No Bico do Corvo
MP e a abertura do comércio

O Ministério Público está ingressando com ações em várias cidades, pedindo que o comércio permaneça fechado, pelo menos até uma manifestação da OMS. No início, os juízes estavam bem de acordo com as medidas restritivas e a posição vem mudando com o passar dos dias. Em Cascavel, um magistrado manteve o comércio aberto e justificou que se trata de uma medida de responsabilidade da prefeitura. 

Em Foz
É bem provável que o MP se manifeste caso a prefeitura concorde em colocar em voga, o decreto de abertura gradual. A todo momento surgem precedentes, e as coisas estão voltando a funcionar, mesmo que os técnicos considerem que não seja o momento ideal. O tempo vai passando e o fantasma da crise apavora mais do que o covid-19.

Barreiras sanitárias
Foz mantém várias barreiras onde os transeuntes são “testados” por enquanto, por meio da medição da febre. “Isso funciona, embora os testes realizariam uma ação bem mais eficaz. Pelo menos é possível trabalhar a conscientização”, disse um servidor. Identificar os possíveis sintomáticos gripais já é o começo. Dizem que é um pulinho da gripe ao covid-19, sem exageros.

Idosos nos supermercados
Quem tem mais de 60 anos não entra no baile, ou no supermercado. Quem diria, isso era o passatempo de muitos aposentados, a grande fatia do meio supermercadista. O Corvo foi e muita gente lia o aviso e dava meia volta, com aquela cara de tristeza. 

Máscaras obrigatórias
Muitas pessoas insistem em não usar máscaras em Foz. Aliás, isso é comum entre os frentistas. Os donos de postos de gasolina correm o risco de levar multa. “Eu pedi para o homem, mas ele disse que não achou em lugar algum. Quem não tem máscara que amarre um lenço na cara, um pedaço de camiseta ou coisa assim. É um dever do trabalhador usar a proteção no atendimento ao público, mas também precisa se proteger. Esse covid-9 é grudento. 

Distanciamento social
Será que as pessoas sabem o que isso é, na realidade? Está difícil de entenderem, que é necessário manter pelo menos um metro e meio de distância em filas, calçadas ou no interior dos estabelecimentos. Ontem a Folha de São Paulo publicou isso terá que ser praticado até 2022. O Corvo foi ao mercado mascarado igual ao Zorro, usando luvas e até uma capa, e, no caixa, a moça que presta auxílio, levando e buscando o dinheiro, se esfregava nos outros; igual um gato. Assim não dá! Bruxa véia! 

Sem despedida
Ó dó das pessoas que não podem sequer, se despedir dos entes queridos. Os depoimentos são dramáticos. E mesmo assim, há quem ainda dê conselhos, porque sentiu na pele a dor de estar com a mãe ontem, e hoje saber que ela está sendo enterrada, sem poder acompanhar. Essa tal “gripezinha”, que muita gente acredita ser inofensiva, é de uma barbaridade letal!  

Donizeti
Ainda continuam chegando os votos de pesar pelo falecimento do colega Donizeti Melo. Os transmitimos à família. Donizeti era muito querido pelos leitores. Ontem o Corvo soube em detalhes o “martírio” que ele enfrentou juntamente com os familiares, para receber atendimento no sábado, em meio a essa situação de pandemia. O relato de um sobrinho é simplesmente dramático e isso nos dá uma dimensão do que enfrentam os pacientes de doenças crônicas em Foz. Se os casos de covid-19, agravarem, então, aí sim será um desastre completo, porque as pessoas que estão doentes terão atendimento dificultado.  

Dengue
O povo preocupado com o covid-19 e a Dengue barbarizando. Foz acumula 7.380 casos e cinco óbitos. Detalhe, os mosquitos picam mais as mulheres. Elas são 35% das confirmações. O boletim epidemiológico divulgado na tarde desta terça-feira (14) deixou muita gente de olhos bem abertos. Esse tanto de infectados mais o que pode vir, com o Covid-19? Quem estiver com a imunidade baixa por causa da Dengue pode se complicar. 

Restaurantes
Alguns donos de restaurantes estão procurando o Corvo para relatar que se não morrerem por causa do covid-19, não sabem o que farão da vida, porque seus estabelecimentos correm o risco de nunca mais funcionarem. Muitas casas trabalhavam sem capital de giro, do tipo, vendendo o almoço para servir a janta. Esse tempo todo de portas baixadas está tronando a abertura impraticável.

Volta às ruas
No mundo todo, o grande problema parece ser, segurar as pessoas em casa. Depois de um tempo começa a faltar dinheiro, o gás acaba, a dispensa esvazia, as contas chegam, os filhotes começam a destruir tudo, a patroa embirra e, não dá nem para ir ao boteco aliviar a tensão. Tudo passa na televisão e só se sabe de índices, gráficos, fata de máscaras, álcool em gel, avental para os profissionais da Saúde e, mortes, sem nada de solução, tipo comprimido, vacina, transfusão de sangue. Aí as pessoas ignoram os alertas e esculhambam ainda mais a situação. Em alguns países, há ordem e respeito elos decretos, avisos e alertas. No Brasil está difícil.   

“Milão não pode parar”
No início dos contágios alguém inventou a frase e agora, poderá responder criminalmente. Se na Itália foi assim, nua das cidades consideradas como capitais do bom gosto, arte, comportamento, o que dizer das periferias brasileiras. 

Passou coisa nenhuma
Acontece que não chegamos nem aos 10% da escala que mede a pandemia no Brasil e tem gente alardeando que já passou. Passou nada, e, ainda vai demorar. Ficar em casa ainda é a solução.

70%
O índice ideal para controlar a situação é manter 70% de isolamento. Segundo informações, Foz do Iguaçu ontem, estavam na faixa dos 53%. São Paulo 56%; Rio de Janeiro 58%. Mais gente nas ruas, mais contaminação, mais pânico no sistema de Saúde; mais encrenca entre ministro e presidente; panelaços, buzinaços e manifestações. A Europa, depois do susto e das discussões, mantem a faixa de 85% de pessoas em casa.  

Turismo vai sofrer
É tudo indica que o setor de Turismo vai passar um bom apuro depois da pandemia. Mas Foz é forte e não afunda nunca. Quem possui atrativos tão imponentes e perto das grandes capitais, se reergue. O negócio é encarar e sem medo. 

Caixa d'água seca
E no meio do medo, pode faltar água, o que mantém as casas e as pessoas higienizadas. Represas secas, rios baixos, o risco das torneiras vazias. Era o que faltava. E não vamos esquecer que a força da água é que move as turbinas das hidroelétricas. Que barbaridade!  

Para descontrair
Segundo enviaram uma nota para este Corvo, a Receita Federal vai encaminhar 8 mil litros de bebidas alcoólicas apreendidas para a Unicentro, e Guarapuava, onde realizam o milagre da transformação. Isso é insumo para produção de álcool gel. Jesus transformou água e vinho e a Receita faz o contrário, coisa que parece ser até mais difícil. Perguntinha do Corvo: se algumas bebidas são falsificadas, corremos o risco de um álcool em gel fake?