Não Informado - 47006

  Manifestação pífia Quando um senador da República manifesta uma opinião tão polêmica, como fez Major Olímpio, mereceria a reação imediata dos seus eleitores. Ele insinuou que, se algum funcionário do colégio estivesse armado, a tragédia poderia ter sido menor. Na verdade, se houvesse o aparato do Estado protegendo os alunos, não se precisaria de funcionários armados nos colégios nem haveria tragédia, porque a simples presença de uma viatura nas redondezas faria os assassinos pensarem duas vezes. Professores vão às salas de aula com a missão de ensinar, não de tratar as pessoas na "bala" como alguns imaginam. Que tristeza, e logo do Major Olímpio, que é esclarecido. Como diria o Ibrahim Sued, "bola preta" para ele.   Textualmente A versão original da malfadada frase, que girou o mundo em questão de minutos, é: "Se houvesse um cidadão com uma arma regular dentro da escola, um professor, um servente ou policial aposentado que trabalha lá, ele poderia ter minimizado o tamanho da tragédia". Ou seria também mais um morto, porque os assassinos não estavam de brincadeira, eles barbarizaram. É o que pelo menos se vê nas imagens. Além de balearem, concluíam o serviço na base da machadada. Como o senador pertence à "bancada da bala", uma manifestação assim chega a ser natural. Francamente, qualquer policial ou pessoa bem preparada, com curso de tiro, não saberia como abater um suicida, um kamikaze, no meio de uma porção de inocentes correndo de um lado a outro, como aconteceu.   As imagens As câmeras internas do colégio captaram imagens horripilantes, piores até que filmes de terror. E, segundo uma fonte, as piores imagens ainda não foram divulgadas. Que desfecho mais medonho a ação desses infelizes! O que será que os motivou a isso? E por sorte portavam apenas uma arma de fogo.   Poder A população colocou Jair Bolsonaro no poder diante de suas prerrogativas e promessas de garantir a segurança dos cidadãos. Foi um ato de empoderamento em favor da conformação de um líder. Resta agora fazer valer esse voto de confiança. Mais do que nunca, o Brasil precisará de respostas preventivas, com o policiamento ostensivo, revista nas escolas como fosse em aeroportos; aliás, isso acontece em locais de risco em muitos países. Alunos passam em máquinas de raio X, detectores de metais e são submetidos a revistas. Tomara que as escolas tomem providências após o triste acontecimento em Suzano. Atentados assim podem acontecer do nada; é o tipo de ação inesperada e inimaginável.   A Santa Casa Corvo, como você é um cara bem antenado, gostaria que me explicasse ou adiantasse como foi essa transação de venda do imóvel da Santa Casa Monsenhor Guilherme. Como é que conseguiram adquirir um bem daqueles por preço tão "baixo"? E parcelado ainda? Francamente, se eu soubesse que venderiam por um valor assim, juro que juntaria uns amigos e compraria, de olhos fechados. Disseram que foi venda direta. O que será que vão fazer lá, hein Corvo? Jurandir Velozzo   Só R$ 7 milhões? Prezado colunista, não faz muito tempo, um grupo empreendedor de São Bernardo do Campo fez a sondagem sobre a possibilidade de adquirir o imóvel da Santa Casa, que saiu de graça! A ideia deles era erguer um conjunto de oito edifícios bacanas, com toda a estrutura para os moradores; como, aliás, existe lá em SBC. É um luxo, um condomínio vertical show de bola! Mas sei que desistiram e por um motivo: medo de adquirir um imóvel daqueles e depois aparecer uma porção de esqueletos no armário, como dívidas trabalhistas e esses pepinos que inviabilizam qualquer negócio. Veja, as dívidas do ex-proprietário são cem vezes maiores, como vocês mesmos escreveram, pois estão na casa de R$ 700 milhões. Sei não, seu Corvo, sei não... Amarildo Brandão O Corvo responde: o negócio não foi venda direta, e sim por meio de leilão. Alguém ficou atento aos editais, aquelas publicações de letrinhas pequenas, habilitou-se, mandou o lance e levou o patrimônio. Quem não leu e passou batido ficou chupando o dedo. O Corvo nem quis saber de pesquisar, porque sabe que existem essas incorporadoras especializadas nesse ramo de negócios, ou seja, adquirir imóveis leiloados. Em todo o caso, o cavalo passou encilhado e foi-se. Mas dá para dizer que o terreno da Santa Casa vencerá o concurso de "galinha morta" do ano! O problema é lidar com o imaginário de muitas pessoas que ficam supondo o que não há.   Custos aberrativos Corvo, preciso protestar. Paguei o meu IPVA, o que considero um horror. Não consegui quitar à vista e tive que parcelar. Daí fui obrigado a trocas placas do meu carro, porque algum engraçadinho roubou a que estava na dianteira do meu, decerto para decorar o quarto. Como não fabricam mais as placas velhas, tive que me submeter ao Detran. Daí veio a facada: R$ 200! Achei que estava tudo certo. Não estava, não, as placas custam mais R$ 320 no fabricante, onde a concorrência é grande, mas o preço é o mesmo. Então, numa pegada, morri com R$ 500, e isso porque resolvi enfrentar uma manhã de fila, porque se fosse no despachante seria mais confortável, mas o preço é bem mais alto. Então vem a pergunta: para que finalidade eu pago um IPVA caríssimo todos os anos? Para dirigir em ruas esburacadas, estradas não duplicadas, pra ter vidros quebrados por marginais... Puxa vida, não me conformo. Pensa quanto os Dertrans, em todo o país, arrecadarão com essa novidade? Paulo Roberto Villa O Corvo responde: veículos custam caro. Emplacamento, seguro, multas, manutenção, preço da gasolina, licenciamento, e não para por aí: logo sairá o chip para afixar num espaço que já existe nas placas, e ele não deverá ser de graça. O Corvo resolveu o problema e está superfeliz: vendeu o carro e só se movimenta com veículos de aplicativos. Eles estão disponíveis a todo o momento, os motoristas são prestativos, alguns nos dão até balinhas, e há uma vantagem: de vez em quando dá para tomar um "goró" sem medo de cair em blitze. É de fato um problema sério manter ou possuir um automóvel. Vai ver criam essas novidades para a gente livrar-se dos carros, melhorar o ar e o trânsito... sei lá. Deve haver motivo.   A novela das 9 Então, Corvo, o autor de O Sétimo Guardião está ilustrando bem o estrago que blogueiros irresponsáveis causam na vida das pessoas. Há quem fique envergonhado com a saliva maligna dessas pessoas que vivem de destruir por meio da calúnia, injúria e difamação. Na novela, um pobre pai está se mudando de uma cidade em razão de uma mentira espalhada ao vento. O pobrezinho, homem probo e religioso, está se separando da filha, por estar envergonhado. A arte imita a vida, Corvo; eu conheço gente que sofre, e muito, com essas porquices de pessoas travestidas de jornalistas. Tomara que a novela reforce o que essas atitudes causam na sociedade. LUR (A leitora pediu para não ter o nome divulgado, e por razões óbvias.) O Corvo, que não assiste à novela, responde: a obviedade de não ter o nome publicado se dá pelo fato da perseguição que uma pessoa assim pode sofrer por expressar a opinião acerca dessa escória que insiste em dizer que fofoca e fuxico são jornalismo. Crimes contra a honra destroem famílias, separam filhos dos pais, e há quem não suporte a dor e acabe cometendo até suicídio. E o surgimento da internet tornou-se um oceano para esses aproveitadores. E a verdade é que, lastimavelmente, quem pratica o jornalismo eletrônico sério acaba na mesma vala, porque meios eletrônicos acabam carecendo de credibilidade, mesmo que a enverguem com lisura.   Jesus e a fofoca Ontem alguém narrou uma passagem que seria bíblica, mas o Corvo não teve tempo de pesquisar. O conteúdo, constando da Bíblia Sagrada, ou não, é um ensinamento: uma pessoa, com inveja da vizinha, jovem e bonita, que mantinha a casa limpa, possuía um jardim e os filhos asseados, espalhou um boato medonho: disse que um amante a visitava todos os dias, depois de o marido sair para trabalhar. E o boato foi aumentando, beirando a verdade. A pobre coitada, difamada, quase enfrentou o apedrejamento, mas foi salva pelo marido, que descobriu a fonte do fuxico e aplicou uma coça na fofoqueira. A linguaruda, toda quebrada e com o olho roxo, foi procurar o rabino local, ou seja, Jesus Cristo. Ele ouviu pacientemente a reclamação e depois disse: "Quer saber a dimensão do dano que causou? Escreva tudo o que disse sobre sua vizinha neste papel". A mulher escreveu e, em seguida, o sábio Yeshua (como era chamado Jesus em hebraico) levou-a até a beira de um penhasco e pediu que ela picasse o papel em muitos pedacinhos e o jogasse ao vento. A mulher atendeu o rabinho. Em seguida ele disse: "Agora vá lá embaixo e recolha cada um dos pedaços do papel"! A mulher olhou para os lados e, fixando o olhar em Jesus, respondeu: "Isso é impossível". E o rabino emendou: "Suas invencionices causaram a dimensão dos pedaços de papel espalhados e que agora não podem ser juntados, a honra que foi abalada, jamais, em tempo algum, será reparada". Claro, o Corvo deu uma repaginada no texto. Mas dizem que foi assim que aconteceu. Esse Jesus era um cara porreta!   O Google Corvo, tem navegado no Google ultimamente? Você digita uma palavra e, antes do resultado da pesquisa, aparece uma porção de anúncios vendendo calças, sapatos, automóveis... Por favor, que sacanagem é essa? Tá ruim desse jeito. Marcello Julião Ramos O Corvo responde: os sites de busca estão arranjando uma maneira de comercializar produtos, e isso anda irritando quem estava acostumado com a resposta mais direta. É simples, basta usar o cursor e procurar a primeira resposta, ou aproveitar as dicas e ofertas.