Vermelho diz que extinção do PERSE gera impacto severo no setor de eventos do país

O deputado federal Vermelho vai participar de todas as articulações políticas e empresariais visando derrubar a MP 1.202/23 que suspende o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE).

Vermelho esteve reunido com o Trade Turístico de Foz do Iguaçu e ouviu as reclamações das lideranças do setor de eventos, prejudicado com essa medida. A reunião contou com a presença do deputado estadual, Matheus Vermelho, e do chefe de gabinete, Sergio Beltrame, que também irão defender o setor.

O Governo baixou a medida alegando a necessidade de equilibrar as contas públicas, mas não levou em conta o desemprego e os prejuízos que serão provocados no setor de eventos.

“O PERSE foi criado como uma resposta emergencial para apoiar o setor de eventos durante a pandemia e desempenhou um papel crucial em ajudar empresas e profissionais que viram suas atividades paralisadas devido às restrições impostas para conter a propagação da COVID-19”, argumentou Vermelho.

“O setor ainda não se recuperou daquela tragédia. Lamentavelmente, o Governo suspendeu uma medida legal aprovada pelo Congresso e não ouviu o setor de eventos que movimenta a economia e gera milhares de empregos”, acrescentou o deputado.

Defensor intransigente do setor e presidente da Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado estadual Matheus Vermelho também condenou o fim do PERSE e disse que fará todos os esforços para manter os benefícios para o setor de eventos. “Este seguimento movimenta a economia, gera emprego e desenvolvimento. Não pode ser afetado por uma medida injusta e ilegal”, afirma Matheus.

A extinção desse programa levanta sérias preocupações sobre a sobrevivência de inúmeras empresas e postos de trabalho associados.

Vermelho destaca que o setor de eventos foi um dos mais afetados pelas medidas restritivas durante a pandemia e, agora, enfrenta um desafio ainda maior com a retirada do suporte do PERSE “imposta por essa medida infeliz e desastrada do Governo”.

“Estamos falando de milhares de empregos em risco e de um impacto econômico negativo em diversas regiões do Brasil”, alerta o parlamentar. Somente em 2023 o PERSE garantiu 150 mil novos empregos.

A extinção do PERSE implica não apenas na perda de auxílio financeiro direto para as empresas do setor, mas também na ausência de um plano estruturado para a retomada das atividades. Com o cenário de incertezas econômicas e a lenta recuperação do setor, a medida governamental torna-se ainda mais prejudicial.

 

Entidades farão protestos em Brasília

 A Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC) e outras entidades do setor estão mobilizando esforços para sensibilizar o governo sobre a importância de reavaliar a decisão de extinguir o PERSE. Além disso, apelam por soluções que possam proporcionar suporte contínuo, considerando a fragilidade atual das empresas de eventos.

Na semana passada entidades do setor turístico de Foz do Iguaçu estiveram reunidas e decidiram engrossar um protesto em Brasília que será realizado entre os dias 5 a 7 de março. A reunião foi articulada pela ABIH, Sindhotéis e Visit Iguassu.

“Estaremos ao lado dessas entidades que clamam por seus direitos. A extinção do PERSE não é apenas um revés para o setor de eventos, mas também uma chamada de atenção para a necessidade de políticas públicas robustas e contínuas para proteger segmentos importantes da economia”, destaca Vermelho.

A ABIH Nacional emitiu uma nota afirmando que “a revogação do PERSE é um golpe desproporcional ao maior programa de recuperação fiscal do país, criado pelo Congresso Nacional, devido às restrições impostas durante a pandemia”.

Deputados e empresários entendem que o desafio agora é encontrar alternativas e implementar medidas que garantam a sobrevivência e a recuperação efetiva desse setor crucial para a economia brasileira.

  • Da assessoria

 

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