Vermelho fica desolado com prejuízos  nas lavouras do Oeste e Sudoeste


- Por: Redação 2

Vermelho fica desolado com prejuízos  nas lavouras do Oeste e Sudoeste
Mesmo durante o recesso parlamentar no Congresso Nacional, o deputado Vermelho continua trabalhando; perdas em função da seca já chegam a 80% na região e deputado faz apelo ao governo

Depois de um breve descanso, o deputado federal Vermelho iniciou a semana com uma peregrinação pelo Oeste e Sudoeste do Paraná e constatou o panorama desolador nas lavouras de soja, milho e feijão, provocado pela estiagem severa e o calor intenso. 
“Me aperta o coração ver as plantações de soja e milho destruídas pela seca. Eu, que venho do campo, sei o que é perder uma safra por causa das intempéries porque o trabalho pesado de um ano inteiro está comprometido. Vejo agricultores passando as máquinas no que restou da produção para fazer forragem aos animais, o panorama é desolador”, diz o parlamentar. 
“Eu vi muitos produtores rurais observar o desastre e ir às lágrimas”. Vermelho já conversou com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que virá a região nesta quinta (13) para visitar lavouras e conversar com lideranças.
 “De início, será preciso prorrogar as prestações para o agricultor se restabelecer e produzir ainda mais nos próximos anos, porque ele não terá dinheiro para pagar as parcelas de financiamentos”, acrescenta. 
No final da semana passada o deputado conversou com o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara.  Ele adiantou que os prejuízos, até o dia 5 de janeiro, já chegavam a R$ 20 bilhões. 
Perda total
“Na oportunidade, o Ortigara me disse que as perdas de soja chegaram em 65% no oeste e 73% no sudoeste paranaense, além de quebra de 55% do milho no oeste e 64% no sudoeste. Nessa romaria que estou fazendo, constatei que as perdas na região já passam de 80% e, em alguns casos, a perda é total”, diz Vermelho, entristecido. 
O Paraná é o maior produtor nacional de feijão e o segundo de soja e milho. “A situação é ainda mais complexa, pois sabemos que a quebra da produção vai alterar os preços dos alimentos”, diz o deputado. Ele recorda que uma estiagem como essa ocorreu na safra de 1985/1986.  
Na conversa com Vermelho o secretário da Agricultura disse que o governo do estado está fazendo contato com seguradoras para tentar acelerar as aferições e indenizações. O deputado destaca que além de renegociar as dívidas, o governo federal precisa acelerar o processo de avaliação de Proagro, de seguro, para quem tem direito. 

Da redação com assessoria

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