Companheiros de equipe de Lucas Coelho, de 10 anos, rasparam a cabeça para demonstrar solidariedade ao menino, que está em tratamento contra o linfoma de Burkitt no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. A iniciativa partiu de famílias ligadas ao CT Gresfi Futsal, de Foz do Iguaçu, e ajudou Lucas a lidar com a possibilidade de perder os cabelos durante a quimioterapia.
A surpresa foi preparada pelos amigos e revelada durante uma chamada de vídeo. Ao ver os colegas com a cabeça raspada, o garoto percebeu que não precisaria enfrentar sozinho uma das mudanças provocadas pelo tratamento. Cerca de 40 minutos depois da conversa, encorajado pela atitude dos companheiros, ele também decidiu cortar o cabelo.
A história foi publicada pelo Foz Futsal, que destacou o significado do gesto para além das quadras. A iniciativa também chegou ao ex-jogador Falcão, um dos principais nomes do futsal mundial, que enviou uma mensagem de apoio e incentivo ao menino.
Uma surpresa organizada pelas famílias
Apaixonado por futsal, Lucas divide com os colegas do CT Gresfi treinos, partidas e momentos de convivência. O diagnóstico de linfoma de Burkitt ocorreu em setembro. Desde então, ele está em Curitiba para receber tratamento no Hospital Pequeno Príncipe.
A possibilidade de perder os cabelos durante a quimioterapia era uma das preocupações do garoto. Diante disso, os companheiros decidiram demonstrar que estariam ao lado dele durante essa etapa.
A ideia surgiu de Tay Massútti, mãe de Benjamin, um dos melhores amigos de Lucas. A proposta mobilizou outras famílias e recebeu a adesão de atletas da equipe.
Durante a chamada de vídeo, os meninos mostraram a Lucas que também haviam raspado a cabeça. A reação dos amigos deu ao garoto coragem para tomar a própria decisão e cortar o cabelo pouco depois.
Apoio que ultrapassou as quadras
A iniciativa repercutiu além do grupo de amigos. Segundo a publicação do Foz Futsal, a história chegou a Falcão, que enviou uma mensagem especial ao menino.
O gesto dos atletas evidencia o papel das relações construídas no esporte durante situações difíceis. Para Lucas, a demonstração de apoio veio de pessoas com quem compartilha a rotina do futsal e reforçou a presença dos amigos durante o tratamento.
A experiência também mostra como as equipes podem criar vínculos que vão além dos treinos e das competições. Em vez de uma vitória ou de um resultado esportivo, a mobilização teve como objetivo ajudar um colega a enfrentar uma mudança pessoal provocada pela doença.
Sensação
Vento
Umidade

