No Bico do Corvo
Gilmar Mendes

O ministro disse que o presidente da República pode até mudar ministros, como fez com o Mandetta, só "não pode fazer política pública de caráter genocida". Isso leva a crer, que se depender da Suprema Corte, tudo ficará no isolamento, porque é a ciência quem dita as regras.

Mandetta
O Corvo tem acompanhando esse fica e não fica do ministro da Saúde e isso já estava cansando. A todo o momento o homem falava e tom de despedida, lamentava, praguejava e sua permanência no cargo parecia ser mais importante que a doença? Diante de um quadro assim, já que estava na hora de trocar, né seo Bolsonaro? Do jeito que estava, só aumentaria o desgaste do governo.

Pedaladas e impeachment
Como a Dilma, Bolsonaro também pedalou e bastante, mas em época de Estado de Calamidade, o que é diferente. Mas nem por isso, ele pode escapar de um processo de afastamento, porque conseguiu inimigos até na base de apoio. 

Era o que faltava
EitaBrasilzão esse o nosso, o povo tremendo de medo das doenças e o povo falando em trocar o presidente. Que barbaridade. Será que não dá para espera a poeira baixar?

"Véio sem-vergonha"
Corvo, o pai não respeita ninguém. Ele e os amigos, insistem em se reunir no boteco (Avenida Imigrantes) pra jogar truco. E ficam lá bebendo e jogando até tarde da noite. Será eu  devo denunciar e chamar a polícia? Disse que não vai dar nada e se pegar, não fará diferença, porque "já está fazendo hora extra na vida". Está com 83 e mais firme que poste. 
Marcelo V. Damas

O Corvo responde: para começo de conversa o boteco em questão, nem poderia estar funcionando, porque segundo informaram ao Corvo, o local é clandestino. O ideal é falar com ele, e se não tiver jeito, pedir para as autoridades passarem um corretivo. O Corvo conhece um caso em que a família não consegue segurar u senhor de 103 anos. Pensa? Os antigos não acreditam no potencial das doenças, para eles tudo se cura com alho, gengibre e limão. Não é bem assim.

Contágio
Esses dias o Corvo entrou acidentalmente num canal de filmes antigos, bem na cena que uma pessoa entregava a chave da jaula onde havia se trancado, para o filho, pois dali uns minutos, viraria um baita lobisomem. O Corvo já fez isso faz é tempo, se trancou e jogou a chave no poço. 

Olha o picolé
E pode, o carinha passar em frente de casa anunciando o sorvete? A criançada fica ouriçada, porque em alguns casos, o geladinho é mais que essencial. O sorvete está para as crianças, como o osso para o cachorro. Mas não pode né seu Chico?

Reforma
O setor da Construção Civil anda à toda. Do lado da casa do Corvo, os pedreiros cantam, brincam, e o barulho das marteladas e serras corre solto. Mas ninguém usa máscara, e, cada um mora em uma região diferente da cidade. E é assim mesmo? Os peões estão ao ar livre, num bairro populoso. Nada contra os trabalhadores, mas as regras devem valer para todos.  

Febre amarela
Covid-19, Dengue, Gripe e agora a febre amarela. Houve o registro de 74 mortes de macacos na região de Araucária, Lapa, Guarapuava. Como vive repetindo a vizinha do Corvo, e, dá para ouvir de traz do muro, "isso está nas escrituras". Deus nos livre! 

Comilança
Em casa, o tempo todo, sem ter o que fazer, dei de inventar coisas na cozinha. Aprendi a fazer pão, broa, bolo e para saber se ficou bom, como. Engordei seis quilos em uma semana seu Corvo! A pança já está pesando nas pernas e apareceu um bico-de-papagaio bem no meio das costas! A pandemia vai passar e eu morrer de tato comer pão! O senhor também está testando as habilidades na cozinha Corvo? 
Narlon G. H. Silveira

O Corvo responde: sim, como todos os brasileiros ansiosos, este pássaro tentou dar uma de padeiro. É mais fácil ligar na padaria e pedir para o motoqueiro ir buscar os pãezinhos. A invenção do Corvo virou em tijolo de farinha, tão duro que pode ser até usado pelos pedreiros.  

Circulação na segunda-feira
Como terça-feira que vem é feriado, o GDia vai circular na segunda, logo, a indiada vai trabalhar no domingo. Com a retomada do comércio, o matutino voltará à circular normalmente, a novidade é o branco e preto, aprovado pelos leitores. Um deles (que pediu para não ter o nome revelado) escreveu assim: "aí sim Corvo, o jornal perdeu o jeito de revista; prefiro assim parece até mais leve; parabéns pelo esforço da moçada". O Corvo é quem agradece os leitores, pois sempre são parceiros gentis e amáveis com o nosso trabalho.