Brasil e Paraguai iniciaram nesta semana a 59ª fase da Operação Nova Aliança, mobilização conjunta de combate ao narcotráfico que prevê ações aéreas e terrestres para destruir plantações clandestinas de maconha e instalações utilizadas na produção e no armazenamento de drogas. A operação segue até 13 de novembro, em áreas de fronteira.
A ofensiva é conduzida pela Polícia Federal (PF) brasileira e pela Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD), com apoio da Força-Tarefa Conjunta e do Ministério Público paraguaio. O objetivo é atingir estruturas de produção e abastecimento antes que os entorpecentes sejam encaminhados às redes de distribuição.
A nova etapa dá continuidade à cooperação entre os dois países, iniciada em 2012. O anúncio foi feito pela Polícia Federal em comunicado publicado em 2 de novembro.
Ações incluem erradicação de cultivos e destruição de instalações
As equipes devem atuar em regiões identificadas pela presença de cultivos ilegais de cannabis e pela atividade de organizações criminosas transnacionais. O planejamento prevê incursões terrestres e operações aéreas para localizar plantações e estruturas clandestinas.
As ações incluem a erradicação dos cultivos e a destruição de instalações utilizadas na produção e no armazenamento de drogas. A estratégia busca comprometer a capacidade de abastecimento das organizações criminosas, atuando nas áreas produtoras antes das etapas de transporte e comercialização.
A operação ocorre em território paraguaio e depende da articulação entre instituições dos dois países. A participação do Ministério Público do Paraguai integra a estrutura de apoio às atividades programadas até 13 de novembro.
Fase anterior destruiu 149 acampamentos clandestinos
A abertura da 59ª fase ocorre após o encerramento de uma operação realizada entre 12 e 23 de outubro na região de Amambay, no Paraguai, próxima ao estado brasileiro de Mato Grosso do Sul.
Segundo balanço divulgado pela Polícia Federal em 23 de outubro, a 58ª etapa da Nova Aliança resultou na erradicação de 93 hectares de plantações de maconha e na destruição de 149 acampamentos clandestinos. As equipes também eliminaram 143.850 quilos da droga pronta para consumo.
Considerando a quantidade apreendida e destruída e a estimativa de produção das áreas erradicadas, as autoridades calcularam um impacto de aproximadamente 423 toneladas de maconha.
Os resultados da nova fase dependerão das áreas localizadas e das intervenções realizadas até o encerramento do cronograma.
Cooperação bilateral começou em 2012
A Operação Nova Aliança integra uma estratégia de cooperação entre instituições de segurança do Brasil e do Paraguai desenvolvida desde 2012. As ações procuram atingir a produção de drogas em regiões onde atuam organizações criminosas com atividades transnacionais.
O modelo prioriza a localização de cultivos ilegais e a destruição da infraestrutura associada à produção. A atuação conjunta considera que a produção, a circulação e a distribuição de drogas podem envolver diferentes territórios, exigindo coordenação entre os países.
Operação prevê recuperação de áreas degradadas
A 59ª fase também contempla medidas de recuperação ambiental em áreas afetadas pelas plantações clandestinas. Segundo as informações divulgadas, o cultivo ilegal de cannabis pode alterar o uso do solo e degradar terrenos ocupados.
A recuperação das áreas atingidas ficará sob responsabilidade dos órgãos paraguaios competentes. A medida acompanha as ações de erradicação e destruição de estruturas utilizadas na atividade criminosa.
Com previsão de encerramento em 13 de novembro, a operação mantém Brasil e Paraguai mobilizados contra estruturas de produção e abastecimento do narcotráfico na região de fronteira.
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