciais e digitais para conquistar votos e estimular a participação no segundo turno.- Foto: divulgação
Jovens apoiadores de Lula e Flávio Bolsonaro intensificam ações presenciais e digitais para conquistar votos e estimular a participação no segundo turno.- Foto: divulgação

A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial intensificou a mobilização de jovens apoiadores dos dois candidatos. Com ações nas ruas, em universidades e nas redes sociais, grupos tentam convencer eleitores indecisos, ampliar o apoio às campanhas e estimular a participação nas urnas.

No primeiro turno de 2026, 14,9 milhões de brasileiros de 16 a 24 anos compareceram para votar. O número representa uma redução de aproximadamente 2 milhões em relação aos 16,9 milhões registrados nessa faixa etária em 2022, segundo os dados apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As estratégias adotadas pelos jovens incluem distribuição de materiais, adesivaços, debates presenciais, grupos de mensagens e publicações em perfis abertos nas redes sociais. A mobilização ocorre em diferentes espaços de convivência, com a intenção de alcançar pessoas fora dos círculos habituais de discussão política.

Redes sociais e atos presenciais

Em Brasília, uma mobilização favorável a Lula reuniu cerca de 60 mil pessoas em 13 de outubro, segundo a organização citada na reportagem original. Uma das organizadoras, Isadora de Oliveira, de 24 anos, defende ampliar a presença dos apoiadores em universidades, transportes públicos e outros espaços de circulação.

Do lado contrário ao atual presidente, João Pedro Porto, de 18 anos, coordena um grupo universitário de oposição à tentativa de reeleição de Lula. Segundo ele, desde o fim do primeiro turno foram organizados adesivaços e atos em frente à faculdade.

A mobilização também passa pela internet. Alexandra Carvalho, de 22 anos, criou um canal de mensagens para compartilhar diariamente materiais de campanha de Flávio Bolsonaro e estimular a participação de outros jovens. O grupo também organiza reuniões e protestos na universidade.

Daniella Dutra, de 21 anos e apoiadora de Lula, abriu ao público um perfil que antes era privado para ampliar a discussão política. A estratégia busca alcançar eleitores de outros estados, ampliar o alcance das publicações e atrair pessoas que ainda não definiram o voto.

Banquinhas e debates nas escolas

A conversa direta com os eleitores é outra estratégia adotada durante a campanha. Bruna Lima, de 20 anos, participa de banquinhas vira-voto instaladas em paradas de ônibus e universidades. A proposta é ouvir dúvidas, discutir as razões das escolhas eleitorais e apresentar argumentos para tentar conquistar novos apoios.

A mobilização também alcança adolescentes que ainda não são obrigados a votar. Maria Clara Lobão, de 16 anos, começou a promover debates políticos na escola. Segundo ela, as discussões entre estudantes têm estimulado colegas a rever posições e pesquisar informações por conta própria, em vez de reproduzir automaticamente as opiniões dos pais.

No Brasil, o voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos e obrigatório a partir dos 18. Em 2026, aproximadamente 1,4 milhão de adolescentes exerceram o direito de voto facultativo no primeiro turno.

Juventude como influência política

A cientista política Marcela Machado avalia que o segundo turno tende a despertar maior envolvimento entre os jovens, porque a disputa entre dois candidatos estimula o posicionamento. Ela também aponta a influência dos grupos de convivência na formação das escolhas eleitorais.

Nesse contexto, jovens que publicam conteúdos, participam de debates e conversam sobre política podem levar informações a pessoas que não acompanham diretamente a propaganda eleitoral ou os perfis dos candidatos. A influência ocorre principalmente entre amigos, colegas de estudo e outros integrantes dos mesmos círculos sociais.

Eleitorado jovem encolheu desde 2022

Apesar da mobilização observada durante a campanha, o número de brasileiros de 16 a 24 anos aptos a votar diminuiu em relação à eleição presidencial anterior.

Em 2026, 19,2 milhões de pessoas dessa faixa etária estavam aptas a participar do primeiro turno, ante 21,4 milhões em 2022, uma redução de 2,2 milhões de eleitores.

Os números mostram que a participação juvenil segue como um dos pontos de atenção da disputa. No segundo turno, as campanhas de Lula e Flávio procuram ampliar o alcance entre os mais jovens, tanto para conquistar votos quanto para incentivar o comparecimento às urnas.

 

 

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