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Iluminação Prezado Corvo, pelo visto você não saiu de casa no final de semana, porque não é apenas a Av. República Argentina que recebeu a claridade do LED, e sim quase todo o eixo central, ou seja, as principais avenidas que contornam a cidade. Como bem ilustrou a capa da edição de ontem do seu jornal, o serviço ficou muito caprichado. Elias Natanael Dutralino O Corvo responde: prezado, o Corvo fechou a coluna e foi dar um passeio para conferir a novidade. De cara topou com dois caminhões na Avenida das Cataratas, onde o pessoal fazia o serviço. Já estava escuro, era feriado, e os técnicos estavam trabalhando. Jorge Schimmelpfeng, Av. Paraná e JK já haviam recebido a nova iluminação. O serviço está bem veloz. De fato, as luzes deram outra cara para a cidade. O novo sistema ainda abrange a Av. Brasil, Costa e Silva, Silvio Américo Sasdelli, General Meira, Mário Filho, Pôr do Sol, Beija-Flor e João Ricieri Maran.   Foz "refroit" O que acontece hoje é que as lâmpadas são trocadas graças aos telefonemas e indicações da população. Com a modernização, segundo o engenheiro Gustavo Fukasawa, o processo poderá ser bem mais ágil, porque todo o sistema poderá receber informações digitais da própria rede. O duro é a cidade avançar nisso e alguns idiotas continuarem a praticar tiro ao alvo nas luminárias.   A diferença que faz O cidadão pode fazer um comparativo do antes e do depois. Basta dirigir pelas vias recém-iluminadas e comparar com as transversais, onde ainda há lâmpadas antigas.   Qual o destino Antes que algum leitor envie cartinha perguntando, o Corvo também quer saber: qual será o destino das lâmpadas antigas, uma vez que muitas delas, com antiga tecnologia, foram trocadas? O que farão com o estoque, ou as peças de reposição que há no almoxarifado público?   A situação O Corvo apura o que o povo pensa. Uns três meses atrás, ao perguntar sobre o governo Chico Brasileiro, seis entre dez pessoas torciam o nariz. Mas era possível notar certa precaução com a consciência, afinal de contas todos sabiam a situação em que ele assumiu a cidade. Mas como entrar na prefeitura foi uma escolha do Chico, ao disputar as eleições, o contribuinte esperava que ele pelo menos colocasse o bonde nos trilhos, nas questões básicas, como saúde, educação, moradia e coisa e tal. Ontem o Corvo deu uma aferida na opinião, e a situação parece que mudou.   Pontos positivos Cada ação que a prefeitura promove, independentemente da área em que atua, mexe com o ânimo da população. Chico está construindo creches, toca em frente as obras de pavimentação; o governo está metendo a mão na saúde, mesmo enfrentando crise com a dengue; está reformando UBSs; conseguiu desatar o nó com o governo nos repasses para o Hospital Municipal; as coisas estão acontecendo no turismo, e a parceria com Itaipu está de vento em popa. No mais, há o start de obras importantes como é o caso da segunda ponte, o Mercado Municipal e a Perimetral Leste, e mesmo que não sejam iniciativas municipais o governo acaba pegando carona no sucesso. A mesma pergunta de meses atrás, sobre a aprovação dos iguaçuenses, recebe outras respostas, e bem mais auspiciosas.   Luz e segurança Voltando à abordagem da iluminação pública, vale registrar que uma coisa facilita a outra. Como sabemos, há um projeto bem completo de controle por meio de câmeras. Se a imagem era boa, até com as lâmpadas antigas e amareladas, agora, com o aparato do LED, serão de cinema. E, no mais, as pessoas caminharão com mais segurança com essa claridade toda. Vai ficar ruim para os bandidos; a careta deles e as placas de carros e motos, bem como as características dos veículos, estarão bem mais expostas.   Mudança de lado O reflexo dessa feitura de retrato do Chico Brasileiro, com o acerto na administração da cidade, está causando efeitos no relacionamento com o Governo do Estado e também com a oposição na cidade. Contaram para o Corvo que o panorama na Câmara mudou nos últimos dias. Segundo uma contagem, a oposição ficou menor, o que teria rendido alguns arranca-rabos em alguns gabinetes.   Galho mais forte "Como, você disse que estava firme e agora está se entregando, amigo? Está roendo a corda!", teria falado alto um vereador, numa conversa que originalmente seria ao pé do ouvido. Mas o parlamentar perdeu a estribeira. A resposta também entrou pelo copo grudado na parede: "Eu sou macaco gordo e gosto de me agarrar em galho forte. A árvore de vocês está seca e cheia de galhos quebradiços!". Quem seriam os artífices dessa conversa?   Pesquisas Acontece que os vereadores vivem conversando com a população e possuem um termômetro bem ajustado sobre a situação. Quando começam a discutir em tom de voz mais alto, é porque algo acontece no reino da Dinamarca. E como a situação não está para brincadeira, todos estão de olho nas eleições que se aproximam. O ano pré-eleitoral parece que engrenou primeira marcha.   Lá vem a Anice? Não, parece que ainda não; ela segue cassada. A notícia de que ela voltaria para a Câmara causou tumulto no ambiente político. O Corvo tem uma interpretação para isso, pois são duas questões bem diferentes e que vinham impedindo a vereadora de assumir. Há as medidas restritivas que foram impostas a ela pela Justiça Federal no processo da Operação Nipoti, um braço da Pecúlio. A defesa de Anice derrubou isso liminarmente no STJ, com a decisão da última segunda-feira, Dia de São João, mas ainda não dava para soltar rojões.   Outro motivo Existe uma outra razão que a mantém afastada da confortável poltrona na Câmara, no caso a cassação do mandato em si, proferida e levada a efeito por decisão dos vereadores. Anice recorreu da decisão da Câmara, tentando anular o ato da cassação, perdeu em primeira instância; recorreu ao Tribunal de Justiça do Paraná, no qual liminarmente teve ganho de causa; mas, em outubro do ano passado, o TJ analisou o mérito, em colegiado, e manteve a decisão da primeira instância, validando a cassação do mandato. A defesa entrou com recurso, porém a situação é essa, porque a cassação prevalece.   Nova decisão Este colunista soube que Anice terá o julgamento sobre a cassação na semana que vem, e ela tem um parecer muito favorável. O momento é de grande ansiedade.   Festa antecipada Contaram para o Corvo que a casa da Anice por pouco não virou um concorrido arraiá de São João, porque a decisão saiu na segunda-feira, 24, dia do santo. Curiosamente apareceram várias pessoas querendo soltar rojão e, por pouco, Anice não pediu uma enorme travessa de quibes para festejar a decisão. Mas ela preferiu ser comedida, embora algo tenha notado: o retorno de muita gente que havia desaparecido. Que mistério é esse? Quando ela mais precisou do apoio e dos ombros amigos, todo mundo sumiu. A essa altura alguém deve estar suplicando uma vaguinha de assessor.   Sem assumir Anice Nagib Gazzaoui foi presa, no final de 2016, pela Operação Nipoti, e em razão disso não assumiu o que seria a sua segunda legislatura. Quem deve estar roendo as unhas é o Adenildo Rodrigues, o Kako, que, aliás, estava quebrando os pratos no final de maio. O Corvo soube, de fonte segura, que ele andou queixando-se de que sua legislatura não iria muito longe.   Medidas restritivas Alguns suplentes podem se dar bem, como é o caso do Marino Garcia. Ele só estava pendurado nas questões da Nipoti/Pecúlio e não foi afastado por meio de votação na Câmara. Nesse caso, isso pode complicar a vida do vereador João Sabino.   Lá vem o Queiroga Qualquer movimento que beneficie um acende o fogo da paixão política em outros. Luiz Queiroga sentiu esse fogaréu de ânimo sair pelas ventas, porque mantém uma luta diurna na tentativa de reaver o posto de vereador. Pelo que se sabe, os advogados dele já entraram com o pedido de extensão. E com uma batalha ganha em Curitiba, no TJ, reconhecendo que a cassação foi ilegal, resta apenas um recurso e mandar fazer um terno novo. Rosane Bonho é quem ocupa a vaga de Queiroga.   O curso da vida Será que alguém teve a paciência de fazer uma projeção de como as coisas seriam em Foz caso não vingasse a Operação Pecúlio e os seus braços demolidores? Certamente Reni Pereira seria prefeito; Cláudia, deputada; a Câmara seria outra, e tudo seguiria com o soprar do vento, independentemente dos bastidores. A vida não seria um inferno continuado para uns e muito menos o céu para outros. Mas esse é o tipo de exercício baseado no "se" e não serve absolutamente para nada, a não ser para passar raiva só de pensar no que seria. A Polícia Federal e o MPF merecem uma estátua bem no meio da Praça da Paz.