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Protetor O vereador Jorge Soares Ferreira, eleito como Protetor Jorge, precisará de um bom cavalo, armadura, escudo e lança bem comprida para se defender do dragão que ameaça a sua legislatura, ou seja, de uma ação por improbidade dos tempos em que exercia cargo em Santa Terezinha de Itaipu. A Justiça rejeitou um recurso, e a Câmara deve colocar na vitrola a musiquinha da mudança de cadeiras.   Discussão E a mudança, segundo este Corvo apurou, pode possuir um outro pano de fundo, que seria relacionado à eleição da nova mesa diretora. A posição do "Protetor" parecia não agradar a uma ala em disputa, logo encontraram uma saída estratégica: a guilhotina.   ...e tem mais Ao que consta, há outro torpedo em curso, ou que estaria na fase de investigação. O vereador Jorge, como sabemos, era um ativo "protetor" de animais, fama que lhe valeu a eleição. O caso é que, depois de eleito, ele teria mantido caixinhas de acrílico em muitos estabelecimentos, nas quais as pessoas poderiam depositar um troco, moedas e pequenos valores às causas contra o abandono de animais. Até aí tudo normal, se adesivo não mencionasse o mandato. Há uma discussão muito forte sobre esse tipo de colheita, mesmo em campanhas sociais vultosas, quando há parlamentares envolvidos. Em todos os casos, o protetor vai tentar proteger-se.   Bye bye, WT A notícia não causou um solavanco no setor político porque, além de um fato praticamente consumado, já era esperado. Wanderley Teixeira jogou a toalha, resolveu deixar a presidência provisória do PSD em Foz — teoricamente o partido mais poderoso da cidade e do Paraná. Ou isso seria uma estratégia do "Golbery" fronteiriço?   E como isso acontece? Pois é, todo mundo quer saber. Em geral, líderes de agremiações assim crescem junto com a legenda, ainda mais quando há filiados tão ilustres como os recém-eleitos Ratinho Junior, para governador, e Vermelho, deputado federal. Lá também estão o prefeito Chico Brasileiro e três vereadores, Inês Weizemann, Marcio Rosa e João Miranda. Mesmo assim, no leme de um encouraçado poderoso, Wanderley preferiu deixar a chefia da Comissão Provisória do PSD em Foz. Sacou primeiro para não ser afastado ou seria uma manobra para permanecer no barco e ficar de bem com a tripulação? Bom, se até nas tribos mais rivais, nas quais os índios se canibalizam, acabam fumando o tal cachimbo da paz, é perfeitamente possível que aconteça no octógono político.   Não é bem assim Vejamos: Wanderley, no lugar de somar, preferiu dividir; não aceitou de jeito algum o ingresso de Vermelho no partido e muito menos referendou a sua candidatura. Trabalhou contra, declarou apoio ao candidato de Cascavel, Evandro Roman, e, não contente, empurrou outra pessoa para a mesma disputa, o jovem Marcio Rosa. Na busca pelas vagas para deputado estadual, o fracasso foi dilacerante: não conseguiu eleger o Professor Sérgio, mesmo depois da desistência de Inês Weizemann. Se dependesse de Wanderley e a sua chuva de candidatos, Inês deveria permanecer em disputa. Esperta, viu que não dava. Não há, na história de Foz, um estratagema político assim, com resultado tão catastrófico. O ingresso tardio de Marcio acabou deixando fora o Evandro Rogério Roman, o que, de certa forma, enfraqueceu o partido.   De fininho Com a iniciativa de conclamar a formação de uma nova Provisória, Wanderley enviou uma carta ao Ratinho Junior, que deverá deliberar a homologação, ou não, da "Chapa Emerson Wagner", que propõe a nova Comissão Provisória, cujo conceito é "Fortalecer o PSD de Foz com equilíbrio político e inclusão de todas forças". Os membros natos seriam ele mesmo, o Wanderley Teixeira, Chico Brasileiro, Inês, Marcio, Joao Miranda e o Nelsi Coguetto Maria (Vermelho). A presidência ficaria com Eliseu Moura (suplente de vereador); na vice a professora Delia dos Santos Carlos; Antonio Sapia, o secretário-geral; e o Ney Patrício como primeiro-tesoureiro. Wanderley ainda aparece na lista dos "vogais". Assim é o cachimbo da paz. Resta saber quem dará as baforadas.   O cachimbo O Corvo sabe, e qualquer cidadão antenado também, que nenhuma "provisória" ou "definitiva" será apreciada antes de janeiro. Neste caso é melhor lembrar que as pessoas com mandato é que manobram o encouraçado. Uma coisa é certa: Wanderley vai dar uma baforada no cachimbo, mas no dos outros.   Práxis medonha Corvo, que horror, o traficante Marcelo Piloto recebeu uma visita e passou a faca nela? Que loucura. Será que foi mesmo uma discussão ou ele cometeu uma atrocidade dessas para não ser entregue às autoridades brasileiras? O que será que há de tão bom nas cadeias do Paraguai, porque dizem que são piores que os presídios brasileiros. Roberto Maranhão O Corvo responde: parece que a estratégia de Marcelo Piloto é arranjar uma forma de não ser extraditado. Primeiro tenta casar com uma paraguaia, que está guardada em outro presídio; dias depois ele esfaqueia uma prostituta, de apenas 18 anos. Qual será o próximo lance desse personagem que, pelo momento, aterroriza todo o Paraguai? Bom, se nas prisões paraguaias os talheres são de metal, deve haver outras "molezas", diferentemente da vida nos presídios de segurança máxima deste lado da fronteira.   Assaltos Corvo, estou apavorada. Sei de várias pessoas que foram assaltadas nos últimos dias. Em boa parte, as vítimas são mulheres e com crianças no veículo. Dá muito medo sair de casa até para ir comprar pão. Até quando vamos aguentar essa situação? Gabbriela Lancid Vasques O Corvo responde: de fato há muitas ocorrências envolvendo mulheres ao volante. Os assaltantes escolhem as vítimas mais frágeis. Todo cuidado é pouco. O ideal é estar de olho no retrovisor, não circular em horários avançados e o principal: não reagir. Com o endurecimento contra o crime nos grandes centros, muitos bandidos migraram para as regiões de fronteira.   Chuvinha boa Hein, Corvo, depois daquele calorão nos últimos dias, fomos abençoados com uma agradável chuva ao longo do domingo. Que beleza! Mas como será que a prefeitura está preparando-se para o verão — que, sabemos, é chuvoso e quente? Marcílio Gomes Nogueira   Enfim o submarino... ...que difícil, hein Corvo? Um ano para achar um submarino? Pobres dos familiares dos tripulantes. Imagina, tanto tempo sem saber o que aconteceu? Como pode isso? O homem quer ir a Marte, mas não consegue nem vasculhar um dos oceanos de seu planeta? Marco Antonio Brás O Corvo responde: verdade. Ainda falta muito até a humanidade conhecer a imensidão dos mares. A lista de locais desconhecidos é bem longa, cuja vastidão é descomunal. Provavelmente o homem descobrirá e irá até outros planetas bem antes de conhecer o que há nos oceanos. Vá entender!   Atrocidades Seu Corvo, minhas filhas não dormem há uma semana depois que viram na internet as fotos de gatinhos judiados por esses monstros! A foto do animal atravessado por um lápis é chocante. E fica por isso mesmo? E olha que aconteceu bem perto de nós, em Foz do Iguaçu. O que fazer com pessoas assim? Marcia Fernandes O Corvo responde: devemos denunciar pessoas que não tratam bem os animais. É certo que o índice de animais abandonados em Foz é grande, mas isso não quer dizer que não possam ser bem tratados. Há muita solidariedade, ao passo que há sim atrocidades por parte de pessoas sem coração. Maltratar um animal é crime, e casos assim devem ser denunciados!   Casa nova Se por algum motivo os leitores, assinantes, anunciantes e amigos pretenderem ir ao Gazeta Diário, informamos que passamos a atender em outro endereço: na Rua Jardel Filho, 420, lá pelos lados do Parque Monjolo. Ainda estamos em fase de ajeitar a mudança, mas é sempre um inexorável prazer receber aos amigos.   Novos vizinhos A vizinhança é requintada. A nova sede do Gazeta Diário está bem próxima da Mesquita, Colégio Monjolo, Restaurante Castelo Libanês, Hospital Padre Germano Lauck, Receita Federal, Polícia Civil, Supermercado Big, sem contar a infinidade de clientes e amigos na JK e José Maria de Brito.   Novos planos Assim cumprimos mais uma etapa em nosso caminho, objetivando economizar e partir para a construção de uma sede própria, como anunciamos. O projeto está inclusive pronto e devidamente aprovado. Tornou-se impraticável manter uma sede de três andares no centro da cidade, mesmo assim foi um período muito frutífero e fundamental para o fortalecimento da empresa jornalística.