No Bico do Corvo
Sílvia Helena 

Quem conheceu e conviveu com Sílvia Marchioratto, independentemente do tempo, conseguirá decifrá-la com simplicidade, porque ela era "vida". Conhecemos as pessoas além da aparência física ou do ser, que é resumido em matéria, corpo; mas alma, ela vai muito além. Era possível conhecer a Sílvia, por exemplo, pelo jardim de sua casa. Lá estava a sua aura azul-turquesa, irradiante, espalhando luz! Pensamos na dor do Luiz Francisco, querido amigo. Desejamos-lhe a força que, sabemos, um dia encontrará. Os nossos profundos sentimentos!    

Semana difícil
Para os que prezam a vida, querem bem as pessoas e dão valor ao relacionamento social, que é enraizado na palavra "amizade", esta semana foi um tanto difícil. Fialho, Teixeira, Márcia Carrenho e Sílvia Marchioratto se foram. A cidade está enlutada. Foram dias diferentes, com a expressão das pessoas muito carregada, de dor e sentimento, ao se "reencontrarem" em velórios, missas ou no rito de oferecimento do pesar. O conforto é lembrar com ternura essas pessoas tão queridas, apoiando os que ficaram e que sofrem com as despedidas.  

Vamos lá... 
Na vida iguaçuense enfim um desfecho positivo, como este colunista antecipou: a Justiça determinou, um dia antes da audiência pública, que o dono da área conhecida como Ocupação Bubas seja indenizado e que a prefeitura promova a urbanização do local. Segundo se sabe, a prefeitura estava aguardando a decisão para iniciar as benfeitorias. 

Não podia
A área leva o nome do dono, o engenheiro Francisco Buba Júnior, que está tentando a reintegração de posse, negada inclusive — e em razão do risco social ao qual os ocupantes estariam expostos. Pensa, 40 hectares em pleno Porto Meira transformados na maior ocupação urbana do Paraná! E a prefeitura, por que não se antecipou? Porque é uma área particular, e qualquer ação poderia resultar em improbidade. Se a área deixar de ser particular, a prefeitura terá de trabalhar. 

Força-Tarefa
Chico, de olho na decisão, já mexeu os pauzinhos criando uma espécie de comissão para envolver toda a máquina pública na tarefa de transformar uma favela em localidade, logradouro, bairro ou outra denominação geográfica. O fato é que os ocupantes terão ruas, travessas, benfeitorias e o direito a todos os outros serviços públicos. 

Muita gente
Mais de sete mil pessoas ocupam o Bubas. Com a medida, serão residentes. A maioria das habitações é precária, mas há quem cuide bem do lote, com muro, casa de alvenaria e tudo o que um lar possui e tem direito. Não demora, o Bubas será um bom lugar para se viver, porque a inclusão é tudo! 

Habemos ar fresco
A Câmara, enfim, arrumou o angu conhecido como ônibus sem ar-condicionado em Foz. O Corvo soube do caso em que uma pessoa comprou um saco de gelo antes de embarcar e, quando chegou em casa, a água deu para tomar chimarrão. Imagina? 

Pendenga
E o projeto não ganhou unanimidade. Anice Gazzaoui, Edílio Dall'Agnol, Luiz Queiroga, Márcio Rosa, Celino Fertrin e Elizeu Liberato votaram contra. Uns por posição oposicionista, outros porque não se sentiam seguros com os pareceres pela isenção do imposto. 

Alinhamento
O assunto "benfeitorias no transporte" é um caroço na vida de qualquer parlamentar. Por esta ótica, uns são mais antenados que outros, como é o caso da vereadora Inês Weizemann. Depois da votação, segundo analistas, a base aliada estaria delineando-se no efeito pós-retorno dos cassados. Darci DRM e Marino Garcia, por exemplo, votaram com o governo.

A Estrada do Colono
As redes sociais servem de referência sobre reflexos da opinião pública. Após a publicação da aprovação do projeto da Estrada do Colono, no Senado, houve uma porção de aplausos e uma minoria de carinhas feias. Os "emojis" dizem tudo. Dos mais de cem comentários num endereço de Facebook, apenas um expressou "que horror". É incontestável a importância das ligações e ponto de vista econômico das pessoas. Mas há um alento: há interesse na preservação, mas paralelamente à ligação. 

Bem bolado
Alguns leitores estão em dúvida, por isso este colunista vai fazer o comentário, sem precisar publicar cartas dos leitores: há dois projetos nas Casas de Lei, um que foi desarquivado e levado adiante pelo senador Álvaro Dias, agora aprovado, e outro do deputado Vermelho, que versa sobre uma estrada-parque, modalidade adotada em todos os países desenvolvidos. Basta consolidar uma amarração entre as duas iniciativas, e teremos a abertura do trecho, onde as pessoas são impedidas de circular desde 1986. Até o Adelmo Müller, artífice do fechamento, já passou desta para melhor, e nada de a estrada funcionar. No início dos anos 2000 houve um grande confronto entre polícia e comunidades lindeiras. 

Aprovação
Uma fonte em Brasília, que não é ligada ao Álvaro Dias nem ao Vermelho, garantiu que haverá um cenário pró-abertura da Estada do Colono em caso de debate no Congresso Nacional. A natureza fala alto, ainda mais em tempos de queimadas, mas o desenvolvimento econômico e sustentável também.  

A nova ponte
Pelas fotos é possível entender que a base onde será construída a nova ponte é muito firme; rocha pura e em grande dimensão, aliás, como é toda a margem do Rio Iguaçu, uma formação basáltica exemplar. É uma obra bonita de ver, e ela está atraindo muitas pessoas até o local. Já há uma espécie de "turismo" para acompanhar as etapas de construção. 

Paralelamente...
Na semana passada, o general Joaquim Silva e Luna anunciou os possíveis progressos por meio do setor privado, próximo ao local onde teremos a ponte. Ontem este colunista soube que houve uma recente reunião em São Paulo, na qual vários parceiros comerciais deram cartão verde para se iniciar a construção de um grande complexo de lojas francas no Porto Meira. "Construir", na atual fase, significa concluir e aprimorar o projeto, o que já é um investimento de vulto. O local contará com lojas de grandes marcas mundiais, diretamente dos fabricantes, e há uma novidade: alguns fabricantes pediram um estudo sobre as legislações, para a montagem de produtos em Foz. Aí a coisa vai ficar bonita!   

Foz Cataratas Futsal 
A Federação Paranaense, ou FPFS, arrumou uma grande confusão com vários times, entre eles o Foz Cataratas. O Corvo explica: cansados das velhas políticas e práticas da federação, os principais clubes criaram a Liga Paraná. Aquilo que era um sonho de décadas tornou-se realidade. Trata-se de um projeto inovador, adequado à modernidade das competições, com planos de captação de recursos, criado aos moldes da Liga Nacional, a começar pela gestão transparente. Enfim, criou-se um modelo para melhorar a vida dos times. A federação, antiquada na idade e no pensamento, óbvio que não aceitou as mudanças e partiu  para o boicote. E, acreditem, caiu de pau nas equipes, excluindo-as das competições. Seria como a CBF impedir equipes como o Corinthians, Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Vasco, Fluminense... de entrarem em campo e disputarem campeonatos. Doideira da mais pura. 

Cartolas
A federação arrecada, pune, pega no pé, faz o que quer, e os clubes entenderam que poderiam se organizar, sendo assim partiram para o arrojo. Claro, o assunto vai parar nos tribunais, e teremos muito o que falar.  

Reforma da praça 
Contaram para este Corvo que estão seriamente pensando em reformar mais uma vez a Praça do Mitre. Pela madrugada! O espaço ficou fechado um tempão aguardando uma reforma nos tempos do seu Reni Pereira; ao retirarem os tapumes, surgiu aquela maravilha de praça, horrorosa, com mobiliário péssimo e um bidê instalado no centro. Isso sim é jogar o dinheiro do povo na latrina. E pensar que a cidade é que pagou o pato, porque perdeu a sua área de eventos comunitários.