Uopeccan realiza primeiro Transplante de Fígado

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Uopeccan realiza primeiro Transplante de Fígado

Após cumprir todos os requisitos estabelecidos pelo SNT (Sistema Nacional de Transplante) do Ministério da Saúde e ser credenciado por meio da portaria nº 1.190, publicada no Diário Oficial da União no dia 17 de julho de 2017, o Hospital Uopeccan realizou o primeiro transplante de fígado do interior do Paraná no último dia 20 de setembro de 2017.

O transplante hepático é uma cirurgia que consiste na retirada do fígado doente de um paciente para a colocação de um fígado saudável, podendo ser retirado por inteiro de um doador com morte encefálica declarada ou um fragmento de fígado de um doador vivo. Alguns dos motivos que levam ao transplante são a cirrose hepática, hepatite crônica por vírus B ou C; doenças que comprometem as vias biliares; doença hepática alcoólica; hepatite autoimune, doença hepática gordurosa não alcoólica, doenças metabólicas na infância; tumores hepáticos primários ou hepatites fulminantes (drogas, vírus), por exemplo.

O primeiro transplante de fígado foi numa paciente de 43 anos que, pouco antes da cirurgia, se mostrava tranquila. “Eu fui ao médico e ele descobriu que eu tinha cirrose avançada. A única alternativa era o transplante. Quando ele me disse isso, fiquei bem nervosa porque a gente sempre ouve falar que tem muitos que até morrem na fila. Mas pra mim foi bem rápido, em menos de dois meses me chamaram para fazer a cirurgia. Estou bem confiante”, contou a paciente.

Após pouco menos de cinco horas de cirurgia, o procedimento foi encerrado. A equipe técnica foi composta pelos seguintes profissionais: Dr. Otoniel Moreira (anestesista); Dr. Júlio Zanini (cirurgião); Dr. Luis Cesar Bredt (cirurgião); Dr. Gabriel Margraf (cirurgião) e enfermeira Sandra Vendrametto. “Agora precisamos acompanhar a paciente. Mas a cirurgia deu certo, fizemos em menos tempo que o previsto e conseguimos trabalhar com a equipe em harmonia e com muita sincronização”, enfatizou o cirurgião dr. Julio Zanini. “É um procedimento complexo que envolve muitas técnicas. Mas estamos muito felizes com o resultado. A paciente vai permanecer na UTI e depois será encaminhada para a ala E, que foi totalmente estruturada para receber os transplantados. Ainda existem muitos riscos porque o transplante é uma cirurgia que depende muito do pós operatório, mas nós estamos confiantes”, destacou o cirurgião dr. Luis Cesar Bredt, que coordena o Centro Avançado do Fígado na Uopeccan.

Com o credenciamento, o Hospital espera atender parcela dos pacientes que necessitam do transplante hepático. “A vantagem de termos o Centro Avançado do Fígado em Cascavel ultrapassa a região Oeste. Poderemos atender os pacientes das Regionais de Saúde (5ª Regional de Guarapuava, 7ª  regional de Pato Branco, 8ª regional de Francisco Beltrão, 9ª regional de Foz do Iguaçu, 10ª  regional de Cascavel, 11ª regional de Campo Mourão e 12ª regional de Umuarama), oferecendo mais comodidade e praticidade para que eles realizem exames e tratamentos”, indica o médico doutor Luis Cesar Bredt, coordenador do Centro Avançado do Fígado do Hospital Uopeccan.

A implantação do Ambulatório das Doenças do Fígado começou há cerca de cinco anos e, até agora, uma série de itens exigidos pelo Ministério da Saúde foi garantida pelo Hospital a fim de oferecer mais segurança ao paciente e, também, à equipe multiprofissional que atua no centro. “Tivemos que trabalhar com um conjunto ligado a estrutura, assistência radiológica e laboratorial, melhoramentos na UTI e capacitação da equipe em outros centros transplantadores”, explica o médico.

Com toda a estrutura pronta e já em funcionamento, o diretor-presidente da Instituição, senhor Ciro Kreuz, aproveitou para agradecer a todos os envolvidos. “É preciso lembrar que numa das visitas feitas ao Hospital, o deputado federal Frangão nos perguntou qual era o próximo passo depois do Transplante de Medula Óssea. Nós falamos sobre o transplante de fígado e rapidamente obtivemos apoio do Governo Federal por meio dele e, também, do deputado federal Nelson Padovani. Além disso, também precisamos agradecer o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, que atendeu aos nossos anseios com muita agilidade”, enfatizou.

Doação de Órgãos 

A doação de órgãos e tecidos pode ocorrer após a constatação de morte encefálica, que é a interrupção irreversível das funções cerebrais, ou em vida. Nos casos da doação ocorrer após o protocolo de morte, a retirada dos órgãos ocorre por meio de uma cirurgia convencional, afastando todos os mitos e tabus, já que o corpo é reconstituído normalmente, podendo ser velado sem nenhum problema.

Para que isso aconteça, no entanto, é preciso informar os familiares, pois somente os membros da família podem autorizar a doação. Com esse ato, é possível oferecer às pessoas que aguardam nas filas de transplante a chance delas terem uma vida confortável. É essencial inserir essa temática de doação de órgãos no nosso cotidiano. Parece pouco, mas uma simples conversa pode mudar a vida de alguém.

De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), de cada oito potenciais doadores, apenas um é notificado. Enquanto em países como Espanha – referência mundial quando o assunto é transplante – são registrados perto de 40 por milhão, no Brasil essa taxa está próxima de 15. “Diversos fatores contribuem para este número, mas um dos principais é a negação familiar, uma vez que no Brasil, para ser doador, não é preciso deixar nada por escrito, e sim comunicar à família, pois somente os parentes podem autorizar a doação. Para mudar este quadro e permitir que cada vez mais pessoas que estão na fila dos transplantes possam voltar a desfrutar de uma vida confortável, é essencial inserir a temática da doação no cotidiano, dentro das escolas e faculdades de medicina, e também desfazer mitos que circulam entre a população”, sinaliza texto informativo da ADOTE, a Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos.

Doação de Sangue

Com o novo serviço ofertado pelo Hospital Uopeccan, o Hemocentro de Cascavel está pedindo reforço nas doações de sangue. Após a realização do primeiro transplante, alguns posts já foram publicados nas redes sociais do Hemocentro a fim de incentivar os doadores a continuarem doando e os que ainda não doam a procurar o serviço.

Para doar sangue em Cascavel, basta ir até o Hemocentro localizado na rua Avaetés, atrás do HUOP. É preciso estar em boas condições de saúde e cumprir outros requisitos informados e requisitados no momento do cadastro.

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GDIA