No Bico do Corvo
Cartas ao Corvo

Para esta sexta-feira, o Corvo resolveu dar uma aliviada nas caixas postais, cheias de mensagens similares às publicadas hoje. Sim, existe muita similitude nos envios, daí o corvo escolhe os textos mais bem elaborados, dá uma reduzida e publica. É bom receber cartinhas, bilhetes, dicas, e-mails e recados pelas redes sociais. Continuem enviando!

Parque Nacional
E agora Corvo? Como é que isso vai ficar? Os deputados paranaenses decidiram que o parque é do Paraná e nosso Estado passará à administrar o local, no lugar do ICMBio? O que vai mudar, o senhor sabe nos dizer?
Pedro K. Valentin

O Corvo responde: prezado, não vai mudar nada. Pode haver uma queda de braço com a União, e isso em geral, leva décadas para se resolver. Essa encrenca da "paternidade" do PNI foi criada pelo Santos Dumont, quando pediu a emancipação da área para o então "presidente" do Estado do Paraná, Affonso Camargo, que comprou um pedaço da fazenda do uruguaio Jesus Val, e, chorou para pagar. Mas quem deu a canetada para valer, foi o presidente Getúlio Vargas e depois vieram as constituintes, regulamentando as terras federais, reservas e parque nacionais. É um embate um tanto difícil de se prever. Mas fica do jeito que está, se isso responde a sua pergunta. 

Nota 10
Não é propaganda e nem nada, mas devemos sim destacar as empresas que se esforçam para prestar um bom serviço aos clientes. Uma delas é o açougue, mercado e conveniências Boi Verde, aliás, uma casa de carnes muito conhecida dos iguaçuenses. A gente passa o pedido por WhatsApp, eles conferem o que há lá, ou não, e, informam o valor. O telefone mal desliga e a campainha toca. É o entregador, sempre prestativo e cuidadoso com as regras sanitárias. O Corvo sempre ia ao açougue olhar a carne, uma cultura antiga, mas depois que deixou por conta dos açougueiros, passou a comer bem melhor. É o ofício deles afinal. Experiências pessoais contam muito, é bom repassá-las. 

Movimento
Corvo, li sua nota sobre o giro que deu na cidade e concordo, as pessoas estão obedecendo os alertas. Mesmo assim havia um ou outro sem máscaras. Mas a situação esculhambou mesmo, em frente as agências da Caixa Econômica, com aquele mundaréu de pessoas tentando pescar um benefício. Embora a maioria leve a covid-19 a sério, existe uns imbecis que ainda pensam que ela é a tal da "gripezinha". Tomara os números se mantenham em Foz, afinal cinco dias sem o surgimento de um único caso, é uma notícia muito boa.
Márcio Telles D. Sampaio

O Corvo responde: é bom que as pessoas obedeçam e cuidem umas das outras, porque qualquer incidência de contaminação, além do normal, a prefeitura vai fechar tudo de novo, o prefeito Chico Brasileiro não se cansou de avisar.

Transporte
Corvo, fiquei feliz da vida e resolvi ir pagar uma conta e cadê o ônibus. Estava no ponto, quando recebi a informação pelo GDia, que o transporte estava parado. E passou um ônibus lotado, o que contraria tudo o que pediram, mas ele não atendia o meu destino. Mas que situação, será que não podiam ter previsto uma situação assim? 
Lúcia R. P. Ramos

O Corvo responde: são situações "pós pandemia", durante ela. Estranho escrever assim, mas é verdade. Muitos outros setores enfrentarão situação similar, porque não estavam preparados para um retorno tão abrupto. É uma questão de conjuntura e acerto de detalhes. O transporte é um setor fundamental. Vai levar um tempo até as coisas se encaixarem na normalidade. 

Negócio público
O que temos é um impasse entre município e concessionárias quanto aos repasses de subsídios. A queda de braço não é coisa nova. As empresas se dizem sem recursos para a compra de combustível e como sabemos, enfrentam uma crise na área trabalhista, porque colocaram cerca de 100 funcionários em aviso prévio. Já a prefeitura se defende por meio do rito administrativo, alegando que mesmo obedecendo um Estado de Calamidade, precisa tratar o dinheiro público com preciosismo, do contrário, os gestores é que vão encostar a barriga na Justiça. A culpa de uma situação assim é da tal "pandemia". 
 

Shoppings 
Não há espaços mais agradáveis para a população, Corvo, posso te garantir isso. São seguros, possuem estacionamento, lá há comida, caixas eletrônicos, enfim, mesmo que a gente não gaste um centavo em compras, pelo menos damos uma arejada na cabeça, com a esperança de um dia tudo voltar ao normal. E eu fui ao shopping e vi o pessoal rigorosamente aparamentado para enfrentar esse demônio do coronavírus. Todas as lojas oferecem álcool em gel e os atendentes usam máscaras e luvas. Tive o cuidado de ver uma moça atender e depois jogar as luvas fora. Onde chegamos hein Corvo? Vamos torcer para isso passar.
Martha G. Palhares

O Corvo responde: prezada leitora, isso vai passar sim, se cumprirmos as regras de distanciamento social, mantendo os idosos e vulneráveis em casa, ajudando quem necessita e confortando os parentes das vítimas. Graças a Deus, o covid-19 não causou letalidade em Foz, pelo menos até agora. Vamos rezar para atravessar essa situação sem óbitos, ou pelos menos sem o registro da doença, o que é um fator atenuante importante. 

Festerê
O comércio voltou a funcionar e alguns botecos pegaram carona no decreto. Dá-lhe lavar o estabelecimento, ligar os freezers e abastecê-los com os líquidos mais consumidos, como é o caso da cerveja. Embora isso contrarie as regras, muitos bares traziam uma ou outra garrafa de uísque do Paraguai, ou do Duty Free; com as fronteira fechadas, o recuso de um empresário boticário local, foi pedir a liberação dos estoques dos clientes, ou seja, que deixassem servir o uísque das suas garrafas, de plantão nas prateleiras. Se a pandemia insistir, vai faltar bebida. Como o uso da máscara é obrigatório, muita gente precisou quebrar outra regra: estão usando canudinho, com furinho na máscara. Não é piada, mas não ficaria de fora do anedotário.

Tabacarias
O Corvo recebeu um desaforo em razão de uma nota publicada faz bem uns dois meses. Um frequentador desses fumódromos oficiais, amparados pela Lei, criticou este colunista de forma ofensiva, o que é absolutamente desnecessário, porque aqui sabemos expressar a opinião sem ofender. Caso o "maleducado" enviasse uma notinha se expressando o pensamento, ela certamente seria publicada. Então vamos aproveitar e pedir para as autoridades, que reforcem a fiscalização nesses estabelecimentos que colocam a saúde em risco. Ou fumar narguilé é algo que não causa danos à saúde? Causa sim! Isso está comprovado cientificamente. 

Campanha da Câmara
O Corvo viu as peças publicitárias do Legislativo e elas são comunicativas, simplesmente muito bonitas, além do mais, confortantes. Elas contém imagens raras, porque é difícil imaginar as avenidas Paraná e JK, por exemplo, sem trânsito? Não deve ter sido uma tarefa fácil fazer os registros, apesar da pandemia. O resultado é que demonstra a seriedade com a qual a maioria dos iguaçuenses encaram a situação. 

Uma bancada unida
Pela primeira vez em sua história, o Paraná tem uma bancada unida para defender os interesses da população. Em apenas uma ação, nossos deputados viabilizaram R$ 451 milhões para o Estado e os municípios investir em saúde para combater o coronavírus. Os R$ 6,9 milhões que o deputado Vermelho anunciou para Foz do Iguaçu estão dentro desse pacote do bem. "Esses recursos serão de importância fundamental para os municípios do Paraná fortalecerem suas estruturas e investir em pessoal na área da saúde, especialmente nesse momento de crise em função da pandemia do coronavírus", comentou Vermelho. Ele agradeceu o deputado Toninho Wandscheer, coordenador da bancada, dizendo que foi mais uma demonstração de união da nossa bancada para fortalecer a saúde e salvar vidas.

Profissionalismo
A prefeitura, antes de baixar o decreto permitindo a gradual atividade comercial, conversou com vários segmentos, para saber das viabilidades. Falou com patrões, empregados, consumidores e também consultou o setor médico. O comércio voltou a funcionar, graças a essas rodadas de conversações. Uma delas foi com o SINDILOJAS, entidade tradicional e que dá suporte à uma parcela significativa do desenvolvimento da cidade. As reuniões atravessaram o último final de semana e no sábado pela manhã, estavam no gabinete do prefeito o Carlos Silva (Calce Pague Vila portes e Sindilojas) Carlos R. Nascimento, da Federação do Comércio Paraná (Sindilojas), Chico, Nilton Bobato e Gilmar Piolla; Lindenor do Shopping Cataratas JL, Daiane Simão do Shopping Catuai Palladium; Itacir Mayer, presidente em exercício do Sindilojas, alpém de outros representantes da entidade e o pessoal que organiza a luta contra a epidemia. É a prova de que conversando, com organização e métodos, tudo é possível!