Parentes e amigos relembram um ano da morte da professora Viviane Jara

Um ano após a morte da professora Viviane Jara Benitez, familiares e amigos fizeram um ato público em frente ao Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, na noite desta segunda-feira (26), pedindo justiça e a responsabilização dos culpados.

Viviane Jara Benitez, morreu no dia 26 de fevereiro do ano passado, depois de uma sequência de supostos erros cometidos durante e após uma cirurgia pré-agendada.

Os participantes estavam vestidos com roupas pretas e acenderam velas. O protesto foi em busca de providências por ela e por tantas outras pessoas que sofrem as consequências de casos semelhantes.

“Vamos nos mobilizar quantas vezes precisar, até que venha uma resposta do que realmente aconteceu com a minha filha.”, disse Doraci Jara, mãe de Viviane Jara Benitez. “A vida dela não vai voltar, mas eu quero justiça! O silêncio é muito difícil! Você trazer sua filha aqui [hospital] bem e levar embora num caixão, sem respostas?!”, desabafou Doraci.

“A Vivi esteve à frente de tantas lutas por justiça pelos trabalhadores da educação. Nunca imaginamos passar por esse momento! Hoje, somos nós que estamos aqui, lutando para que seja feita justiça por ela e pelos familiares e que os culpados sejam responsabilizados”, falou a atual presidente do Sinprefi, Viviane Dotto.

 

Entenda o caso

Viviane Jara Benitez era presidente do Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (Sinprefi) e morreu dez dias depois de passar por uma cirurgia de retirada de útero no Hospital Municipal de Foz do Iguaçu.

Em agosto do ano passado, seis meses após a morte, a nova presidente do Sinprefi, Viviane Dotto; a mãe e a tia de Viviane Jara Benitez; a advogada do caso, dra. Solange Machado estiveram em reunião com o diretor-presidente do Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, André di Buriasco, em busca de respostas.

Na época, o diretor afirmou que “estava sendo encaminhada uma perícia médica do prontuário para apurar se teve alguma situação de imperícia ou negligência de algum outro profissional, além do cirurgião”.

O próximo passo, de acordo com ele, seria promover mais afastamentos conforme os apontamentos da investigação. De acordo com a advogada do caso, até agora, não houve nenhum avanço.

De acordo com dra. Solange Machado, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná (CMR/PR) emitiu, em dezembro de 2023, um documento informando que há uma sindicância em andamento também pelo CRM, que estaria “em fase de emissão do relatório conclusivo”.

Em seguida, o juiz da Vara da Fazenda Pública de Foz determinou a comunicação ao Ministério Público para apurar a parte criminal.

 

  • Ai Sinprefi /Foto Assessoria

 

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