Donizeti Melo
Tirando a limpo

Comentários de bastidores dão conta de que são duas equipes de Foz do Iguaçu que poderão participar no Campeonato Paranaense de Futebol. O problema é a taxa de inscrição, que chega aos R$ 440 mil. Com a licença do Foz Futebol, que disputaria a segunda divisão, foram ligadas as baterias de outros dirigentes que estão de olho no campeonato. Todos os detalhes estão na matéria desta página: "Foz do Iguaçu não conta com nenhum pedido para ter nova equipe profissional".

Pode passar o bastão
E o presidente do Foz, que pediu licença do clube para este ano, alegando falta de maior apoio das lideranças e empresários da cidade, lembra que pode passar a concessão do Azulão para outros interessados em continuar com o futebol profissional. De qualquer maneira ele continuará na presidência. Arif vendeu 11 jogadores nos últimos anos. 

Seguem as bases
O presidente do Foz disse que continua trabalhando com as categorias de base. Estão sendo formados elencos das categorias de sub-11 a sub-17. Novos valores estão sendo avaliados. A intenção é formar um bom elenco para futuros certames oficiais. O dirigente iguaçuense argumenta que o Foz segue formando talentos e não abandonará as categorias menores. 

Diminuição de clubes
O número de clubes ativos está em queda no futebol brasileiro. Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em 2015 eram 776, e no ano passado caiu para 772. O alinhamento de regras para profissionalização e os custos para montar e manter equipes em competições explicam o desaparecimento dos times país afora.  

Não é mole não
É bom lembrar que os clubes não estão extintos. Esse é o caso do Foz do Iguaçu Futebol Clube. Esses clubes só não têm estrutura para colocar equipe em campo. Para cada jogo, em média o clube gasta mais de R$ 12 mil. Ainda existe a obrigatoriedade de os clubes contarem com centros de treinamentos, cuidados com o gramado, banco de reservas, exigência para as categorias de base e implantação das bases e de equipes femininas, entre outras. 

PIB do futebol
O futebol representa cerca de 53% do PIB do setor esportivo, que é equivalente a aproximadamente 1,6% do PIB brasileiro, ou seja, um total de R$ 65,6 bilhões. Recentemente a Pluri Consultoria efetuou o levantamento da receita total dos 25 principais clubes do país, reunindo a soma de R$ 3,25 bilhões. A gerência de futebol compreende a administração tanto do futebol profissional quanto das categorias de base, e ainda é composta de estruturas de plantel, comissão técnica e apoio e medicina esportiva. 

Frase bíblica:
‘’Todos que são guiados pelo Espírito são filhos de Deus’’

*Romanos 8:14