No Bico do Corvo
É fogo...

Seo Corvo, não chove faz um tempão e o ar está seco. É difícil respirar e muitas pessoas sofrem com isso. No mais, existe um covid-19 solto por aí, afetando sobretudo quem possui problemas respiratórios. E do nada, a casa se enche de fumaça, porque num terreno próximo, o homem que fez a roçada, ateou fogo no capim, para não se dar ao trabalho de rastelar e levar os detritos embora. Além da fumaça, voam as fagulhas e as cinzas, que sujam as calçadas, os jardins e vão parar no nariz e boa da gente. O que fazer com uma criatura dessas, de foice na mão, ignorante, insensível, sempre pronto para dar uma resposta ruim, sem educação? 
Tânia S. Fragoso

O Corvo responde: sim, isso é algo difícil de aturar, ainda mais quando não podemos sair de casa, porque se correr de lá, o covid-19 pega. As queimadas, são de certa forma, hábitos culturais e que são abandonados depois de insistência e esclarecimento quanto aos malefícios. Os bombeiros conscientizam quem causa esse tipo de situação. Uns mudam de comportamento, outros não. Mas o ideal ainda é denunciar e não ir tirar satisfação. Isso acaba em desentendimento.  

O Corona no mundo
O Corvo deu uma vasculhada no site da OMS e ao que consta, as informações brasileiras são bem atuais. O que aparece lá, pelo menos bate com os números do Ministério da Saúde e dos Estados. O Brasil, no momento em que este colunista acessou as informações, aparecia em 11º lugar, na lista geral mas ocupa a 8ª posição no número de óbitos. Segundo os especialistas, poderá saltar para o 6º lugar até domingo (03), o que será uma tragédia. E como alguns países estão do outro lado da curva, diminuindo o contágio, o Brasil vai subindo e falta muito até atingir o topo. Não chegamos nem na metade da subida.  
 

Voltando atrás
O novo ministro da Saúde parece perdido nessa função de prestar esclarecimentos à população. Está na fase do "precisamos aguardar para saber mais"; isso o Mandetta já havia superado. Nelson Teich fala, aparentemente de seu gabinete, com a foto de Bolsonaro ao fundo, não é o contato direto com os veículos, como acontecia antes. Em sua última aparição, disse que nunca falou em flexibilizar o distanciamento social. Não vai demorar até arranjar encrenca com o homem do retrato. 

PF na discussão
Um ex-delegado, ainda muito ligado à instituição, disse a este colunista que os servidores da PF não estão nada satisfeitos com o jogo de palavras das autoridades. O "vai não vai" e a insistência do presidente em emplacar o amigo gera desconforto. "Nada contra a indicação de Alexandre Ramagem, ele é um cara eficiente, mas essa a imposição é que não é bem vista", disse, pedindo para não ter o nome revelado.

Mais o que fazer
Pois então, o mundo pegando fogo e a preocupação do presidente é, a direção da Polícia Federal, um órgão que anda sozinho, porque é centrado na tarefa. Já deu né Bolsonaro, cai na real, vai brigar contra o covid-19, que está apavorando a vida dos seus súditos. Até o Corvo perde a paciência.  

Rodrigão
Certo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ao mudar a estratégia: toda vez que alguém pergunta sobre os desatinos presidenciais, ele sobre no muro, passa por cima, não dá bola. A indiferença causa efeitos superiores. E no fim ele tem razão, muito do que acontece não é intencional, logo, não deveriam dar tanta importância. 

Em Foz
Contaram para o Corvo, que o aumento repentino no número de casos deu um susto nas autoridades e parece que vem notícia ruim por aí. Está para sair o resultado de novos testes e deve haver um salto. Mas as fontes ainda estão indecisas. O problema é que os casos ocorreram após a flexibilização das regras e se deram por meio de transmissões comunitárias. A prefeitura pode voltar a adotar medidas restritivas. Bom, o Chico bem que avisou. 

Fake news
Mas que barbaridade, até onde vai a cabeça de certas pessoas: largaram a informação que os motoristas que não usassem máscaras, seriam multados. Tá na cara que é pressão política, eleitoreira, mas que no fundo acaba atrapalhando o combate ao coronavírus. No fundo, era bom que todos usassem máscaras, até no interior dos veículos; é o tipo de fake news que nem precisaria ser desmentida. A outra maldade, foi espalharem que o povo que vacina cães e gatos, estaria aplicando os testes de coronavírus. Mas como diz o Bolsonaro, "e daí?" e, se fosse mesmo, qual o problema? O teste é muito semelhante ao aparelho de medir o HDL, colesterol, com uma picadinha no dedo. Por isso, será possível em breve, realizar o teste em farmácias.    

Relações maritais 
Corvo, no começo foi uma maravilha. Eu cheguei para a mulher e disse: vamos levar esse assunto do confinamento como se fosse férias, a gente arruma as coisas, limpa a casa, pinta aqui e ali e vai dar tempo de tomar uma cervejinha, fazer um churrasquinho e foi assim que combinamos. Mas o tempo passou e a realidade foi outra, a mulher, que era um doce, virou uma onça, vive de testa franzida, com as unhas e os dentes de fora. É a besta apocalíptica em pessoa! Qualquer faísca a bicha já vem com a vassoura, grita e bate com pano do chão, molhado. Como é que faz né Corvo?
José Antonio V. Sanches

O Corvo responde: a patroa é esperta, bate com pano molhado que é pra não deixar marcas. O negócio é andar na linha e ajudar, se ela trabalhar e você ficar só na cervejinha e churrasco, está feita a confusão.

Pandemia ou pandemônio?
Taí um trocadilho eficiente. Vamos pensar: vivemos uma pandemia, mas muita gente insiste em tratar o assunto como um pandemônio, ou minimizando, ou não atendendo, ou alardeando de forma agressiva. Ontem houve um grande arranca rabo em frente uma agência bancária no centro de Foz do Iguaçu, e por causa de máscara e aglomeração. Há quem não se entenda com a patroa em casa e sai para brigar na rua.  

Ajudando o Lar
Se, fora da pandemia era muito difícil manter uma entidade, o que dizer agora? O Lar dos Velhinhos se vê em situação de risco, porque faltam itens importantíssimos como o nutrem (sem sabor), carnes, frutas, materiais de limpeza e higienização, Fraldas (EXG), luvas e tudo mais. Há tantas doações acontecendo, tomara o "Lar" seja contemplado, pois é lá onde está a história da cidade. 

Era o que faltava
A Polícia está atendendo denúncias das mais variadas, mas segundo este colunista ouviu na gloriosa Rádio Cultura, e depois nas Tvs, andaram fabricando distribuindo álcool em gel abaixo das especificações, ou seja, o produto não vai defender ninguém do vírus grudento, que anda causando pavor mundial. Quem tenta enganar a população assim, atenta contra a segurança das pessoas e merece um tempinho na cadeia.
 

A padaria lá de casa
Corvo, eu li e vejo que o pão de cada dia se tornou a diversão da maioria das pessoas. Eu, por exemplo, tentei embarcar na onda, mesmo morando bem em frente uma padaria. Mas olha só, a farinha, fermento e gás, são muito caros e o custo não se ajusta ao benefício. Fiz várias fornadas lá e não deu muito certo, o pão ficou igual concreto de duro. Não deu para comer. Moemos para fazer farinha de rosca. A solução foi atravessar a rua e ir visitar o padeiro. 
Neivo R. Forastinni

O Corvo responde: difícil é um italiano como o Neivo não acertar a mão no pão. Até o Corvo aprendeu e se especializou em focaccia. Fácil, anote aí: coloque açúcar e fermento numa vasilha, e deixe descansando 10 minutos; depois, coloque uma colher de sal, vá colocando farinha até virar massa, mas deixe ela meio pegajosa. Cubra a vasilha e espere uma hora. Espalhe numa bandeja, faça umas pontuadas com o dedo e coloque raminhos de alecrim nas ondulações, depois despeje algumas pitadas de sal grosso em cima e enfie no forno a 150 graus. Vai olhando para não queimar. Focaccia é uma delícia para comer esfregando no óleo de oliva. Havia épocas em que fazíamos receitas de pão e bolo, para tapar os buracos deixados pela censura. Quem diria?