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19/10/2026 23h22
Por: Reciel Rocha
Fonte: Da Redação

Debate quente

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) abriram, neste domingo (18), a rodada de debates do segundo turno, em confronto promovido pela Band. Os candidatos trocaram acusações sobre corrupção, relações familiares, o Banco Master e os descontos indevidos no INSS. Segurança pública, saúde e economia também entraram na discussão, embora os ataques pessoais tenham ocupado espaço considerável. O encontro ocorreu a uma semana da votação, marcada para 25 de outubro. O eleitor ouviu promessas e acusações, mas continua diante de uma tarefa essencial: separar fatos comprovados de declarações de campanha.

 

Voto apertado

Pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (19) aponta Flávio Bolsonaro com 50,3% dos votos válidos e Lula com 49,7%. A diferença de 0,6 ponto percentual configura empate técnico, considerada a margem de erro de dois pontos. O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre 16 e 18 de outubro e foi registrado no TSE sob o número BR-04499/2026. Os números mostram uma disputa acirrada, sem permitir antecipar o resultado. Na última semana, cada entrevista, debate e movimento de campanha pode influenciar indecisos, mas a decisão definitiva será tomada nas urnas.

 

Bolsa reforçado

O calendário do Bolsa Família começou nesta segunda-feira (19) com o novo valor mínimo de R$ 691 por família, após reajuste de 15,04% anunciado pelo governo federal. Os pagamentos seguem até 30 de outubro, conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). Também foram corrigidos os benefícios adicionais destinados a crianças, gestantes, nutrizes e jovens. O aumento amplia a renda disponível para despesas básicas, especialmente alimentação.

 

Promessa fiscal

A campanha presidencial também colocou os gastos públicos no centro da disputa. Flávio Bolsonaro promete cortar R$ 250 bilhões em despesas e flexibilizar regras de contratação, enquanto apresenta medidas de estímulo a pequenos negócios e trabalhadores autônomos. O programa, segundo análises publicadas nesta semana, ainda deixa lacunas sobre a execução dos cortes e o financiamento de algumas propostas. A conta política é simples; a orçamentária, nem tanto. Reduzir despesas, preservar serviços e manter benefícios sociais exige explicar onde haverá economia e quais serão as consequências para a população.

 

Trabalho em pauta

A redução da jornada semanal e o fim da escala 6x1 estão entre os temas de maior repercussão econômica. Análise publicada nesta segunda-feira discute os efeitos da mudança sobre empresas, trabalhadores e contas públicas, incluindo a necessidade de reorganizar escalas em serviços essenciais. Setores com possibilidade de automação podem responder de maneira diferente de atividades como turismo, limpeza e transporte. A mudança promete ampliar o tempo livre, mas exige atenção à produtividade e aos custos. O debate precisa ir além de slogans: a implementação determinará quem sentirá os benefícios e quem terá de se adaptar.

 

Supremo discreto

O Supremo Tribunal Federal, alvo frequente de discursos eleitorais no primeiro turno, apareceu menos no debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, realizado no domingo. Segundo levantamento da cobertura do encontro, a Corte foi mencionada apenas três vezes, apesar das críticas recorrentes de setores da direita a ministros do tribunal. Flávio questionou indicações feitas por Lula, enquanto o presidente rebateu as insinuações sobre interferência política na Justiça. A mudança de foco chama atenção, mas não significa que o tema perdeu relevância. O STF continua no centro de discussões sobre instituições, limites de poder e responsabilização de autoridades.

 

SUS em debate

A saúde pública ganhou espaço na disputa presidencial, com propostas diferentes para ampliar o atendimento. Flávio Bolsonaro prometeu prontuário eletrônico unificado e expansão da telemedicina, enquanto Lula defendeu a continuidade de programas federais e mudanças no financiamento de procedimentos. O ministro Alexandre Padilha também afirmou que um eventual novo mandato petista pretende substituir progressivamente a tabela tradicional do SUS por remuneração vinculada a resultados. A discussão envolve acesso, filas, custos e qualidade. Para o paciente, a medida concreta será o tempo entre conseguir uma consulta, realizar exames e receber tratamento.

 

Checagem necessária

O debate presidencial de domingo produziu afirmações que passaram por verificação jornalística nesta segunda-feira. Entre os pontos examinados estão declarações de Flávio Bolsonaro sobre Daniel Vorcaro, o Bolsa Família e a segurança pública, além de afirmações de Lula sobre crescimento econômico, inflação e a situação fiscal. A checagem identificou imprecisões de ambos os lados. Em uma eleição polarizada, números apresentados no palanque precisam ser confrontados com séries históricas, documentos e dados oficiais. A regra vale para todos: convicção política não transforma uma afirmação em fato.

 

Caixa estadual

O Paraná entrou na discussão sobre as contas públicas após audiência na Assembleia Legislativa sobre as metas fiscais do segundo quadrimestre de 2026. Relatório apresentado em outubro apontou o Estado com a terceira maior disponibilidade de caixa do país, enquanto deputados da oposição questionaram renúncias de receita e a capacidade de honrar compromissos futuros. O dado positivo sobre liquidez não encerra a discussão sobre despesas, investimentos e obrigações. Com a próxima gestão no horizonte, a transparência fiscal ganha peso político. Caixa disponível é importante, mas a qualidade dos gastos também precisa entrar na conta.

 

 Assembleia ativa

A Assembleia Legislativa do Paraná retomou nesta segunda-feira (19) a agenda de votações com propostas sobre incentivo à amamentação, taxas de cartórios, turismo religioso, produção regional e entidades sociais. Os projetos abrangem áreas distintas, mas têm impacto direto sobre serviços, custos e políticas públicas. A reta final do ano legislativo costuma acelerar negociações e decisões. Para acompanhar o trabalho parlamentar, vale observar não só o anúncio das propostas, mas também o texto aprovado e os efeitos práticos.

 

Inflação à vista

O mercado financeiro acompanha nesta semana a divulgação da prévia da inflação oficial brasileira, o IPCA-15 de outubro. As projeções citadas por analistas variam de 0,45% a 0,51%, em um indicador que ajuda a antecipar a tendência dos preços ao consumidor. O resultado pode influenciar as expectativas sobre juros, crédito e poder de compra. Para as famílias, a inflação aparece nas compras do supermercado e nas contas do mês; para empresas e governo, afeta custos e decisões econômicas. A estimativa, porém, não é resultado oficial: a leitura definitiva dependerá da divulgação do indicador.

 

Minerais estratégicos

O debate sobre minerais críticos ganhou destaque com dados divulgados pela Agência Brasil indicando que o setor emprega 129 mil pessoas no país. Esses recursos são importantes para cadeias industriais e tecnologias ligadas à transição energética, o que amplia o interesse econômico e geopolítico sobre sua exploração. O desafio brasileiro é agregar valor à produção, desenvolver tecnologia e garantir regras ambientais e sociais adequadas. Exportar matéria-prima pode gerar receita, mas o processamento e a indústria também podem ampliar empregos e renda. A discussão exige planejamento de longo prazo, não somente a corrida por novos mercados.

 

Seleção observada

A comissão técnica da Seleção Brasileira segue acompanhando jogadores para os últimos amistosos de 2026. A CBF marcou para 29 de outubro, às 15h, no Rio de Janeiro, a convocação de Carlo Ancelotti para os jogos contra Japão e Singapura, ambos no Estádio Nacional de Singapura. As partidas estão previstas para 14 e 17 de novembro e encerram o calendário da equipe neste ano. O treinador vem observando atletas em competições nacionais e europeias, com espaço para novos nomes. A convocação será mais um sinal de como a comissão pretende renovar o grupo após a Copa do Mundo.

 

Enem chegando

O Exame Nacional do Ensino Médio de 2026 será aplicado nos dias 8 e 15 de novembro, em todo o Brasil. Uma das novidades desta edição foi a inscrição automática de estudantes concluintes do ensino médio da rede pública. Para esses participantes, o prazo para escolher entre inglês e espanhol terminou no domingo (18); quem não fez a opção terá inglês atribuído pelo Inep. O preenchimento do questionário socioeconômico também é necessário para consultar o local de prova. Com mais de cinco milhões de inscrições confirmadas, o exame continua sendo uma das principais portas de entrada para o ensino superior.

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