Idgar Dias Júnior
Hanami

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, quarta-feira, dia 1º. de abril de 2020, é celebrado o ‘Dia da Mentira’.


‘Durante o fim de março e meados de abril, um festival traz todos os holofotes para o Japão. O Festival Hanami é um dos eventos mais bonitos que acontecem em algumas regiões da terra do sol nascente.
Hanami significa contemplar ou apreciar a sakura, flor de cerejeira no idioma japonês. É um costume secular que atrai turistas estrangeiros de todo o mundo nessa época do ano’.

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E em tempos de Covid-19 – ou do coronavírus – no Japão as lojas e os restaurantes continuam abertos e vão muito bem obrigado! E por lá as notícias não foram e não têm sido tão avassaladoras como está sendo, por exemplo, na Europa, em países como a Itália, a Espanha e a França.
E aparecem um sem-número de perguntas: como as ocorrências no Japão são tão diminutas se o país é vizinho muito próximo da China o epicentro planetário da doença? Como, se o Japão tem densidade demográfica altíssima e a maior população de idosos do mundo?

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Reportagem da TV alemã Deutsche Welle repercutida pelo site Poder360 dá pistas e de certa forma responde a questionamentos como os acima: “por um lado, o hábito de curvar-se para cumprimentar pessoas reduz o risco de infecção. Não há apertos de mão nem beijos no rosto. Por outro, desde a primeira infância, a população se atém, de maneira disciplinada, a regras básicas de higiene. ‘Lavar as mãos, fazer gargarejos com solução desinfetante e usar máscaras fazem parte de nossa vida cotidiana. Para isso, não precisamos de coronavírus’, relata uma japonesa, mãe de duas crianças”.

E por falar nisto
Para quem ainda não prestou atenção: são flagrantes as diferenças quando vemos reportagens feitas em países como o Japão e, por exemplo, na China – principalmente quando os eventos são realizados em locais públicos, onde há circulação de pessoas, veículos e transporte público.
A organização, limpeza e modos dos japoneses são muito perceptíveis – assim como o seu contrário na China. Longe de querer reduzir ou tratar certas complexidades como algo simples, é inevitável concluir que a cultura de um povo pesa implacavelmente - para o bem e para o mal - em situações como a ora imposta ao mundo pela Covid-19.

Vamos especular?
É chocante, estarrecedor perceber que até mesmo assuntos como a pandemia da Covid-19 são motivo de disputa política. O presidente Bolsonaro ‘queima’ o seu ministro da Saúde, o médico Luiz Henrique Mandetta (parece ciúme!), ao sair de casa sem os cuidados para evitar o contágio ou de contagiar aos outros, briga com os governadores do Rio de Janeiro e de São Paulo e perde um aliado de primeira hora como Ronaldo Caiado, de Goiás.

Vamos especular? (2)
O cálculo político de Bolsonaro talvez esteja certo. Resta saber se a aposta dobrada na polarização lhe favorecerá no futuro e se ele pretende ainda ficar no palanque pelos próximos 33 meses, o que é uma eternidade em se tratando de política.

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