Sergio Moro avalia pré-candidatura à sucessão de Ratinho Júnior
O senador Sergio Moro (União Brasil), virtual pré-candidato à sucessão do governador Ratinho Junior (PSD) em 2026, tem percorrido o Paraná e marcando presença em eventos de grande concentração popular, como Show Rural Coopavel em Cascavel e o Paraná + Cidades em Foz do Iguaçu. Nos encontros com as pessoas, disse que tem recebido “uma grande aceitação da população, que reconhece o trabalho que fiz como juiz, na Lava Jato, como ministro da Justiça e agora no Senado”.
Sergio Moro afirma que está focado em seu mandato no Senado, mas admite que há uma probabilidade sim, de concorrer ao governo do estado em 2026, “quando a decisão definitiva for tomada, vamos anunciar oficialmente. Até lá estamos circulando em Foz, ontem estávamos em Cascavel, no Show Rural, conversando com as pessoas do Paraná para ver o que elas querem do estado”, disse o senador, em entrevista ao GDia.
O Paraná, segundo ele, tem gigantesco potencial para ser o melhor estado do país. “Hoje já tem vantagens em relação a vários aspectos, mas pode ser sempre muito mais”, disse Moro, sempre ressaltando que no momento tem o mandato de senador. “Tenho que trabalhar, faço oposição ao governo Lula, mas acima de tudo temos que proteger nosso estado. Porque em 2026, o cenário nacional ainda é incerto, não creio que Lula se reeleja, mas pode ser que aconteça. O que não pode acontecer é alguém ligado ao PT ser eleito governador do Paraná. Seria um desastre”.
Encontro e aceitação
O senador também comentou sobre como está a aceitação das pessoas nestes encontros pelo estado. “Quando círculo pelo Paraná, recebo muito carinho, bastante atenção das pessoas no caso ontem no Show Rural, semana passada num evento em Curitiba. Então, a gente percebe uma grande aceitação da população”, frisou.
No ano que vem, o Paraná terá duas vagas em aberto para senador. Sobre a composição da virtual chapa de candidatos, Moro disse que “esta é uma questão a resolver adiante”, disse. Pelo menos três nomes de políticos ligados à direita no Estado admitem a intenção de disputar uma vaga no senado – a ex-candidata a prefeita de Curitiba Cristina Graeml (Podemos), o vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins e o deputado federal Felipe Barros (ambos do PL).
Na sequência, Moro voltou a falar da política nacional, destacando que todos devem estar unidos para virar esta página de economia declinante nos últimos quatro anos e previsão de recessão no segundo semestre do ano com alta da inflação e dos juros, “que são responsabilidade do governo Lula”, disse. Ele também falou da preocupação crescente da população em relação a segurança pública e o crime organizado. Sobre o estado, ele diz que não podemos “deixar é, perdermos o controle” e o Paraná “cair nas mãos do PT ou um aliado do PT”.
Ratinho Jr e Foz
Sergio Moro falou ainda sobre seu relacionamento com Ratinho Junior. “Tenho uma relação cordial com o governador. A gente não falou sobre isso ainda e, como disse, há uma probabilidade (de candidatura à sucessão), o anúncio oficial vai vir no momento oportuno, quando a gente bater o martelo”. Sobre um virtual apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ele insistiu que ainda é “muito cedo para dizer isso. Não teve ainda estas conversações em relação a este tipo de tema”.
“No fundo, a gente tem uma proposta, uma ideia para o Paraná e uma probabilidade de concorrer, mas as conversações ainda vão acontecer”, frisou. Em relação à Foz e região, Moro disse que seu mandato tem destinado valores em emendas parlamentares. “Mais de R$ 2 milhões em emendas no orçamento anterior, vamos destinar mais dinheiro agora”, ressaltou ele, informando que visitaria a Marinha, onde destinou verba para aquisição de equipamentos, e ajudar na segurança da região.
- Da Redação