Idgar Dias Júnior
Veja bem


Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 11 de setembro, é celebrado o ‘Dia do Cerrado’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia da Lei de Defesa do Direito do Consumidor’, sancionada em 1990;
- Hoje faz 18 anos desde que aconteceu o maior ataque terrorista em solo norte-americano, desferido pela Al Qaeda, de Bin Laden. Quem não se lembra dos aviões se chocando contra as Torres Gêmeas?


Deu no site O Antagonista: “Marcelo Crivella [prefeito do Rio], no Twitter, disse que não quis censurar o HQ com o beijo gay: ‘Não é censura nem homofobia como muitos pensam. A questão envolvendo os gibis na Bienal tem um objetivo bem claro: cumprir o que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente. Queremos, apenas, preservar nossas crianças, lutar em defesa das famílias brasileiras e cumprir a Lei’. Crivella vai recorrer ao STF contra a decisão de Dias Toffoli que proibiu a apreensão da HQ com o beijo gay”.

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Recentemente o signatário passou por quatro capitais brasileiras: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. A situação das três primeiras é idêntica: rios totalmente poluídos, maioria dos prédios das regiões centrais sem moradores e pichados, calçadas e ruas bem esburacadas, trânsito caótico, muita pobreza e, consequentemente, muitos mendigos.
Em Curitiba podem até ocorrer problemas semelhantes, mas a situação da capital paranaense nos dias atuais é incomparável: a qualidade de vida em Curitiba é muitíssimo melhor que a das demais cidades visitadas.

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E o quê teria Curitiba a ver com Marcelo Crivella? Muito. O prefeito do Rio tem muitíssimos problemas a resolver; problemas gravíssimos, diga-se de passagem. Como esses problemas são praticamente insolúveis, ao menos no curto prazo, o jeito é apelar para questões de costume, como é o caso das HQs. Crivella quer fazer crer que está fazendo algo de útil e o senso comum talvez aplauda sem que perceba o óbvio: é de outros tipos de obras que a cidade carece.

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Os problemas de nossas cidades são fruto de escolhas equivocadas, claro. Quem passa por Curitiba e vê que o lixo por lá tem um tratamento diferenciado logo percebe que os gestores que passaram pela prefeitura curitibana fizeram escolhas muito mais acertadas que os gestores de São Paulo, só para ficar num exemplo bem contundente.
Outro fator inegável: os aspectos culturais de cada região também contam. Ande numa rua de Toledo (cidade próxima de Foz) e depois caminhe em qualquer rua de Guarulhos (estado de São Paulo), por exemplo. Nem com alguma generosidade será possível elogiar a cidade paulista.

O Rio de Janeiro continua lindo...
Esta frase da música de Gilberto Gil continua verdadeira. Mais pelo que a natureza fez por aquele canto e pouquíssimo em razão do que as pessoas têm feito à cidade. Em qualquer lugar que se vá do Rio de Janeiro há lixo espalhado, água suja parada, mau cheiro, mendigos, falta de respeito para com as pessoas (seja no trânsito, seja andando pelas ruas ou esperando a sua vez no Metrô). Há muitos prédios e imóveis abandonados em todos os cantos; todos – eu sua imensa maioria – pichados. Mas o Rio não está só, como lembramos acima. São Paulo e Belo Horizonte seguem a mesma sina.

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Sorte e saúde sempre!