
Coluna do PardalColuna especial

Outra chance
Mais de 44 mil eleitores de Foz do Iguaçu faltaram ao primeiro turno, mas a urna não fechou para eles. No dia 25, haverá nova oportunidade para escolher o presidente. A regra é clara: cada turno é uma eleição independente. A ausência anterior, contudo, continua pendente e precisa ser justificada até 3 de dezembro. Para quem também faltar ao segundo turno, haverá novo prazo, até 8 de janeiro de 2027. A pergunta agora é quantos dos ausentes voltarão às urnas.
Abstenção alta
Foz do Iguaçu registrou a maior abstenção em eleições gerais desde 1998. Segundo o TSE, 44.044 eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno, em 4 de outubro, o equivalente a 21,06% do eleitorado. O índice superou 2022 e colocou Foz no topo entre as cidades paranaenses com mais de 100 mil eleitores. Para governador, somados brancos e nulos, 56 mil eleitores ficaram sem escolher candidato. O dado reforça o peso da participação eleitoral no resultado das disputas locais.
Mudança partidária
A assessoria de Deoclécio Duarte atribui parte do resultado eleitoral às mudanças partidárias ocorridas antes da campanha. Segundo a avaliação, Deoclécio deixou o PL durante a formação das alianças e acabou concorrendo pelo União Brasil. A equipe afirma que, naquele momento, o grupo ligado ao PL optou por preservar a aliança com o governo Ratinho Junior, cenário que também envolveu a saída de Giacobo da presidência estadual do partido. Para a assessoria, a mudança alterou uma estratégia que previa Deoclécio como candidato do PL na região.
Votos de fora I
Na segunda parte da análise, a assessoria de Deoclécio Duarte aponta a disputa pelo eleitorado de Foz do Iguaçu como outro fator decisivo. Paulo Mac Donald recebeu 43.208 votos na cidade, enquanto Deoclécio somou 7.006, segundo os dados eleitorais consolidados. A equipe avalia que a presença de Mac Donald concentrou uma parcela expressiva da votação local e reduziu o espaço disponível aos demais candidatos. Deoclécio terminou a eleição com 11.568 votos no total, segundo levantamento publicado após a apuração, e a leitura interna é de que a próxima estratégia terá de ampliar a votação fora de Foz.

Voto de fora II
Foz do Iguaçu produziu um contraste curioso nas urnas de 4 de outubro: para deputado estadual, o eleitor prestigiou os candidatos locais; para federal, preferiu nomes de outras cidades. Foram 77.577 votos, 52,7% dos nominais para a Câmara dos Deputados, destinados a 351 candidatos de fora, contra 69.577 para os 17 concorrentes locais. O resultado ajuda a explicar por que apenas Vermelho, entre os nomes da cidade no top 10 federal, conquistou uma cadeira. Na Assembleia, a situação foi oposta: os candidatos de Foz concentraram 78,1% dos votos nominais. Os dados são do levantamento baseado nos resultados do TSE, que disponibiliza a votação por município, cargo e candidato. O recado político é direto: ter votação expressiva em casa continua importante, porém a eleição proporcional exige uma rede de votos muito além das fronteiras municipais.
Mapa eleitoral
Flávio Bolsonaro (PL) venceu em 67 dos 68 locais de votação de Foz do Iguaçu, segundo levantamento da Rádio Cultura com base nos boletins das 626 seções eleitorais. Lula (PT) ficou à frente somente no Colégio Monjolo, com 655 votos contra 349. A disputa mais apertada ocorreu na Unioeste, onde Flávio teve 1.178 votos e Lula, 1.100. No resultado geral, Flávio somou 97.614 votos, contra 50.383 de Lula.
Feriado Forte
O feriado de Nossa Senhora Aparecida chega com uma conta que interessa diretamente à economia de Foz do Iguaçu: 84% de ocupação hoteleira prevista entre 9 e 12 de outubro. O levantamento do Sindhotéis mostra os hotéis de três estrelas na liderança, com 87%, seguidos pelos de quatro estrelas, com 85%. Para o setor público, o número vai além da hotelaria. Cada quarto ocupado significa circulação de visitantes em restaurantes, atrativos, transporte, comércio e serviços. O dado também coloca uma cobrança silenciosa sobre a estrutura da cidade: feriados de alta demanda exigem organização, mobilidade e atendimento à altura do fluxo turístico. Se a previsão se confirmar, outubro começa com um sinal positivo para a economia local, justamente em um período em que o turismo ganha peso nas discussões sobre emprego e renda.
Burocracia
Cerca de 25 empresas da área da saúde aguardam desde março a conclusão de procedimentos da Vigilância Sanitária de Foz do Iguaçu. Segundo o Portal Trivox, a demora começou após a saída do servidor responsável pela análise dos Planos de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. A Prefeitura reconhece o acúmulo e afirma buscar reposição do profissional, sem informar prazo. Para os empresários, aluguel, equipamentos e funcionários continuam gerando despesas enquanto os estabelecimentos esperam autorização para funcionar.
Fluxo hospitalar
A regulação dos atendimentos hospitalares entrou no radar da Câmara de Foz. O Requerimento nº 739/2026 pede à SESA informações sobre as mudanças nos fluxos da 9ª Regional de Saúde após a Resolução nº 2.022/2025. A mira está especialmente no Hospital Municipal Padre Germano Lauck e no papel do Núcleo Interno de Regulação. A pergunta central é objetiva: quem decide o destino do paciente quando não há leito disponível?
Tinta cara
A Prefeitura de Foz reforçou a fiscalização contra pichações e pede que a população denuncie flagrantes pelo 153, da Guarda Municipal, ou 197, da Polícia Civil. Um caso recente foi registrado à noite na Avenida Brasil, no Centro, em fachada de comércio. A prática é crime e pode resultar em detenção e multa. A legislação permite grafite autorizado pelo proprietário ou órgão público. A orientação é registrar a ocorrência e deixar a apuração para as autoridades.
Lixo no radar
Compostagem e biodigestores deixaram de ser assunto restrito ao debate ambiental e chegaram à fiscalização da Câmara. O Requerimento nº 736/2026 quer saber quantos equipamentos existem, quanto custaram, quanto processam e quais resultados produzem. Há ainda uma questão que pode interessar diretamente ao contribuinte: o Código Tributário prevê desconto de até 50% na Taxa de Coleta de Lixo para imóveis participantes de programas de compostagem ou biodigestão. A Câmara quer saber se o benefício saiu do papel.
Lei sob lupa
A Câmara ganhou uma nova ferramenta para cobrar do Executivo a aplicação das próprias leis municipais. A Lei nº 5.757 determina que a população tenha acesso à lista das normas que dependem de regulamentação, com informações sobre responsáveis e providências adotadas. Se uma lei permanecer 90 dias sem regulamentação, também deverá ser divulgada a situação do processo. É um mecanismo simples, porém importante: aprovação de uma lei passa a ser apenas uma etapa, e o cidadão poderá acompanhar o que acontece depois.
Prevenção
As escolas estaduais de Foz do Iguaçu entram no radar da Defesa Civil com novos protocolos para enfrentar temporais, vendavais, granizo, alagamentos e inundações. A mudança amplia o Programa Brigadas Escolares e prevê treinamentos entre outubro e novembro. A orientação chama atenção por diferenciar a resposta conforme o risco: em vendavais, por exemplo, a recomendação pode ser permanecer dentro do prédio, enquanto alagamentos exigem deslocamento para áreas mais altas. A preparação chega em um período de maior atenção meteorológica no Paraná e coloca a prevenção como prioridade antes que o próximo alerta vire emergência.
Família acolhedora
A convivência familiar entra no centro do debate em Foz nesta quinta e sexta-feira, 8 e 9 de outubro, durante o 1º Seminário sobre o Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária. Promovido pela Associação Fraternidade Aliança, o encontro será realizado no auditório da Descomplica UniAmérica, na Avenida das Cataratas, 1118, no bairro Yolanda. A realidade local dá peso à discussão: cerca de 70% das crianças e adolescentes atualmente acolhidos estão em casas-lares, enquanto 30% vivem com famílias acolhedoras. O programa da AFA já recebeu mais de 320 crianças ao longo de 13 anos.
Conta menor
A Prefeitura de Foz do Iguaçu projeta economizar quase R$ 90 mil por mês após desligar unidades consumidoras de energia consideradas irregulares. O levantamento, apoiado por Inteligência Artificial e confirmado por inspeções em campo, encontrou imóveis particulares, espaços usados por terceiros e locais sem utilização pelo município. Entre outubro de 2025 e agosto de 2026, a economia chegou a R$ 135 mil. Mantido o ritmo, a redução pode superar R$ 3,2 milhões em três anos, transformando tecnologia em ferramenta de controle do gasto público.
Sensação
Vento
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