Coluna do Corvo

A aproximação dos 100 dias

A data será na próxima terça-feira, dia 10 de março. Segundo fontes há uma divisão de opinião no governo; uns não querem perder tempo com balanços e coisas do tipo, outro esperam apenas uma avaliação por parte dos secretários. Dependendo o “conjunto da obra”, eis que se fecharão as portas da esperança! É sempre assim, antes de entrarem só faltam clamar “abre-te sésamo”, mas depois da coisa não andar, simplesmente nem olham para trás. Exercício público não é brincadeira, na realidade é gesso, pedregulho, arame farpado. Do lado de fora acham que vão realizar sonhos, mas no batente da conversa é outra. Quem é experiente sabe.

 

O que deu certo?

Francamente, 100 dias ainda é pouco para avaliar, isso só será possível lá por junho, julho, depois de seis meses da governança implantada e olha lá. Não há mágica na implantação de um governo; demora até as peças se ajustarem. O problema é a turba, sempre com pressa, achando que milagres acontecem. Mas segundo um analista, que é vereador meio em cima do muro, o General Silva e Luna teria munição para realizar uma prestação de contas. Vamos aguardar.

 

Novos secretários

Revelaram a este colunista que o exercício de escolha de nomes para as pastas da prefeitura sofreu alguns ajustes. Na primeira fase, o governo aceitou opinião de políticos, partidos, e tudo o mais nos parâmetros da normalidade nas escolhas. A pegada agora é outra, por meio de uma análise mais aprofundada no histórico dos indicados. Se tiver um furinho na meia, já era. Alguns interessados nas vagas estão se antecipando e apresentando projetos inexequíveis; nem em sonho dariam certo.

 

Alinhamento

Outra informação é sobre a linha ideológica. O governo conversa com todos, de centro, direita e até esquerda, mas, na hora de nomear, não há lá muita complacência com a pluralidade. Um exemplo disso é a recente poeira que se levantou em torno de Kalito Stoeckel para a vaga de secretário de Meio Ambiente, deixada por Sérgio Caimi. Ao que parece isso não vai passar do campo da especulação.

 

Ativo no PDT

O ex-vereador, com 1.395 votos na última eleição, recém assumiu a presidência interina do PDT e, isso não encaixa bem na caixa de lápis de cores do governo, em razão da tonalidade ainda bastante avermelhada. Mas há uma outra questão: o povo do governo quer distância de qualquer pessoa que faça lembrar Chico Brasileiro, ainda na tábua dos atiradores de facas.

 

Ecos das “lambanças”

Como pode, um personagem que antes comungava de altíssima expressão popular, ir parar assim no ostracismo? É uma pena, porque o Kalito é um jovem dos bem-intencionados e com muita capacidade. Mas vamos lembrar: ele foi dormir vice de Paulo Mac Donald e até hoje não acordou de um pesadelo. Naqueles tempos, a disputa ainda era muito favorável ao ex-prefeito, com mais de 60% nas intenções de voto, mas foi quando o gato começou a miar: Generauuuuuuuuuuuuu…

 

Ecos das “lembranças”

Um pouco antes, tudo se encaminhava para o Paulo Mac se acomodar na cadeira de prefeito. A costura parecia certa com o empresário Deoclécio Duarte, levando junto o apoio de uma renga de partidos, com gente da direita, centro e esquerda também, coisa que assustava muito o ex-prefeito, em razão do “bolsãonarismo”. Eventos inimagináveis balançaram o coreto. Primeiro o deputado federal Giacobo operando na surdina, trabalhou eficientemente a cabeça do governador Ratino Júnior em favor do candidato General Silva e Luna, lá embaixo nas pesquisas. Vai saber como o seu Fernando articulou manobra assim, no tempo em que o General não subia além dos 16% e Paulo não baixava de 65%.

 

A miada do gato

O fator que ainda poderia segurar os números em favor do Paulo era a proximidade com o governo do Estado, a união de siglas e o foco na campanha, ignorando outros candidatos. Mas o Mac fez tudo ao contrário, não cercou a ratolândia como deveria, deixou partidos aliados escaparem e ainda por cima, permitiu que pessoas ligadas à sua figura, atacassem o oponente. Essa foi a mágica em favor do General. Foi uma maquinação que ainda deixa sequelas.

 

Salvaram-se os mais espertos

Com as decisões políticas do Paulo, as águas se dividiram; a correnteza foi boa para uns e desastrosa para outros. No aspecto positivo, o PT se juntou com o Avante e a dupla Aírton José e Deoclécio Duarte conseguiu emplacar a terceira melhor votação. Fizeram campanha limpa, tanto que hoje mantém portas abertas com todos os segmentos políticos. Deoclécio, por exemplo, deve ingressar no PL e pode ser um indicado para vaga de deputado, pelos menos é o que dizem as fotos mais recentes, ao lado de Giacobo e até o Silva e Luna, brindando um cafezinho.

Isso não é novo

O que acontece é que no assunto da política, o passado pode ser uma caixinha de surpresas para muitos. Deoclécio, lá no início da carreia, já mantinha relações muito estáveis com Fernando Giacobo, e, soube dar a devida manutenção na relação. Taí o resultado.  Em foto antiga, a prova da longa amizade do Deoclécio com o Giacobo.

 

Pelas beiradas

Aírton José, por sua vez, é um bom provador de sopa. Não queima o beiço de modo algum, vai pelas bordas do prato. Na última noite de março (31), o diretório do Partido Socialista Brasileiro (PSB) de Foz do Iguaçu trabalhou para eleger uma nova diretoria, e todos os seus membros deram as caras, sorridentes e esperançosos. O encontro aconteceu no Hotel Foz do Iguaçu. O advogado Iury Raphael de Souza foi eleito o presidente da sigla. Ele disse ao site “NãoViu“: Entrei na política e assumo esse compromisso partidário por que compartilho o amor e a esperança por nossa cidade. Acredito que podemos construir um futuro onde a justiça social seja a base de nossas ações, garantindo oportunidades iguais para todos, independentemente de sua origem”. O fato é que o partido está cheio de planos para o 2026.

 

Cadê o telhado?

Se as chuvaradas de outono estão tirando o sono de muita gente, é de imaginar o sofrimento do povo na UBS da Vila Yolanda, que recebeu grana para reformar o telhado em 2023, e até agora, os buracos só aumentaram. Vamos explicar: procurado por servidores, o deputado Matheus Vermelho viabilizou os recursos e prefeitura, por sua vez, não deu bola e não executou o serviço. Para a desgraça dos usuários e de quem trabalha lá, o teto da Unidade de Saúde desabou na segunda-feira, 31 de março. Puxa vida, isso beira caso de polícia. Até a nova administração ficou de cara quando pediu uma atualização do assunto.

 

Marasmo

É difícil entender como certas coisas enroscam igual pau de enchente nos anais da coisa pública. Quando o deputado recebeu o pedido se socorro “se virou nos 30” e conseguiu encaminhar R$280 mil para a reforma da cobertura, porque era urgente. O valor era mais que suficiente na época. Agora o estrago é muito maior, com a unidade interditada. A antiga administração tratou o assunto em passo de jabuti, não viabilizou toda a documentação para receber o recurso e fazer a reforma.

 

Subiu pelas paredes

Quando o deputado Matheus Vermelho soube do desabamento virou em indignação e largou o verbo: “É uma vergonha o que aconteceu. Eu indiquei o recurso para essa reforma e a prefeitura não operacionalizou. A gente foi atrás e eles não aplicaram. Isso é vergonhoso. A minha parte em Curitiba estou fazendo”, desabafou. O desabafo aliás, viralizou nas redes.

 

Ficou complicado

Quem atua na área pública sabe que o difícil nem é buscar o recurso, mas que para isso é preciso habilidade e estar de bem com o Executivo. Matheus fez a lição de casa, a prefeitura não fez. Agora o molho vai sair bem mais caro que o peixe, porque o valor pode triplicar e, resgatar o recurso é uma operação complicada.

 

Não foi caso único

Matheus lembrou que não foi a primeira vez que Foz do Iguaçu perdeu recursos destinados à saúde. Ele viabilizou mais de R$ 5,3 milhões para o setor. Ocorreu situação similar na unidade UBS no Morumbi, com a viabilização de R$3 milhões, e por pouco o recurso não acabou desperdiçado; o gabinete do deputado precisou trabalhar muito, inclusive com ele conversando com o secretário de Saúde, Beto Preto, para ajudar “a nova administração da prefeitura a tirar essa UBS do papel”, disse.

 

Foco nos processos

“Recurso público é coisa séria. Como representante no legislativo, viabilizo os recursos, esperando que o gestor municipal esteja atento e faça a sua parte, executando o valor, atendendo a cidade e prestando conta, o que também é importante. É triste essa realidade: os profissionais dão seu máximo, lutam para salvar vidas, mas a má gestão se atrapalha e faz dessas”, disse a este colunista.

 

Eita festerê!

“Até que enfim Foz do Iguaçu foi parar nas novelas da Globo, demorou hein? Uma cidade com tantos cenários maravilhosos, sempre de fora das tramas”, escreveu Glória L. S. Santos. Acontece que faz bastante tempo, a cidade já apareceu na mesma novela e, na época, atores vieram festejar o lançamento com a população, como foi o caso da dona Regina Duarte, que deu o ar da graça em coquetel no Hotel Internacional. O enredo é o mesmo, com caras diferentes e os cenários eletrônicos. Remake. Mas elevando as tecnologias 8k, as imagens são espetaculares. Pena que só durou pouquíssimos dias na telinha.

 

Pela cidade

Durante o período de gravações alguns atores se esbaldaram pelos atrativos, lojas, restaurantes e foram até participar de churrasco na casa dos moradores. Nisso Foz faz mesmo a diferença, quando o assunto é hospitalidade. Dizem que teve celebridade visitando até a barranca do Rio, em área não recomendada. Mas localidades às margens do Paranazão, se comparadas com alguns locais do Rio de Janeiro, são pitorescas e tranquilas.

  • Por Rogério Bonato

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *