Estudantes organizados da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) realizaram nesta quarta-feira (7) uma Assembleia Geral Extraordinária de Emergência para discutir os possíveis impactos do atual cenário político sobre a educação pública. O encontro ocorreu às 19h45, no Auditório Martina, no terceiro piso do campus Jardim Universitário da universidade.
A convocação foi dirigida aos estudantes da Unila, Centros e Diretórios Acadêmicos, professores e técnicos da instituição. Também foram chamados estudantes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), secundaristas de escolas estaduais, alunos do Instituto Federal do Paraná (IFPR) e integrantes de outras instituições de ensino de Foz do Iguaçu.
Segundo a convocação, o encontro teve como tema o avanço da extrema-direita no Brasil e os riscos para a educação pública. Entre os pontos que os organizadores discutiram estão os efeitos do cenário eleitoral sobre a autonomia universitária e o futuro das universidades e escolas.
Eleições e educação
Os estudantes afirmam que a possibilidade de eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, somada à eleição de uma maioria de direita e extrema-direita para o Congresso Nacional, governos estaduais e assembleias legislativas, exige uma discussão sobre os possíveis impactos dessas mudanças políticas nas instituições de ensino.
O encontro também resgata episódios recentes da história das universidades federais. O texto cita os ataques sofridos pelas instituições, especialmente pela Unila, durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, além de cortes orçamentários e mobilizações e greves de trabalhadores da educação em defesa de direitos e da universidade pública.
Outro ponto mencionado pelos organizadores é a paralisação das obras do campus Arandu, apresentada como parte do histórico de questões que afetam a universidade.
Mobilização regional
A proposta da assembleia foi reunir estudantes de diferentes instituições e grupos políticos para discutir formas de mobilização em defesa da educação pública, gratuita e universal.
Os organizadores afirmaram defender a participação de estudantes com diferentes posições políticas e também daqueles sem filiação partidária. A intenção, é ampliar a articulação entre universitários e secundaristas dentro e fora das instituições de ensino.
O encontro ocorre em meio ao período eleitoral de 2026 e coloca no centro do debate temas como financiamento da educação, autonomia universitária e continuidade de projetos e políticas voltados às instituições públicas de ensino.
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