No Bico do Corvo
Seriedade

Prezado colunista sempre ensaiei para lhe escrever e acabei desistindo, mas desta vez fui em frente, pois considero a causa nobre. Como paranaense, faço questão de externar e dar o meu testemunho ao trabalho dos deputados, em especial o Hussein Bakri e o que está fazendo o nosso governador Carlos Ratinho Massa. É na crise que a gente vê o valor das pessoas, o caráter e a dedicação para com a população. Nunca, na história, tivemos uma atenção tão grande. Isso nos conforta, porque em geral, os governos se esquivam; a arrecadação caiu, o aperto deve ser geral, inclusive para manter o funcionalismo, no entanto, nos oferecem guarida, um abrigo na tempestade. Que diferençaa dessa gente com um passado meio que recente? E você me conhece, sabe que não sou adulador de políticos, pelo contrário, mas não deixaria de manifestar a opinião. Um dia Corvo, quero apertar as mãos dessas pessoas, porque são homens que nos causam orgulho.
Milton Botaro, 82 anos, aposentado 

O Corvo responde: prezado Milton, quanta honra! Este colunista sabe que o deputado Hussein Bakri, líder do Governo na ALEP, e, o governador Ratinho, recebem o GDia em Curitiba, e, leem esta humilde coluna, logo, o seu comentário merecerá a atenção de ambos. Agradecemos a sua leitura e ficamos felizes com a sua manifestação.  

Perguntas para não calar
Corvo, você sabe do meu apreço por você, sabe também que não sou de bajular ninguém, muito menos meus amigos. Mas quero expressar indignação e desapontamento com a reportagem da página 07 (28/04/2020) onde o Prefeito diz pagar em dia seus servidores. Leia-se com dinheiro público que eu, você e milhares de munícipes e empresas pagamos. Pode pagar, sem problemas, mas será que ele se deu conta que pode ofender 97% da população, entre eles os que estão nas filas mendigando para receber a ajuda de R$ 600, outros recebendo "marmitas solidárias, trabalhadores mandados embora, comerciantes fechando seus negócios definitivamente, outros sequer conseguem fechar por falta de recursos, e outras centenas de situações que necessitariam de muito espaço para relaciona-las. Tudo isso pelo exagero do isolamento que se impôs de forma desproporcional, por parte dos gestores públicos, das "autoridades" que tem a garantia de receberem seus salários, diga-se, pagos por nós! Pergunto: todos os funcionários estiveram trabalhando durante a Pandemia? Qual o número de servidores e o valor pago aos que estiveram trabalhando durante a Pandemia? Identificar os que não trabalharam e ficaram em casa (abaixo dos 60 anos); Quanto a Prefeitura recebeu ou ainda receberá dos governos do Estado e da União, para compensar os gastos com a Pandemia e a queda da arrecadação? Qual a previsão da Arrecadação para 2020 e 2021 diante do caos econômico que se instalou na cidade e no país por imposição dos gestores públicos que alarmaram o fim do mundo? São perguntas que todos estamos fazendo e queremos saber. 
P.F.F (O leitor pediu para não publicar seu nome). 

O Corvo publica a pergunta. Prezado, certamente o prefeito e seus assessores lerão as suas perguntas. Como a pandemia ainda está solta por aí, e não se sabe o que acontecerá ao certo, é possível que seus questionamentos não sejam algo simples de se resolver. Em todo o caso, o corvo atende aos interesses dos leitores. 

Seo Bolsonaro
Pois é seo Corvo, tenho lido as suas notas e sou testemunha que o senhor fica muito em cima do muro e dá lá os seus puxões de orelha no presidente de vez em quando. Se eu estivesse no lugar do Bolsonaro, deixava o povo trabalhar e iria mexer na equipe só depois das coisas voltarem ao normal. Mas vai lá saber o que há de verdades e mentiras no mundo de Oz. A gente só fica sabendo depois que as bombas estouram. O que você acha hein Corvo?
Paulo G. R. Magalddi

O Corvo responde: prezado mega empresário das peças automotivas, o corvo nunca "acha" absolutamente nada. Este atento colunista "pensa", "acredita", "medita", "imagina", o achismo não se encaixa bem, quando o assunto é sério e exige discernimento. O Corvo não fica em cima do muro, apenas não toma partido e se ocupa das notícias e o que é fato. Como diz o Luciano Huck, as respostas se dão por "conta e risco" dos coadjuvantes. O Corvo também acredita que mudanças abruptas não dão certo, mas vá lá saber o que há de traz dos montes? 

Pesquisas
Corvo, me diga, é certo isso, ficarem a todo momento realizando pesquisas colocando pilha na cabeça da população, a gente já não tem com o que se preocupar? A gente liga a televisão e só tem desgraça, encrenca política e pesquisas. Que maldição. Ante havia pelo menos um futebol pra quebrar o galho. Hoje não tem mais nada, nem novela! Acho que não deveriam ficar fazendo pesquisas e me corrija, se estamos em ano eleitoral, elas estão proibidas, certo? 
Maiara J. K. Lima

O corvo responde: errado! Pesquisas não são proibidas nem em anos eleitorais, nem em tempo algum. É proibido e é considerado crime, divulgar uma pesquisa sem registro no TSE e TRE. No mais, as pesquisas são elaboradas para avaliar questões nacionais e as eleições deste ano são municipais. Agora, se os resultados são verdadeiros, aí são outros quinhentos. 

Entretenimento
O Corvo está meio entediado de ver reprise de novelas. Essa pandemia está causando um nó na cabeça da gente. Para se ter ideia, a confusão é medonha, com os enredos se misturando porque os atores são praticamente os mesmos, ao longo da programação. O português Paulo Rocha, por exemplo, está em três novelas simultâneas, (Novo mundo, Totalmente de Mais e Fina Estampa), haja atuação! Vai pandemia, acaba, porque o Corvo quer ver futebol e tudo no que tem direito!

Até que enfim
Finalmente acabou o BBB Brasil! Ufa! Estava dando raiva ver o povo confinado na TV e a gente confinado do outro lado. Ai que inveja, porque na televisão, eles ganham uma boa grana, além dos prêmios; nós, só levamos fumo na quarentena.

Máscaras
As máscaras são obrigatórias mas se a política for repreender, puxar a orelha ou multar quem descumpre a Lei, vai fazer calo nos dedos dos policiais. Num passeio de final de tarde, este Corvo contou nada menos que 118 pessoas caminhando desmascaradas. Isso é um ultraje!    

Distanciamento
Corvo, porque será, não fizeram isso desde o início? Era só o povo usar máscara, passar gel nas mãos, andar longe uns dois metros dos outros e pronto, todo mundo estaria mais em paz e com algum no bolso, sem tanto desespero. Na próxima pandemia, a gente já sabe como fazer. 
Heriberto G. Aguiar

O Corvo responde: outra pandemia? Jesuiscristinho, toc...toc...toc... Mas francamente, se o mundo todo resolveu fechar para balanço, como a gente ia saber? Veja, caro leitor, não dá para vacilar e não sabemos ao certo se a flexibilização continuará. Os cientistas acreditam que haverá um grande número de infectados e o isolamento ainda é a solução. Tomara que não

Usar máscara
Corvo, sou um operário da construção civil e passou a fiscalização na obra. Disseram que temos que usar máscara. Até deram umas pra gente. Você já experimentou fazer algum tipo de trabalho usando um pano na cara? É sufocante, asfixiante. Deve fazer até mal à saúde, mas o que vamos fazer. A gente não quer pegar a doença, não acha? 
Mário L. José de Amato

O Corvo responde: prezado, é Lei, deve ser cumprida. E fique sabendo que em alguns países, trabalhadores de obras precisam obrigatoriamente usar capacete, óculos, luvas, proteções de couro pelo corpo e máscara. O brasileiro é que está acostumado a trabalhar igual índio na aldeia, quase pelado. Também pudera, com o calor que faz nesta terrinha abençoada? 

Imagem que ninguém quer
O que está acontecendo em algumas cidades parece filme de ficção, ou aquelas cenas dantescas, que tratores empurrando terra em valas comuns, em tempos genocidas. A pandemia está forçando a humanidade repensar uma porção de coisas, a começar pela cremação. Muitas cidades estão discutindo a construção de crematórios, porque simplesmente não há espaços para mais túmulos nos cemitérios.