No Bico do Corvo
Crescimento ordenado

A retomada das atividades em Foz do Iguaçu é uma realidade. Uns acreditam que é cedo, porque isso de certa forma causa euforia e leva as pessoas para as ruas, outros, no entanto, creem piamente que a população adotará os cuidados e com isto, facilitará as coisas na área da Saúde. Tomara. O problema neste caso, é saber a verdadeira porcentagem dos que tratam a pandemia com seriedade. 

Tempo recorde
O Judiciário mostra uma otimização do trabalho, com muita agilidade nas demandas e sentenças. No Legislativo não é diferente, a Câmara de Foz, por exemplo, está antecipando o tempo e aprovando as urgências em épocas de pandemia. Na cidade, o Executivo não tem muito o que se queixar, as não ser no aperto sobre gastos e contratações.  

Óbitos por Dengue
Há quem garanta, que a transformação do aparato hospitalar em trincheira contra o covid-19, ajudou no aumento de mortes pela picada do mosquito. E aí vem a pergunta: não seria o caso destinar um local, pelo menos, para atender aos casos de dengue? Bom, isso é o que os leitores questionam. O Corvo vai pesquisar. Mas se a ocupação das Unidades de Tratamento Intensivo é baixa, então morrer de dengue, não é por causa da lotação causada pelo covid-19, pelo menos em Foz do Iguaçu.   

Cabines de desinfecção
Com a pandemia, surgem soluções urbanas inimagináveis num passado próximo. Quem diria, as Câmaras de Descontaminação dos filmes de ficção, existem muito antes de "um futuro" distante. Na produção "Perdido em Marte", por exemplo, o astronauta utiliza equipamento similar toda a vez que entra no módulo de vida. 

Cenário diferente
A pandemia está mudando muitas coisas e as cidades não serão as mesmas. Já falam em transformar os ônibus em cabines de descontaminação, com a emissão de vapores desinfetantes, sem que as pessoas sintam. O ato de entrar por uma porta e sair pela outra, do ônibus, ou trens do metrô, colocará nas ruas um ser mais livre das impurezas e contaminações. Bom, se em Foz, colocar aparelhos de ar-condicionado foi um parto, imagina um trobisco de higienizar o povo? 

Crise humanitária
É verdade, o Paraguai vive uma situação sem precedentes, porque o país não possui as mesmas fontes de abastecimento, como acontece no Brasil. Há família desesperadas com a falta de comida e itens básicos para a sobrevivência. Mas devemos assimilar, que isso poderá ocorrer em muitas localidades brasileiras, se parte da população insistir nessa bagunça de esculhambar as medidas protetivas.  

Hotéis não "aceitam"
A notícia de que a hotelaria pulou fora do edital da prefeitura para a ocupação de leitos no tratamento do covid-19, causou um certo desconforto na categoria. Pudera, algumas pessoas assimilaram isso como fosse uma recusa, por parte dos empresários. A matéria publicada no GDia tratou do tema corretamente informando que os hotéis não se "interessaram" e por isso, não atenderam a chamada pública. Não está errado concluir que não "aceitaram" bem a iniciativa, mas houve quem entendesse isso de outra forma. O Corvo vai dar uma arrumada na manchete, pós publicação: "Hotéis não retiram editais para atender covid-19".  E aqui entre nós, qual hotel toparia disponibilizar alas para tratar uma doença que é tão contagiosa, ainda mais por um preço de R$ 80, com três refeições e roupa lavada? Tá difícil. E agora, se a cidade não conta com hospital de campanha? Como será em caso de a situação sair do controle? 

Cálculo ruim
Nem em baixa temporada, há hotéis praticando uma tarifa tão baixa em Foz do Iguaçu e dificilmente algum hoteleiro se interessaria, caso o valor fosse R$ 200,00 ou até R$ 300,00, porque o custo com higienização seria muito alto. Além do mais, se há falta de médicos e enfermeiros, devido à violência do vírus, o que dizer de camareiras, cozinheiros, mensageiros? Onde arranjariam EPIs para todo mundo? O que a prefeitura pode fazer é procurar um hotel fechado e tentar transformar em hospital de campanha, mesmo assim, isso vai custar muito dinheiro.

Precisa?
Segundo as autoridades, pode ser, Foz nem precise um "hospital de campanha", porque trabalha com as rédeas bem curtas, para não dizer ajustadas, no combate ao coronavírus. Como este colunista já escreveu em outra nota, na coluna de hoje, a ocupação de UTI's é baixa e a tendência é manter assim, com a ajuda da população.  

Pandemônio ministerial
A revelação do vídeo, da reunião entre presidente e ministros está causando uma baita rebordosa nacional. Bolsonaro trataria os ministros como um técnico faz nos vestiários. É logo que as imagens vazam e saberemos ao certo o que aconteceu. Se é que já não vazaram até o Corvo baixar a coluna na redação. 

O fim das reuniões
Depois da encrenca, o presidente Bolsonaro encontrou uma maneira eficaz de não haver mais polêmicas no encontro coletivo com os ministros, o que aliás contraria até as regras de distanciamento; ele resolveu não promover mais os encontros. Difícil né, imaginar um chefe do executivo que não conversa com o grupo? 

Falou ou não falou?
Pelo que entendemos, a divergência agora está na interpretação das falas. Bolsonaro falou em proteção institucional dos familiares e o Moro entendeu que era para blindar os filhos. Taí uma situação que ainda vai render muita confusão nacional.

Segurança da família?
Qual tipo de segurança o presidente se refere? A física ou a processual, diante da lista de pendengas onde os filhos se defendem? Embora muita gente não veja, o torniquete aperta. Interessante foi o depoimento dos ministros generais, ao "não recordarem" o momento mais crucial do encontro.   

Pendurado na...
Enquanto isso, o ex-ministro Sérgio Moro, vai tentando encontrar uma "broxa" para se pendurar, porque seus argumentos estão se tornando um tanto insustentáveis. Fazem barulho, mas tudo dependerá da interpretação dos magistrados, no curso dos processos, caso isso chegue lá. Francamente, é muito tiro de espoleta para todos os lados.  

"Broxa" ou "brocha"?
A língua portuguesa causa essas dúvidas. O Corvo recebeu seguidamente cartas de leitores sobre isso. Seria bem mais fácil entrar no Google, mas o que fazer, se resolvem consultar o Corvo?  Vamos lá: "Brocha" é um prego de cabeça chata, ou um cravo de ferro pontiagudo, usados atrás das portas, onde as pessoas penduram, em geral, roupas. É a palavra certa para quem está desanimado, ou não consegue levar até o fim, o ato conjugal. Já uma "Broxa" é o pincel grande, utilizado na caiação ou nas grosseiras. Deu para entender né? 

Quase fora do ar
A abertura do Jornal Nacional da última terça-feira fez muita gente pular do sofá! Como a "escalada" de manchetes era forte, contra o governo, houve quem acreditasse que o fato da voz dos apresentadores sumir e as imagens falharem, foi um ato de "sabotagem". Mais tarde Willian Bonner deu uma explicação, mas ela não foi lá muito convincente. A tal "escalada" é gravada, o que não deu muito certo. 

Covid-19 e o Brasil
Vamos escalando as estatísticas, e é até natural, pois não há como um país de dimensões continentais, com 210 milhões de habitantes, não aparecer no mapa da desgraça. O que preocupa é o fato de não ter alcançado o cume dessa tal curva nefasta. 

Milagres da internet
E a internet, quem diria, tão criticada pelos educadores, hoje é salvação da lavoura na educação da molecada. E é bom muita gente ir se acostumando, porque dizem que é a "educação" do futuro. Pensa um mundo sem milhares de estruturas escolares, zeladores, diretores, pais sem precisar levar e buscar as crias; os professores na telinha e o comportamento levado mais a sério dentro de casa? Puxa vida, até que a ideia não é ruim. Mas isso vai demorar. O que acontece pelo momento é força de necessidade.

Comportamento& Cotidiano
O GDia estreia nova coluna, dedicada à assuntos diversos, com um pouco de cada segmento. Assim o jornal terá mais uma janela para tratar de abordagens variadas, criando oportunidades comerciais. Em breve, a novidade estará no eletrônico.

Curitiba
Uma empresa da capital está engenhando soluções futuristas na produção de cabines de desinfecção. Foi-se o tempo das tendas de lona, espirrando soluções inseticidas, que matam as pessoas intoxicadas, antes do covid-19 agir. Em São Paulo, as pessoas passam pelas lonas improvisadas e saem tossindo, cheirando fumacê; um odor insuportável. As "cabines" criadas pela empresa DesinCab são muito eficientes e com certificação de uso. Se Foz pretende retomar as atividades, taí uma dica, instalar produtos assim em frente aos estabelecimentos, órgãos públicos e supermercados.