Uma organização criminosa que atuava no tráfico de haxixe, com ramificações em seis cidades de três estados, foi alvo da Operação Yellow Core, deflagrada na manhã de quinta-feira (15) por equipes da Polícia Federal e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Na ação, foram cumpridos 13 mandados de prisão temporária e 15 ordens de busca e apreensão em Foz do Iguaçu e Pinhais, no Paraná; em Palhoça, Santa Catarina; e em São Paulo, São Caetano do Sul e Praia Grande, no estado de São Paulo.
O trabalho resultou no recolhimento de armas de fogo, drogas e cerca de R$ 270 mil em espécie. A Justiça também autorizou o bloqueio de R$ 5 milhões de contas bancárias dos investigados, além do sequestro de veículos.
Conforme as investigações, que tiveram início em setembro de 2025, o grupo utilizava eletrodomésticos, como fornos elétricos e bebedouros, para esconder remessas de droga.
Os equipamentos recheados com haxixe eram despachados por meios de plataformas de comércio eletrônico, com destino a região metropolitana de São Paulo. No decorrer das apurações, a polícia identificou cerca de 120 remessas suspeitas. A maior parte havia sido postada em Foz, com destino a três grupos em SP.
Além do tráfico de drogas, a PF e o Gaeco investigam a movimentação financeira dos suspeitos. Relatórios indicam transações com valores incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Há indícios de que o dinheiro era movimentado por meio de transferências fracionadas, saques em espécie e repasses rápidos a terceiros e empresas recém-abertas, algumas sem atividade econômica efetiva. Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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