No Bico do Corvo
Depois da pandemia

Prezado senhor Corvo estou curioso para saber, como faremos depois de passar o tempo e acabar o prazo de adiamento das contas, como é o caso da luz e água? Não consigo pagar e os valores estão acumulando. Pelo visto doer as mãos dos funcionários de tanto passarem lacre e alicate nos fios. 
Júlio R. A. Fonseca

O Corvo responde: prezado, as companhias estão se preparando para isso. Este passado ouviu dizer que será possível fazer parcelamento dos valores. Quem não conseguir pagar à vista, vai apelar para as parcelas. A dúvida do leitor, tem sido a de muitas pessoas nos últimos dias. Ao que sabemos, não haverá ampliação dos prazos. 

Dia dos pombinhos
E agora Corvo, como é que vamos comemorar o dia dos namorados, no meio dessa pandemia? Os restaurantes estão fazendo promoções, mas e o medo? Até o dia dos namorados vai ter que mudar, que coisa hein? 
Paula J. Yamagushi

O Corvo responde: muitos donos de restaurantes estão quebrando a cabeça para recebera clientela. O Corvo fez uma pesquisa e a diferença é que receberão menos gente, com distância maior entre as mesas. Há quem ofereça até buffet, onde as pessoas poderão se servir individualmente, respeitando uma fila com dois metros entre os demais. O Corvo vai dar um jeito no cafofo e vai curtir a noite de hoje em casa, porque é muito mais seguro! O serviço de entrega nunca foi tão eficiente. 

Festas nos "arraias"
O povo não pensa mesmo Corvo, estava indo para casa na noitinha de quarta-feira e dei de frente para o Clube Hípico, onde havia festa de São João! O local estava todo enfeitado com bandeirinhas e havia várias pessoas lá, curtindo um churrasco. Pode isso? Cadê a fiscalização? Pois como sou uma cumpridora das leis, cheguei em casa e denunciei no 199. Mas quem disse que adiantou? Nada, a fiscalização não apareceu. O que adianta o prefeito parecer em live dizendo que vai endurecer e no fim, essas coisas acontecem na cara de todo mundo! 

O Corvo responde: este Corvo também recebeu várias mensagens informando o fato. Todo mundo que entra na Vila Carimã e vai em direção aos bairros próximos, dá de cara com o Clube Hípico, logo, não é difícil ver o que acontece lá. Algumas pessoas disseram que denunciaram, o que nos faz concluir, que a máquina pública não está desempenhando o papel ao qual se propôs, ao anunciar medias duras contra infratores. Chico vai ter que rebolar, ou se virar nos 30, porque a população que respeita a Lei, não suporta desvios.

Uma hora e meia
O Corvo ligou para as autoridades para saber sobre essa deficiência na fiscalização e soube que só há duas equipes de plantão neste período de feriado e dá-lhe transgressões para autuar. Em muitos locais, os fiscais são obrigados a permanecer mais do que deveriam, e sendo assim, não conseguem atender todas as denúncias. Mas no caso da festança do Clube Hípico, uma pessoa fez a denúncia no 199, por volta das 22 horas, mas a informação chegou aos fiscais, às 23h30, portanto levaram uma hora e meia para fazer uma informação tramitar em órgão público. Se pedissem para uma tartaruga fazer o trabalho, ela seria mais eficiente. Uma hora e meia, é o suficiente para umas 200 pessoas pegarem o covid-19 e se isso acontecer, pelo menos uma parte vai parar no serviço público de Saúde. 

Feriados
Corvo, dia dez foi o feriado do Padroeiro da Cidade; ontem foi Corpus Christi e amanhã, será o Sábado de Aleluia. O problema é que muita gente trabalhou normalmente no feriado, enquanto o resto da população descansava. Isso não está certo, aqui vão os meus protestos. 
Marcia G. Silva

O Corvo responde: prezada, vamos antes fazer algumas correções. Dia 10, última quarta-feira, foi a data da Emancipação do Município e amanhã, (13), não será o Sábado de Aleluia, que antecede a Páscoa, portanto, já passou. Não houve feriado e sim uma transformação da data para Ponto Facultativo. Estima-se que um porcentual muito grande do comércio aderiu e abriu as portas. Apenas para corrigir, o dia do Padroeiro da Cidade, São João Batista, será 24, uma quarta-feira e as empresas estão liberadas para o funcionamento.   

Mais restrições
Ouvi dizer que os bairros sofrerão bloqueios seo Corvo, por causa do Covid-19. Então nós que vamos pagar o pato? Enquanto o Centro está lá belo e formoso, funcionando normalmente? Isso está errado. Agora que o covid-19 acabou, o correto é a gente viver normalmente. Aqui no meu bairro, o Jardim São Paulo, a vida voltou ao normal as "otoridades" vão querer dar uma ré? Nos ajude Corvo, isso não deveria acontecer.
Maria L. G. Ramão

O Corvo responde: cara leitura (tá difícil para o Corvo hoje), primeiramente o covid-19 não acabou e está longe de isso acontecer. O Brasil ainda nem chegou ao pico e pelo visto, vai demorar, a começar pela flexibilização. Se o seu bairro voltou ao normal, a prefeitura tem mais é que bloquear e tentar conter a disseminação do vírus. Para o Corvo, é importante recomeçar e fazer isso com critérios, mas do jeito que as coisas vão, o melhor seria encarar um lockdown. Fechar a cidade de novo, uns 15 dias, seria uma forma de frear a doença, que está em escalada na cidade. No últimos dias, a conta foi alta.  

Bolsonaro x Supremo
Parece que essa encrenca nunca vai acabar. O presidente Bolsonaro parece que vive sendo em formigueiro. Desafiar a Justiça, não é o melhor caminho para governar. A liberdade de expressão é fundamental para a garantia dos direitos constitucionais, mas sem o Supremo, isso vai parar onde? 

Genocídio
O presidente precisa ir com calma e começar a prestar atenção no que acontece em nosso país, comido pelo coronavírus. Ontem o Brasil chegou aos 40 mil óbitos e deve estar encostando no Reino Unido, que aparentemente controlou a doença. Na Itália, a população está movendo ações para culpar a lerdeza dos políticos e os tribunais poderão ir adiante. A título de ilustração, seria como ir à uma cidade e encontra-la dizimada. Há muitos municípios no país com menos de 40 mil habitantes. Não vamos longe, Santa Terezinha está nessa faixa.  
 

Paraguai
Nossos vizinhos estão sendo elogiados mundialmente, como país que leva a sério medidas de distanciamento. E a preocupação do presidente em manter as fronteiras fechadas, e especial com o Brasil, está recebendo apoio, até da população de Assunção. Marito está duro na queda, não quer abrir a ponte nem para os estudantes que vivem no Brasil. 

Cursos
Aumentaram os cursos on-line. Quem passear pela internet descobrirá uma porção de novidades, muitas de instituições respeitadas. Taí uma oportunidade para muita gente, se a desculpa que "não há tempo". Há tempo de sobra, isso sim. 

Futuro
Corvo, li os textos do Bonato. Gostei desse passeio de 80 anos. Gostaria de fazer uns breves comentários. 1) ele e o Barakat podem chegar a 2060, porque parece que não envelhecem. Será que o Juca colocou formol na bebida do Bonato, lá no bar? O passado confere com as lembranças do Rogério, até porque vivi tudo o que ele escreveu, o Quati, Castor, o seo Motinha, mas o futuro, essas coisas são bem fáceis de se realizar, basta os políticos largarem mão de frescura e começarem a trabalhar. 
Mário Eusébio F. Bragança

O Corvo responde: Caro leitor, Foz do Iguaçu não é fácil de fazer previsões. Como lembrou o Bonato, até o IPARDS errou feio. Mas considerando que muitas das obras estão em andamento, pode ser que até 2060, muito do que está escrito acabe se concretizando. O importante é manter uma postura otimista e continuar acreditando na cidade. 

Edição especial
O GDia não circulará neste sábado, mas retorna com as edições de segunda-feira, e junto, um suplemento especial de aniversário. Muitas pessoas pedem informações sobre as mudanças na cor, na paginação e isso tudo tem explicação: com a pandemia, muitos insumos deixaram de ser importados, como é o caso das tintas, chapas e papel. Na falta de alguns produtos, a ordem é improvisar. Bom, em verdade isso é quase um milagre editorial. Mas logo tudo volta ao normal.