Douglas Dias
Qual será a roupa do futuro?

Sempre depois de grandes acontecimentos, a história da moda também se transforma. Foi assim quando acabou a Primeira Guerra Mundial. Coco Chanel racionalizou a estética e trouxe praticidade ao universo fashion feminino. Vieram peças emprestadas da indumentária masculina e, com elas, novos costumes e atribuições. Ao fim da Segunda Guerra, foi a vez de Christian Dior e seu New Look, resgatando justamente as formas do corpo feminino, as cinturas marcadas, as saias rodadas. É como se a beleza precisasse voltar para aquecer a alma.

E agora, como será a moda do pós-pandemia? Antes mesmo do surgimento da Covid-19, alguns estilistas trouxeram, nas últimas temporadas, peças que sugeriam isolamento social, proteção e distanciamento de corpos. 

O norueguês Fredrik Tjærandsen, por exemplo, fez uma coleção na Central Saint Martin, em maio de 2019, com vestidos-bolha, que se inflam, criando uma redoma em torno dos corpos, e se esvaziam. O desfile foi supercomentado, tamanha a inovação e a criatividade em imaginar um cenário tão apocalíptico. 

É como se a roupa dos novos tempos fosse beber no passado medieval para recriar sua estética. Como explicar que tudo isso tenha sido pensado antes da pandemia? Muitos atribuem essas coincidências ao chamado zeitgeist, termo alemão que significa espírito de um tempo e faz menção a um conjunto de ações intelectuais, culturais e artísticas que surgem num determinado período. 

O nosso tempo pede calma, consciência e mais responsabilidade. E a moda vai se adaptar
a isso. (Fonte: site Novos Tempos)

RAFAEL Guilete faz aniversário hoje e recebe os cumprimentos da família e dos amigos. Felicidades!


FRANCIELE Pedro marcou presença em um desses eventos que, antes do isolamento social, reuniram
nomes tradicionais da sociedade iguaçuense