No Bico do Corvo
Pegar o Covid-19?

Acreditem, isso passa pela cabeça de algumas pessoas. Há um pensamento quase comum, entre os que preferem a normalidade, com tudo funcionando como antes, de que é necessário proteger idosos e mais suscetíveis à doença, expondo os demais ao vírus, para desenvolver, assim, uma suposta imunidade. Pensa? Quem se candidata a pegar o novo coronavírus?

Infectologia
O Corvo ligou para uma porção de médicos e não foi surpresa saber que se trata de uma ideia de jerico. Como o vírus é desconhecido, não se sabe como elevar a taxa de imunidade, além do mais, o covid-19 é muito agressivo e mata pessoas fortes, resistentes, sobretudo muitos jovens. 

Perigo
Os médicos garantem que se uma coisa dessas acontecer, será uma catástrofe. Conversando com quem entende de leis, alguém pode se complicar ao incentivar o contágio, porque isso vai contra a ciência e o que o mundo todo está fazendo: isolamento social.  

Chico no alvo
Este pássaro não ia querer estar na pele do prefeito. É como aquele ditado; "se correr o bicho pega, se ficar ele come". Vamos analisar: Chico cedeu aos apelos dos empresários e flexibilizou, autorizando a abertura controlada de alguns segmentos comerciais. Ao saber da condição de "transmissão comunitária", "redecretou", mantendo o fechamento, porque com gente nas ruas, em condições e contágio, e é aí que o bicho pega e come, de uma só vez. Pelo menos o Chico entendeu em matéria de alertas. 

Dá-lhe buzinaço
A o povo que mora no mesmo condomínio que o prefeito, pagou o pato; muita gente não conseguiu assistir ao Fantástico, com tantas buzinas na Avenida Tancredo Neves. 

Medo
Corvo, francamente, não sei mais em quem acreditar, se na ciência, ou nos políticos. A verdade é que eu tremo só de imaginar pegar esse covid-19, porque ouço as pessoas dizerem que passaram mal bocados ao se recuperarem nos hospitais. Tenho 72 anos e ainda consigo carpir o lote da chácara, mas se tem até atleta morrendo, como será isso comigo? Acho que no fim, o melhor e ficar quietinho, até porque nem posso mais sair, senão vou pagar multa.
Ademar R. S. Maldonado

O Corvo responde: prezado sua decisão é a melhor. Para que arriscar? O ideal é aguardar pela ciência e esperar que as coisas se resolva com segurança epidemiológica. Se a pessoa pode ficar em casa, como aliás é o recomendado para os idosos, qual a razão de contrariar os alertas mundiais?  

Pesquisa
O Corvo olhou detalhadamente o conteúdo de uma pesquisa recentemente realizada em Foz do Iguaçu. O resultado é esmagador em favor de manter o distanciamento social. E além do mais, o Corvo conversou com empresários e muitos preferem que as pessoas fiquem em casa.

Bandeira? 
O Corvo conversou com os diretores do jornal, representado pelo DarleyCaneiro. Este passarinho perguntou: "o jornal é a favor do distanciamento ou da volta gradual do comércio. O Darley disse: "falei com os meus parceiros e resolvemos que somos imparciais. Mantemos as regras de distanciamento, mas não fecharemos as portas aos que pensam o contrário, afinal estamos aqui para dar espaço ao pensamento e isso não pode ser limitado. A expressão do pensar é o melhor caminho para o diálogo e encontrar as soluções". Falou e disse. Sendo assim, somos a favor da vida e de que tudo seja feito da melhor maneira possível. 

 

Sem caminhões
Quando surgiram os convites pra o "buzinaço" no domingo à noite, muitos acreditaram que ele estaria sendo organizado pelo Ranieri Marchiori, porque na arte havia um bandeira do Brasil. Além do mais, ele sempre encabeça carretas usando os caminhões militares restaurados. O Corvo procurou o odontólogo e a resposta veio em "nota de esclarecimento": sobre a carreata em Foz do Iguaçu e a NÃO PARTICIPAÇÃO DOS CAMINHÕES (que foram militares) neste ato": Os caminhões (militares) tem uma definida personalidade política, como todos sabem e se opõem à determinadas ideologias. Neste momento, politizar uma questão como esta seria adotar erroneamente a mesma atitude daqueles que assinaram uma nota conjunta pela não abertura do comércio.
Trata-se de uma discussão entre a sociedade e o Poder Público e não uma questão partidária. Politizar qualquer acordo ou solução neste momento não produzirá bons frutos. Como associado da ACIFI, os esforços e reivindicações tem sido realizadas através desta associação. Por esta razão, esclarecemos que apoiamos o direito à iniciativa de qualquer manifestação, ordeira e pacífica. Cabe o direito de discordar das ações do poder público Federal, Estadual e Municipal, porém colocar os caminhões na rua poderia tornar a interpretação da reivindicação meramente política e partidária. Neste momento precisamos convergir e produzir sinergia na busca de soluções que beneficiem toda a sociedade. 

Contingência 
Começaram a faltar insumos gráficos no mercado. O papel, por exemplo, deixou de ser importado e os estoques estão no fim. Um jornal é feito de papel, chapas de alumínio para gravar as imagens e transferi-las ao processo e impressão; tinta, os equipamentos e a valorosa mão e obra. Jornalistas preparam o conteúdo e gráficos imprimem. O GDia precisou encontrar soluções para manter a circulação que aumentou, quando acreditávamos que ela iria reduzir. Logo, dentre as medidas, jornais de cortesia foram suspensos; a paginação precisou se adequar em três entradas de máquina (24 páginas); no período de crise, a operação de impressão ocorre de terça a sexta, com edição conjugada até a segunda-feira; e, agora, a solução foi voltar o tempo e realizar edições com 60% das páginas em branco e preto, aliás, isso era o sonho de muitos profissionais de imprensa, ao cultuarem impressos em "P&B". A diagramação sofreu alterações. Com tais medidas o GDia está preparado para suportar a crise por meses, sem o risco de deixar de chegar aos leitores. Quem faz o GDia, agradece a todos, dos anunciantes aos assinantes, dos colaboradores aos leitores. No mais, o GDia eletrônico avança e bate todos os recordes em matérias de acessos.    
 

Sem água
O Rio Paraná está tão baixo, que faz lembrar o fechamento do Canal de Desvio em Itaipu, no início dos anos 80, num tempo que deu para ir à Ilha Acaray caminhando. Na época, as imagens foram imortalizadas pelo grande e saudoso fotógrafo Joel Petrovski, de O Estado do Paraná. Até jet-ski acharam no meio das pedras. Veja a reportagem na edição de hoje.