No Bico do Corvo
Marcelinho

O ex-vereador e atual diretor-geral da Câmara, Marcelinho Moura, luta contra uma decisão que poderá impedi-lo do exercício público. Pelo momento, ele poderia sustentar-se no cargo, mas como não é possível antecipar ou prever uma decisão judicial, ele preferiu pedir exoneração; enviou carta pedindo o afastamento ao presidente do Legislativo, Beni Rodrigues. 

Sem fritura
Numa análise política bem simples, Marcelinho foi muito decente. Fez a lição de casa, ou seja, aquilo que todo político deveria fazer ao responder processos com risco de improbidade: afastou-se para desatar os nós e, com isto, não comprometer a Casa de Leis. O caso em que ele se envolveu é antigo, ocorrido em 2002, quando da eleição de uma chapa, ocasião em que alguns vereadores teriam riscado um documento, e isso foi considerado "marcação de voto".  

Ambiente mais amplo
A área de atuação de Marcelinho Moura não está afeta apenas ao Legislativo, ele é muito influente no Executivo, nas articulações do governo e em vários segmentos. Com a volta dos vereadores afastados pela Pecúlio/Nipoti, as coisas deixaram o plano da tranquilidade; aumentou, foi, a zona de atrito. Deixar o cargo de diretor da Câmara foi uma maneira de ajudar no processo de pacificação em favor da governabilidade. Marcelinho resolveu, ele mesmo, rolar na farinha e cair no óleo. Virou o croquete do bem.

Tudo vermelho
A capa da edição de ontem do GDia avermelhou geral! Primeiro a linda foto do céu, uma obra-prima do repórter Roger Meireles, depois o deputado Vermelho, em pose de combate, e por fim a cara do Reni, ao se defender das acusações, no quarto dia de depoimento. Mas sobre esse assunto, abordaremos adiante. 

Redução das taxas
Que fria isso, hein? Primeiro aprovam as lojas francas e depois alteram as taxas e tributos? Que barbaridade! Reduzir as taxas é a solução, e os deputados estão trabalhando nisso, como é o caso do Vermelho. Tomara que isso ande um pouco rápido, porque Foz possui alguns projetos bem ousados no setor.

No Porto Meira
No furor da liberação das lojas francas, e quando a cidade começou a debater onde elas seriam instaladas, o Corvo já sabia de um superprojeto, bem ao lado do Marco das Fronteiras e numa das margens de acesso à nova ponte. Não se trata de uma free shop comum, convencional, mas de um baita complexo de compras e lazer, inclusive com espaço para atividades culturais. Uma roda-gigante vai incrementar o investimento, proporcionando um deleite aos visitantes. 

O complexo
Os investidores resolveram trabalhar em silêncio e à base de pesquisas. A free shop na região do marco, segundo este colunista apurou, concentrará uma cadeia de lojas, cada uma representando as marcas mais importantes em diversos segmentos de produtos, tudo, evidentemente, obedecendo às listas da Receita Federal. Um incremento assim entraria para a seleta relação dos atrativos de Foz, tamanho o interesse que criaria, sem afetar a concorrência em Ciudad del Este e Puerto Iguazú. Pensaram nesse diferencial. 

 

No tempo certo
E o projeto não esmoreceu, pelo contrário, entrou no compasso de aguardar a flexibilização nas regras, além do mais houve uma alta no dólar e o mercado precisa estabilizar. O Corvo deu uma atualizada nas informações e ficou surpreso ao saber que, após darem um start, tudo ficará pronto muito rapidamente. A turma não está brincando em serviço.  O investimento é muito alto e gerará uma boa demanda de novos postos de trabalho. 
 

Reni na TV
O ex-prefeito resolveu manifestar-se; falou aos jornalistas sobre o conjunto de provas que combate ferozmente as acusações. Pelo tom da fala, ele está otimista.

Jogo de empurra
Aconteceu aquilo que todo mundo esperava. Igual a briga de piás pançudos, Reni e seu ex-todo-poderoso secretário Melqui deram de apontar o dedo um para o outro, do tipo "foi ele"; "não, foi ele", até alguém agarrar a bola e ir embora. Só que na vida real não é bem assim que vai acontecer, pois ninguém é dono do campinho nem da bola. A situação parece que se inverteu. 

Mais uma fake
Um cidadão iguaçuense teria sido vítima de uma fake news; aliás, mais um entre tantos que são tratados assim todos os dias. A lei deve endurecer para quem brinca com a imagem alheia. Uma comissão deve fazer revelações interessantes quanto aos crimes contra a honra seguidamente praticados na fronteira.

No cemitério
Alguém narrou para este colunista o que seria uma deficiência nas pousadas eternas em Foz. Por esses dias ocorreram dois velórios nas capelas mortuárias do Cemitério São João Batista. Quando os féretros saíram para o funeral, como sempre, foram carregados, porque não existem carrinhos para levar os caixões, como em outras várias cidades. Um defunto saiu pela direita, e outro pela esquerda, seguidos dos cortejos de parentes que se revezavam nas alças dos caixões e se espremiam pelas sepulturas. Num determinado momento, as procissões se encontraram e foi aquele congestionamento nas ruelas sepulcrais.

Greve
Pois então, veja Corvo, mais uma vez o Brasil vai precisar engolir uma greve dos Correios; que situação, hein? E como fica o povo que ainda acredita na instituição, como você lembrou, no segmento de enviar remessas? Assim fica difícil. 
Jandira Bello

O Corvo responde: a instituição sofre com a modernidade, porque a cada dia são raros os casos de entrega de cartas. Os Correios passaram a entregar intimações, documentos registrados... e essa greve vai dar uma ré no Judiciário, inclusive, e no setor de entregas. Os funcionários têm todo o direito de protestar, mas devem ter em mente que o Brasil atravessa uma onda de privatizações — e vai que dá na cabeça do presidente Bolsonaro de fechar os Correios e incentivar a expansão dos negócios na iniciativa privada? 

Falar em ar-condicionado...
A Câmara expediu uma informação segundo a qual "impõe" garantias em benefício dos usuários do transporte coletivo. "Impor garantias" quer dizer assegurar em leis. Há uma série de benefícios estendidos, este colunista vai pontuar com mais espaço o tema, que, segundo o Legislativo, o substitutivo foi apresentado no dia 30 de agosto. O prazo é de 45 dias para votação, mas a comissão emitiu o parecer no dia 11, e assim o projeto fica liberado para entrar na pauta de votação da próxima sessão extraordinária, prevista para terça-feira, dia 17.

Enfim uma chuvinha
E não é que caíram uns chuviscos e a temperatura baixou? Pode ser que Foz ganhe um pouco os ares da primavera, sem pular a estação direto para o verão. Há quem acredite que ainda vamos curtir um resquício do friozinho. Tomara, pois ainda está cedo para começar a ligar o ar-condicionado. 

Seu Chico, seu Chico...
Não se trata do prefeito, e sim do amigo Chico de Alencar, o jornalista. Em suas peripécias, inquieto que só ele, acabou levando um tombo e foi parar na mesa de cirurgia. O trauma afetou a cabeça do fêmur, e ele corre o risco de ficar com mais uma parte do corpo dura. Calma, calma, o Corvo explica: em certa ocasião, Chico envolveu-se numa baita trombada de automóveis. Além de uns pequenos cortes no rosto e na cabeça, ele comprometeu a cartilagem do dedo indicador, que não se moveu nunca mais. Chico tornou-se, literalmente, alguém com o dedo duro. Mas os médicos acreditam que desta vez, apesar da feiura que o osso ficou, o Chico voltará a caminhar normalmente. Ele foi muito bem atendido pela turma de traumatologia do Hospital Municipal, pois havia gravidade na situação, e passa bem, à base de analgésicos. Como o Chico não usa o fêmur para escrever, não deixará de ocupar o seu espaço no GDia impresso e eletrônico. 

 

Visita
A convite da Toyota, o Corvo foi prestigiar o lançamento do novo Corolla. O carro mais vendido do mundo! E adivinha quem estava lá na Zeni Motors? O nosso diretor Darley Carneiro em pessoa! Como todo brasileiro, ele é louco por carro. Além de muita segurança e tecnologia, o modelo apresenta novo sistema híbrido flex, novíssimo motor, cinco anos com garantia de fábrica, design interno de cair o queixo, rodas aro 17, superfaróis de LED, exclusivo teto solar, sete airbags, painel de instrumentos, ar-condicionado automático, chave presencial e a ótima plataforma global Toyota, um item revolucionário, diga-se! O Corvo quer um!