Forças de segurança de Foz do Iguaçu se reúnem na Itaipu para debater temas do setor e questões sociais

Nesta semana, a Itaipu sediou, no auditório da Segurança Empresarial (SE.AD), a primeira reunião ordinária de 2024 do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) e do Conselho de Segurança Municipal (Consem).

O objetivo foi debater aspectos para melhorar a defesa social e a segurança pública do município de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, cidade-sede da Binacional. O encontro foi uma espécie de prestação de contas e também de elaboração de metas para 2024.

Esta foi a segunda vez que a usina recebeu um encontro desse gabinete num período de quatro meses. As reuniões dessas instituições ocorrem a cada três meses, normalmente numa das entidades que fazem parte dos órgãos parceiros.

Participaram da reunião cerca de 40 representantes de 24 órgãos diversos, como Exército, Marinha, Aeronáutica, Receita Federal, Guarda Municipal, Instituto de Transportes e Trânsito de Foz do Iguaçu (Foztrans) e Polícia Civil, entre outros, além da própria Itaipu.

Para o coronel Washington Alves da Rosa, superintendente da Segurança Empresarial, o apoio de Itaipu a esse evento é muito importante porque Itaipu integra e mantém vários convênios com essas forças de segurança, muitas das quais têm representatividade no Estado. “É o momento que nós temos de trocar ideias, fazermos ações preventivas e estarmos entrosados. Diante de qualquer situação que ocorra e haja necessidade de um apoio de Itaipu ou vice-versa, temos não só a facilidade de conhecer as pessoas, como também os planos elaborados.”

O GGIM reúne 24 instituições das forças armadas, forças policiais e de defesa social. O grupo discute assuntos relacionados à segurança e às áreas social e política do município. “Nós temos parceria com esse gabinete desde o ano passado, quando nós assumimos a Segurança Empresarial, justamente por isso: para discutir esses temas e estarmos preparados para que, diante de uma eventualidade, como aconteceu recentemente com as cheias do Rio Paraná, tenhamos condições de atuar com os órgãos responsáveis para dar uma pronta resposta diante de uma situação adversa”, explicou o coronel.

Em 2023, a região sofreu com inundações que afetaram principalmente a população ribeirinha do Paraguai, na fronteira com o Brasil, em função principalmente do represamento do Rio Paraná pelo Rio Iguaçu, logo após as Cataratas.

 

Parcerias bem-sucedidas

A Itaipu mantém parcerias com os órgãos de segurança de Foz do Iguaçu, com a Polícia Federal, com a Marinha, com o Exército, com a Polícia Militar, com o Batalhão Ambiental e com o Batalhão de Fronteira, que atuam localmente e, em alguns casos, no Lago de Itaipu, principalmente combatendo ilícitos, como o crime organizado, mas também na preservação da faixa de proteção. “Cada vez que ocorre uma situação como a abertura de porto clandestino para fazer o tráfico de drogas, por exemplo, estão danificando a nossa faixa de proteção, podendo causar um dano ao meio ambiente e, por consequência, ao Lago de Itaipu”, justificou o coronel Washington Alves da Rosa.

Para Josnei Fagundes, que há 12 anos é secretário executivo do Gabinete de Gestão Integrada Municipal, o trabalho feito pelo grupo é essencial para assegurar políticas públicas de segurança e de defesa social, principalmente na questão da prevenção, das operações integradas e de trazer resposta para a sociedade em relação à paz social.

“Temos vários grupos técnicos, como de enfrentamento ao tráfico de pessoas, prevenção à violência contra crianças e adolescentes, prevenção à violência contra a mulher, de combate à violência no trânsito, de atenção social e prevenção ao suicídio. O gabinete trabalha várias frentes além da segurança pública, principalmente no campo da prevenção, com recorte social”, diz Fagundes.

Como exemplo, ele citou um trabalho desenvolvido com o Governo Federal desde 2009 para ter indicadores e, a partir deles, poder melhorar a gestão. “Hoje, todas as políticas públicas precisam de mapeamento para que você consiga trabalhar projetos em cima dessas demandas.” No caso de acidentes de trânsito, Foz registrou 88 mortes em 2011; já em 2022, esse número caiu para 24. Isso se deve, em parte, às câmeras espalhadas pela cidade, que ajudam a reduzir o índice de acidentes.

 

Recorte social

O presidente do Consem, Jean Carlos Frogeri, conta que o Conselho foi criado há pouco tempo e boa parte dos seus integrantes também faz parte do GGIM. “A sinergia é total. Uma das grandes preocupações é associar o tema à questão social. Para isso, vamos contar com o apoio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)”, afirma.

  • AMN / Foto Sara Cheida/Itaipu Binacional

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