Idgar Dias Júnior
Mulheres e crianças primeiro

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quinta-feira, dia 26 de março de 2020, é celebrado o ‘Dia do Cacau’;
- Nesta data, em 1991, foi assinado o Tratado de Assunção que de origem ao Mercado Comum do Sul, o Mercosul, formado por Uruguai, Argentina, Paraguai e Brasil.


Também o governo de Jair Bolsonaro está aí para comprovar que – com ensina o dito popular – ‘quem tem padrinho não morre pagão’. As empresas aéreas brasileiras que o digam. Dos 55 bilhões de reais a serem injetados pelo BNDES na economia, pelo menos R$ 10 bilhões irão para as aéreas.
Dentre as muitas razões e justificativas apresentadas, há aquela segundo a qual o setor é prioritário...

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Daqui a vinte anos Jair Bolsonaro terá 85 anos e, claro, certamente vai se recordar do tempo em que foi presidente da República (como FHC hoje em dia).
Nessa ocasião Bolsonaro terá em conta que foi um presidente que enfrentou um dos três fenômenos que até então abalaram toda a humanidade no século 21: os atentados de 11 de setembro de 2001, a quebra generalizada do sistema financeiro mundo afora em 2008 e a pandemia do coronavírus agora em 2020.
E vai se lembrar de que seu governo começou o processo de salvamento do País de forma hesitante, equivocada e tardia.

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O signatário vai insistir numa tese óbvia: são os pobres que tocam o mundo, e não os ricos. Mas tem gente que parece desconhecer tal obviedade, do que dão provas as providências tomadas até aqui por todos os níveis de governo: municipal, estadual e federal – que estão tratando de salvar primeiro os ricos e as grandes empresas, para depois –quem sabe?– atender os pobres com o que sobrar. E se sobrar, claro.

Posso esclarecer?
O signatário não é contra o salvamento, a proteção das empresas e que tais. O que se quer é chamar a atenção para detalhes como o critério utilizado para salvar empresas e empregados.
Vamos melhorar a prosa: já pensou se o Governo Federal, se o Congresso e as empresas se unissem -  como vão se unir agora – para salvar nossos mais de 12 milhões de desempregados? Ou para dar um jeito na mazela inominável do emprego sem carteira assinada?

O povo é só um detalhe
Veja, caro leitor, como os governos mudam mas as prioridades continuam as mesmas: em seu último discurso na TV, o presidente Bolsonaro deu muitíssimo mais importância à polarização com esquerdas, mídia e governadores que considera adversários políticos (sempre de olho nas eleições) – insistindo na questão da histeria coletiva criada pela mídia – que com o que realmente interessa: salvar os pobres.

Só mais uma coisinha
A Confederação Nacional da Agricultura prometeu doar R$ 5 milhões para o Ministério da Saúde, para o combate à Covid-19 (ou epidemia do coronavírus). Outras entidades estão seguindo o mesmo bom e espetacular exemplo.
Pergunta que não quer calar: a instituição que representa os bancos não vai fazer nada? Ou vai ficar à espera de que ninguém lhe diga algo a respeito?

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