No Bico do Corvo
Sem o Chico

A notícia do falecimento do nosso "grande" Chico pegou todo mundo de joelhos, porque rezávamos por ele todos os dias, depois daquele tombo, um acidente doméstico que com certeza o debilitou, encurtando sua existência "entre nós". Não há redundância nisso, ele continuará existindo por muito, e muito, muito, tempo. Em verdade, ele tinha uma cabeça tão boa, uma alma tão cristalina, que nem precisaria de corpo. Vai ver, agora, o Chico encontrou o seu lugar, no infinito.

Muita coisa
Se o Corvo e os colegas de redação fossem lembrar tudo o que passaram ao lado do Chico de Alencar, necessitaríamos um ano de edições, se fosse o caso narrar tudo em detalhes. O fato é que a ficha ainda não caiu direito. 

Agradecimento
Este colunista, em nome da direção, agradece a todas as pessoas que enviaram mensagens de pesares diante o triste ocorrido. Chico era uma pessoa muito querida e cultivava uma legião de leitores. 

Dengue 7 x 2 Covid-19 
Não é placar de futebol e nem uma situação de se achar graça, a realidade é que a Dengue está causando mais baixas em Foz do Iguaçu do que a pandemia do coronavírus. As pessoas estão em casa e os mosquitos barbarizando. Se sair, o covid-19 pega, se ficar a dengue mata. Que situação! 

Duas frentes
Foz atravessa a mais ingrata das guerras, de se precisar combater dois inimigos implacáveis, um microscópico e outro com asas, se proliferando um milhão de vezes mais que os ratos. Quem pode com isso? E pensar, que 90% do bom resultado no combate a esses dois peçonhentos, depende da população. 

A fábula do Pedro
Pedro zombou da máscara, achou que o covid-19 era um resfriadinho, não respeitou o isolamento; disse que isso era bobagem. Acreditou na imbecil informação, que deveria contrair a doença, para criar anticorpos e isso seria inevitável, segundo a pessoa em quem ele mais acreditava, o seu ídolo, Jair Bolsonaro. E, do jeito que Pedro se comportou, o inevitável se concretizou; a covid-19 é que pegou ele, no início, encarou os sintomas sem preocupações, até que feliz da vida, mas ao piorar, precisou entrar na fila do UPA, e lá, permaneceu a família, desesperada, encontrar vaga em UTI. Entubado, foi transferido para um hospital, mas era tarde. Pedro passou para outra sem direito a velório, sem mensagem de condolências do Bolsonaro; por tabela infectou mãe, mulher e filha, que hoje reclamam a ineficiência no sistema de Saúde. Que barbaridade? Que destino esse Pedro encontrou pela frente? Pedro, hoje é uma um número nas estatísticas e dependendo, não será sequer lembrado, porque não terá nem mãe, nem mulher e nem filha para chorar de saudade. 

E é isso que acontece
Na choradeira por um ente querido, ou no alívio de superar o vírus grudento, as palavras são as mesmas: "não é só um resfriadinho". E o que impressiona é a leva de pessoas que admitem que não acreditavam na potencialidade da doença e menos ainda na pandemia. Onde será que o Brasil errou? As respostas para uma pergunta assim são fáceis e o problema, é que as recomendações são difíceis de serem levadas a sério, por causa da teimosia, da ignorância. Nosso país não possui estrutura para receber tanta gente ao mesmo tempo no sistema de Saúde e por isso, dezenas de milhares perderão a vida, sem vela e funeral, dividindo a cova com outros que pensaram da mesma maneira, ou que foram infectados pela absoluta indiferença. Tomara o Brasil, um dia, não precise caçar os genocidas. 

Mão grande
Uma coisa o Bolsonaro tem razão, estão "afanando" os recursos emergenciais na compra de equipamentos e aquisição de serviços nas mais diversas áreas. Já existe uma porção de denúncias, investigações apurando superfaturamento, abertura de inquéritos e, não demora, as condenações. Deveria haver uma pena diferenciada para quem rouba o dinheiro público se aproveitando de um período de Calamidade. 

Respiradores
Afinal, quem pode dizer qual o preço normal de um respirador hospitalar? Há quem garanta, que antes da pandemia, equipamentos assim custariam entre R$ 5 mil a R$ 25 mil, dependendo a marca e a origem. Respiradores chineses, por exemplo, eram os mais acessíveis no mercado e os alemães e suecos, os mais caros. No Brasil andaram pagando R$ 120 mil por respiradores que não funcionam, nem com reza braba. A culpa é quem comprou, ou má fé, de quem vendeu? O que pegam numa situação dessas, é o que ficou no sanduíche da propina. 

Decisão de governadores e prefeitos
O STF assegurou que cada Estado ou Município, avalie o peso de suas atividades essenciais. Daí o presidente Bolsonaro não deveria se decepcionar tanto, ao baixar um decreto, decidindo ele mesmo, o que abrir ou fechar. Vivemos numa República Federativa e a autonomia assegura o pacto. Bom, até o novo ministro da Saúde ficou com cara de babaca, ao saber pela imprensa, a autorização presidencial para abrir barbearias, salões de beleza e academias. 

Antecipação
Foz do Iguaçu saiu na frente, porque as autoridades sanitárias entendem que funcionando barbearias, salões de beleza e academias, o povo cuida mais da aparência, da saúde e ao mesmo tempo, satisfaz o empresário. Precisamos saber o que o covid-19 vai achar disso?    

Moro fritado
O ex-ministro entrou na cova dos leões, aparentemente os depoimentos no inquérito não lhe são favoráveis para um resultado que prejudique Jair Bolsonaro como quer a torcida do contra. O ex-delegado chefe da PF, pivô no imbróglio, disse que concordou com o presidente Bolsonaro, quando ele perguntou se a demissão poderia ser "a pedido". Se houve isso, e ao que consta foi assim, não há nada de errado na portaria de exoneração. 1 x 0 para Bolsonaro. 

Segunda onda
Wuhan enfrenta o pavor em dose dupla. Quando parecia que a situação estava sob controle, constaram novos casos de covid-19. Devemos levar em conta que se na China, um pais onde a população obedece, piamente as autoridades, está acontecendo isso, como será no Brasil? Se o coronavírus é assim tão instável e incontrolável, levaremos um milênio até erradicá-lo em nosso país, com essa bagunça e falta de respeito. 

Obrigação
Seo Chico Brasileiro, seo Ratinho Júnior, se é obrigatório usar máscara, porque uma multidão ainda desfila por aí sem ela? Pior, na Avenida das Cataratas passam em frente as viaturas da PM e os soldados não se dão ao trabalho de advertirem quem não atende a obrigação. Isso é prevaricação. Se é uma regra, deve valer para todos, senão vira bagunça. 

Campanhas publicitárias
Há uma grande discussão no emprego do dinheiro público em institucionais que ajudem a fazer a cabeça da população. Os mãos de vaca, sovinas mesquinhos que não acreditam no poder da comunicação, acham que isso é dinheiro jogado fora. Dinheiro desperdiçado, na verdade é dar emprego para essa gente, ainda quando não possuem conhecimento para avaliar algo que é tão importante. Mil vezas campanhas institucionais, do que babação de ovo política. 

Pela média
Existe um rito, de que no último ano de governo, as prefeituras devem investir em publicidade pela média de gastos nos anos anteriores. Algumas prefeituras não gastaram, daí, agora, estão no escuro. Uma juíza eleitoral, reconheceu como "caso grave e urgente necessidade pública" ao autorizar a prefeitura de Andirá realizar despesas de publicidade. A finalidade específica alegada está no prosseguimento às campanhas de conscientização da população para combate à propagação do Coronavírus e Dengue.