No Bico do Corvo
Phelipe e o acidente

O Corvo soube do ocorrido no final da tarde e não é feio confessar que ficou sem ação. Ocorrências assim nos desarmam de todos os sentidos, porque quando um amigo tão querido se vai, ficamos sem braços, pernas, sem a cabeça e o chão. Que tristeza. As próximas eleições perderão um pouco a graça, porque havia no Mansur a discussão das novas ideias e tudo muito diferente daquilo que estamos acostumados. 

Os protestos
A "charge" do Cazo, na edição de ontem, ilustra muito bem o que se passa nos Estados Unidos e no Brasil, apesar de fatos diferentes e de certa forma, distante. Os norte-americanos demonstram o poder popular frente a indignação e no Brasil, acontece mobilização pela insensatez. Quem não consegue entender os motivos dos distúrbios, acredita que tudo dá no mesmo: uma porção de mascarados correndo o risco de serem pegos pelo coronavírus. 

Álvaro Dias
Sobre os ocorridos em São Paulo e Rio de Janeiro, o senador definiu bem, como "a marcha da insensatez", aliás, título que a historiadora Barbara W. Tuchman, duas vezes laureada com o Prêmio Pulitzer, utilizou para analisar o paradoxo humano, na insistência dos governos em adotarem políticas contrárias aos próprios interesses. "A Marcha da Insensatez, de Tróia ao Vietnã", aponta conflitos históricos em que ações equivocadas tiveram consequências desastrosas para milhares de pessoas: a Guerra de Troia, a Reforma Protestante, a Independência dos Estados Unidos e a Guerra do Vietnã. Tais episódios mostram a impotência da razão ante os apelos da cobiça e os interesses individuais. Álvaro Dias foi fundo na análise das ocorrências contemporâneas. Usou o brilho da sua intelectualidade.    

Será que cola? 
Corvo, como é que vai ficar esse assunto da "estadualização das Cataratas"? Se a área é federal, você acredita que depois de um século, dá para simplesmente voltar no tempo e mudar as regras? Ontem fiquei sabendo que a estadualização compreende apenas a área onde estão as Cataratas e não todo o Parque Nacional. Analisando isso, é bem provável que coloquem um pedágio antes dos turistas chegarem até as quedas. Que coisa isso hein Corvo?
Marcos V. T. Delgado

O Corvo responde: A "estadualização" das Cataratas do Iguaçu rende comentários por todos os lados. Acontece que historicamente o Paraná não cuida bem dos seus parques. Um exemplo é Vila Velha, que demorou um tempão para receber reformas, sinalização e o conforto que os visitantes merecem. O assunto ainda promete ser "a bola dividida" entre o Estado e a União. 

Torneio de Futebol
É verdade Corvo, tem jogo de várzea por todos os cantos da cidade, inclusive na área rural. Sábado passado teve jogo até com porco de prêmio para o vencedor do torneio e claro, com churrasco, bebedeira, gritaria, som alto e a fuzarca costumeira que acontece bem do lado da casa da gente, no Portal. A fiscalização deve agir e acabar com isso. Se a gente não pode nem chutar bola com as crianças na rua, vão fazer eventos assim? 
Paula R. L. Vianna

O Corvo responde: este colunista recebeu muitas notas sobre eventos ocorridos em vários bairros da cidade. Pelo visto a fiscalização está atendendo a muitas denúncias. Quem souber ou presenciar alguma irregularidade, ligue para 199, o número da Defesa Civil. Todas as denúncias são encaminhadas para um comitê e lá decidem se haverá a fiscalização e a consequente autuação dos envolvidos.  

O milagre do dólar
Se a moeda norte-americana cria lá as suas desvantagens quando sobre, para os municípios lindeiros em muitos casos isso [e uma benção. Os repasses de Royalties aumentaram em 7% para Foz. 45.3 milhões de janeiro a maio, pensa? E fora isso Itaipu apoia campanhas, ações em várias áreas, é uma mãe, em especial para Foz. Devia ganhar presente n o segundo domingo do mês de maio.  

50% de queda nas mortes
Corvo, convenha, é um número muito alto e que é verdadeiro, mereceria uma baita comemoração, soltura de rojões, ou no mínimo, aplausos da sociedade ao cair da tarde. Isso traduz no esforço comunitário, mais até do que dos governos. 
Felipe T. Honorato

O Corvo responde: prezado, reduzir os acidentes é uma meta de todos os municípios brasileiros. Pode estar certo que o trânsito ainda mata mais que o coronavírus no Brasil. Veja, em tempos de pandemia e os acidentes acontecendo nas cidades e estradas. A mistura de "automóvel x brasileiro ao volante" sempre foi sinistra, na expressão da palavra. Em realidade Foz tem trabalhado ao longo dos últimos dez anos, na redução de acidentes e por meio de várias ações, a começar pela construção de faixas elevadas em locais mais críticos. O Corvo ainda vai dar uma boa conferida nos números. 

Covid-19
Há relatos muito pessimistas sobre a evolução da doença no Brasil. O país chegou aos 30 mil mortos e passou de meio milhão de contaminados. Dizem os entendidos, que até a curva afrouxar, os números dobrarão. As perspectivas são de algo muito próximo dos 100 mil mortos. Vamos rezar contra essas precisões! 

"Mata Hari" 
O Corvo leu e também recebeu uma série de notas advindas de leitores sobre a manifestante que zanzava pela Avenida Paulista com um taco de beisebol nas mãos. Segundo dizem, ela é uma baita de uma agente dupla, infiltrada, que minutos antes, vestia uma camisa do Corinthians e depois, apareceu de bolsonarista. Para quem não sabe, Mata Hari era o apelido de Margaretha Gertruida Zelle, uma dançarina que atuava no leva e traz, entre alemães e franceses, na Primeira Guerra Mundial. Foi fuzilada em 1917. Com relação à "Mata Hari" brasileira, será difícil apurar a realidade, porque apesar do taco nas mãos, ela foi liberada pelos PMs. 


As duas versões da manifestante e a Mata Hari verdadeira, fuzilada em 1917, pelos franceses