No Bico do Corvo
Cartas ao Corvo (xxvv)

Cartas ao Corvo: o espaço da coluna, hoje, é dedicado aos leitores que enviaram notas, cartas, recados e e-mails. O espaço anda um tanto reduzido, mas em breve isso voltará ao normal. 

 

Manifestações
Mas que balacobaco hein? O povo vai às ruas para protestar contra o racismo, em favor da democracia e contra o Bolsonaro, etc...etc... A lista de protestos deve ser menor, do contrário, corre risco de perder o foco. No fim, esqueceram da pandemia e do bicho que está correndo solto, quando o assunto é contaminação. Não acha seo Corvo? E o interessante, é o protesto contra a truculência, com policiais esmurrando, pisoteando, chutando, caceteando e humilhando os manifestantes. Que barbaridade! Aonde isso vai acabar? 
Jarbas Cândido A. Souza

O Corvo responde: tudo isso aconteceu e é de se ficar pensando, se os policiais estão ligados ao que acontece no mundo. Em São Paulo o espancamento foi generalizado. E a diversidade de protestos não é pequena. Vaio ver deixaram para protestar tudo de uma vez. 

Nem um e nem outro
Corvo, alguns meios de comunicações trataram os protestos do último domingo como um "alerta ao governo", porque até então, apenas simpatizantes se manifestavam. Pela quantidade de pessoas nas ruas, não deu para medir um grau de importância, se o assunto permeou a política. O número não foi expressivo em nenhum dos lados. 
João Roberto Dall'Mazzo

O Corvo responde: é difícil imaginar como as pessoas lidam com a organização de ventos assim durante uma pandemia, debaixo de tantos alertas das autoridades públicas. Tomara isso não acabe comprometendo ainda mais o sistema de Saúde, já colapsado pelo covid-19. 

Faísca atrasada
Senhor Corvo, precisou o coitado do George Floyd ser sufocado, para o Brasil despertar do pesadelo que é mão pesada do Estado contra a população que é a "cor do país". Não precisa ser pobre para sofrer preconceito, basta ser negro, ou pardo. No entanto, um jovem inocente, menor, foi fuzilado por policiais e a maioria dos brasileiros nem sabem o nome dele.
Márcia A. V. Amaral 

O Corvo responde: João Pedro é o nome do adolescente de 14 anos, baleado e morto durante uma operação conjunta, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio. A invasão aconteceu na noite de 18 de maio. Segundo relatos, a polícia invadiu a casa disparando. A família de João Pedro Mattos Pinto ficou sem notícias até a manhã seguinte, quando foi informada de sua morte. João Pedro morreu uma semana antes do George Floyd. 

As mudanças
Prezado senhor Corvo, como será o perfil do "novo cidadão" após a pandemia, até porque tudo está mudando em matéria de comportamento, economia, relacionamento, e o modo de vida social e comunitário. Nem os bares são os mesmos, tampouco restaurantes. Acho que a única coisa que não mudou foram os supermercados, muito mais caros aliás. Para entrar e sair, comprando o básico, o cidadão deve levar no mínio uns 300 reais na carteira. Será que estão cobrando o álcool em gel e a medição da febre? Os preços subiram e muito! Meus protestos!
Ricardo José S. Yamaguchi

O Corvo responde: sim, os preços estão bem altos, alguns produtos estão se tornando inviáveis e são itens de necessidade básica. Respondendo ao leitor, uma das características no pós-pandemia, será a formação de cidadãos mais econômicos.  

O sol e a peneira
O que será o governo pretende, "recontando" os óbitos e omitindo os dados sobre a pandemia? O presidente brincou dizendo que assim, o Jornal Nacional não terá mais matéria, mas será que é isso? As pessoas não vivem do JN, pelo menos quem não trabalha lá. O que o senhor pensa disso Corvo? 
Maria Luiza F. Peixoto

O Corvo responde: a proposta seria do ex-futuro secretário de tecnologia e informação do Ministério da Saúde, Carlos Wizard, aquele que foi, sem nunca ter sido, tipo viúva Porcina. Ele alegou que Estados e municípios estariam aumentando a quantidade de óbitos por Covid-19, para a manutenção de verbas e recursos, diga-se, algo que não pegou nada bem. Segundo os especialistas, em qualquer recontagem, a tendência é o aumento dos números, um molho que sairia bem mais caro que o peixe. Mesmo assim o governo está insistindo em diminuir os dados, o que abriu um debate nada salutar para a imagem do presidente Bolsonaro, mais do que comprometida com tantos escândalos e fiascos. 
 

Carlos Wizard
O homem é muito inteligente, rico, subiu na vida inventando um jeito de adultos aprenderem o inglês rapidamente; depois meteu-se em redes de fast-food, também atua no segmento de produtos naturais. É curitibano, seguidores da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Foi convidado para assumir o cargo de Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde. Isso se deve à sua formação em Ciência da Computação e Estatística pela BYU (Universidade Brigham Young). No fim, sentiu o peso nos ombros e pulou fora, voltou atrás informando inclusive o seu afastamento da política; saiu de fininho, pedindo desculpas às famílias que ofendeu com suas insinuações.

Questão de Cultura
A Nova Zelândia anunciou que não possui mais casos ativos de covid-19 e isso se deve à organização e participação em massa da sociedade. Tudo bem, é um país com menos e cinco milhões de habitantes, cercado pelo Oceano Pacífico. Mesmo assim as regras continuarão rígidas durante um bom tempo, a começar pelo Turismo. 

Semana de Foz
Apesar da divulgação de números altos, decorrentes de testes rápidos, o prefeito Chico Brasileiro está afrouxando as rédeas do distanciamento social, com uma novidade a cada dia. Para ele, o melhor presente que a cidade "vai se dar" no seu 106º aniversário é conseguir pelo menos controlar o covid-19. 

Abertura do Turismo
Amanhã, 10 de Junho, aniversário da cidade e ponto facultativo, é a data marcada para a reabertura parcial dos atrativos turísticos. "Parcial" pelo fato de nem tudo funcionar como antes, como o caso do que há além das fronteiras. Até ontem no horário do meio-dia, o Parque Nacional do Iguaçu não havia recebido uma autorização oficial, para funcionar as catracas de visitação. Chegou dar um friozinho na barriga, apesar do otimismo. Vamos ver como será o Turismo em Foz, sem os turistas. 

Atrativos locais
Os entendidos dizem que mesmo sem as compras no Paraguai, cassinos e os restaurantes da Argentina, ainda dá para sobreviver com folga, se depender dos atrativos em Foz. A lista de lugares para ir não é pequena, e os futuros visitantes não encontrarão alguns locais onde gostavam de ir, na párea da gastronomia, por exemplo. Bom, apesar da pandemia, é necessário um mínimo de três dias para curtir Foz e com o risco de não ver tudo. 

Brinde! 
A novidade é que os que desembarcarem no aeroporto, ou de alguma forma entrarem na cidade, ganharão um teste "de grátis" para saber se possui, está livre ou se livrou do covid-19. Para muita gente, isso já é atraente. Santa Terezinha deve visitar Foz em massa!  
 

Surpresa
Algumas pessoas fazem o teste e descobrem que já pegaram o covid-19, sem mesmo perceber os sintomas. A doença é bem isso mesmo, calça de veludo ou bunda de fora. Há quem fique muito mal, vá parar no respirador, e quem nem se dê conta. Vai do organismo do vivente. Mas o melhor é não dar moleza e fazer de tudo para não contrair o vírus.  

Baixa ocupação
Se por um lado, a frequência nos hotéis é a causadora de um desastre no segmento empresariam, com a demissão de ou afastamento de milhares de pessoas, há outra "baixa ocupação" que é comemorada, a dos leitos de UTI preparados para receber doentes do covid-19. As prefeituras estão de olho nesse número, mais do que na arrecadação de imposto. Se a ocupação aumentar, ocorrerá um aperto nas medidas restritivas. A frequência nas UTIs é que decidirão se a vida volta ao normal ou não.  

Circulação
O GDia circula normalmente neste dia 10 de junho, aniversário da cidade. Com o ponto facultativo, e o funcionamento do comércio, o jornal chegará normalmente aos postos de vendas e assinantes. No dia 15 serão retomadas as edições das segundas-feiras, que estavam suspensas desde o início da pandemia. As restrições se deram para preservar os colaboradores entregadores e gráficos. 

Pico
Sabemos da euforia e necessidade de tocar a vida normalmente, mas nunca esquecemos que nem chegamos ao pico da crise. Aqui, a vida é um olho no peixe e outro no gato. A flexibilização vai da cabeça da pessoa, se deve ou não afrouxar. O Corvo se manter no cativeiro, e, torce para que tudo se supere, sem a necessidade de o isolamento engrossar. Para isso não acontecer, a população tem que se cuidar, evitar sair de casa, sobretudo idosos; evitar aglomerações; não vacilar; usar máscara e fazer a lavação de mãos, roupas, mantendo a higiene ao máximo.