Mais de 63 mil iguaçuenses não tem acesso à rede adequada de esgoto

Mais de 63 mil iguaçuenses, que vivem em 37 mil domicílios, não tem acesso à rede adequada de esgoto. Isso é o que apontam os novos dados do Censo 2022, divulgados na manhã de sexta-feira (23), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número corresponde a 20,5% do total de 285.415 moradores do município.

Em todo o Paraná a porcentagem chega a 30,4%, correspondendo a 3,46 milhões de pessoas, ou seja, três a cada dez habitantes. Em nível nacional, são mais de 37,5% de brasileiros sem esgoto.

O censo também mapeou outras características essências para o bem-estar da população. Dentre eles está o abastecimento de água potável, que na fronteira chega a 96,2% dos 116.648 domicílios existentes. Um total de 3,8%, que corresponde a pouco mais de 4,4 mil residências, não possuem acesso à rede geral de água encanada.

O levantamento mostra ainda que mais de 58,9 mil domicílios possuem pelo menos um banheiro de uso exclusivo. Pouco mais de 30 mil unidades possuem dois banheiros e apenas 3,1 mil possuem quatro ou mais espaços de higiene. Das moradias visitadas, 85 não possuem nenhum banheiro adequado para a utilização dos moradores.

No que diz respeito à coleta de lixo, o serviço atinge hoje 99,5% do total de domicílios em Foz. Pouco mais de 1,6 mil espaços ainda não tem acesso direto ao serviço, sendo a maioria localizada em locais com estrutura limitada.

Das moradias, 84% (84,2 mil) correspondem a casas comuns. Cerca de 12,4% são apartamentos (12,5 mil). As casas de vila ou condomínios correspondem a 2,9% (2,9 mil) e os chamados cortiços são apenas 0,55% do total (552 unidades). Há ainda 32 estruturas inacabadas, que correspondem a 0,03%.

No Paraná, em números absolutos, existem 4.209.432 domicílios. Desses, 4.192.084 têm abastecimento direto de água canalizada até dentro de casa e 3.974.542 são atendidos por um serviço que vai até as residências coletar o lixo.

Em todo o País, em média, 95,67% das habitações são abastecidas com água canalizada até dentro dos domicílios, 2,19% contam com canalização até o terreno onde ficam e 2,14% não têm abastecimento de água canalizada.

 

Falta de acesso a saneamento afetava principalmente os jovens

Em 2022, as faixas etárias mais jovens apresentaram maior incidência de situação de precariedade no acesso a saneamento básico no Brasil. Na população entre 0 e 4 anos, 3,4% residiam em domicílios sem canalização de água; no grupo com 60 anos ou mais, essa proporção foi de 1,9%. Quanto à ausência de banheiro, sanitário ou buraco para dejeções nos domicílios, os índices obtidos foram de 0,9% no grupo entre 0 e 4 anos, e 0,4% no grupo com 60 anos ou mais.

A abrangência de serviços públicos de saneamento, como abastecimento por rede de água, coleta de esgoto e coleta de lixo também se mostrou relacionada à faixa etária, registrando menores índices para os grupos de idade mais novos. A proporção da população residindo em domicílios com abastecimento de água, principalmente pela rede geral, foi de 80,9% no grupo entre 0 e 4 anos, e de 83,5% no grupo com 60 anos ou mais.

 

Domicílios no país

O Censo de 2022 também identificou um amplo predomínio dos brasileiros que moram em casa. Ao todo, são 59,6 milhões de domicílios desse tipo ocupados, nos quais residiam 171,3 milhões de pessoas, representando 84,8% da população.

O segundo tipo encontrado com mais frequência foi o apartamento, categoria de domicílio na qual residiam 12,5% da população em 2022. Os domicílios do tipo casa de vila ou em condomínio abrigavam 2,4% da população.

  • Da redação / Foto: divulgação

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