Seo Mendonça


- Por: Redação 1

Seo Mendonça

André Mendonça se safou da sabatina no Senado e deve assumir vaga no STF. Em sua fala, se comportou muito diferente do rótulo e convenceu. É uma pessoa preparada, conhecedora das Leis e não deve ser pautar por ideologia nas decisões e sim pela Constituição. Deixou isso claro quando lhe perguntaram sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexto. Pessoalmente, em razão da doutrina evangélica pode ser contra, mas terá que rezar a carta constitucional. 

Intolerância
Mencionando religiões, o Brasil está sofrendo uma onda de depredações. Mesquitas, templos umbandistas e até mesmo igrejas católicas são invadias, com objetos queimados. Isso põe os fiéis de plantão, porque se imaginam em risco. Eventos em que há o propósito da intolerância, nunca acabam bem. São caso de polícia e devem ser tratados assim. 

Tabuleiro
Como os leitores já sabem, o setor de transporte público da cidade atravessa um momento de tensão. Aqui entre nós, quando é que isso foi diferente? Mas o fato é que alcançamos o limiar de uma partida de xadrez, onde restam poucas peças no tabuleiro, com um dos lados prontos para levar um xeque-mate. Ontem a prefeitura de Foz fez uma publicação no Diário Oficial relatando todo o imbróglio desde a licitação para o transporte, fruto do contrato 135 de 2010. Ele vence ao completar 15 anos, portanto em 2025. Tudo leva a crer, que está nos planos do Executivo Municipal, antecipar o vencimento.

Jogadas decisivas
Na queda de braço entre prefeitura e empresas que compõem o Consócio Sorriso, qualquer piscar de olhos pode resultar em demanda negativa, ou positiva, depende muito das partes. O embate foi narrado no Diário Oficial, ou seja, documentado. Pode-se dizer, que há uma nova peça a ser utilizada na encrenca e, embora a história narrada por um dos lados, no caso a prefeitura, o “relatório” incorpora situações desfavoráveis às empresas, mediante o Processo Administrativo Nº 28.958/2021. 

O relatório
O Corvo, francamente, ficou com vontade de publicar a peça administrativa, ela é até relativamente curta e podemos notar que o prumo da discórdia ocorreu com a pandemia. Notificadas, as empresas alegaram em defesa, “em apertada síntese” que, “em razão da pandemia, houve redução drástica do número de passageiros, afetando o faturamento. Aduziu que tal fato implicou em completo desequilíbrio econômico-financeiro da concessão, mas o Município não adotou as providências necessárias para a regularização da situação calamitosa. Foi o que sustentou o Consórcio Sorriso.

Subsídio
Para as empresas, haveria “a necessidade de subsídio tarifário ao transporte público, de forma a assegurar a continuidade do serviço”, mas, segundo relatam, isso não foi atendido pelo Poder Público”. As concessionárias usam a mesma tecla: “o problema do transporte coletivo em Foz do Iguaçu não é de gestão das empresas, mas sim da falta de receita tarifária e que eventuais falhas na prestação do serviço não podem ser imputadas exclusivamente ao Consórcio Sorriso”.

E a prefeitura? 
O relatório aponta falhas como a diminuição da frota operacional em 2020 e todo um histórico da prestação do serviço, segundo o documento, “um modelo de prestação (de serviço) ineficiente e de baixa qualidade. Mesmo após a intervenção de 2019”. “Tal atitude é tão grave, generalizada e infensa, que se enquadra nos incisos I e II do art. 38, §1º, Lei 8.987/95, incorrendo diretamente nas hipóteses legais de caducidade. Ou seja, a redução da frota, além de caracterizar inexecução contratual, demonstra a deficiência da prestação dos serviços por parte da Concessionária”, destaca um dos parágrafos.  

A tarifa
Como sabemos, o setor vive o impasse de um aumento tarifário. As empresas querem o reajuste para R$ 5,10, mas o governo não ultrapassa o valor de R$ 4,70. Ao que consta isso é uma conversa que já ficou no passado, ou seja, passou do tempo. Tudo indica que o governo não vai autorizar o aumento e assunto será decidido na Justiça, mais uma vez. Pode ser, o relatório nem fará também parte dessa discussão. Mas não deixa de ser uma azeitona na empada da prefeitura e um osso no angu das empresas. Tomara os usuários não engasguem nem com um e menos ainda com outro. Para chegarem a um acordo, terão que se desarmar e mais uma vez, encarar uma conversa das difíceis. Eis o panorama. 

Edivaldo se movimentando 
O vereador Edivaldo Alcântra vem recebendo holofotes na Câmara, diante da atuação no seu setor de origem, o Transporte Coletivo. Relembrando, ele foi motorista por muitos anos. Edivaldo também legisla em outras áreas, como é o caso da Cultura. Segundo consta, ele tem feito reuniões na área cultural e defendido muitas manifestações no setor, e, como não deixaria de acontecer, isso gera alguma ciumeira. 

Emprego 
Outra área que Edivaldo planeja atuar é a economia, emprego e renda. É assinado pelo vereador um projeto que busca acabar com "preconceitos" na contratação de pessoas em empresas terceirizadas da Prefeitura e da Câmara. Ele quer garantias para a alocação de mais jovens e LGBTs. 

Inglês e Espanhol nas escolas
Passou pelo Plenário da Casa de Leis, o projeto da "educação trilíngue", uma autoria do vereador Adnan El Sayed. Apesar de ser uma obviedade, o ensino de inglês e espanhol não seria realizado como manda o figurino nas escolas municipais. Alguns professores discordam e o projeto pode gerar polêmica. Mas o motivo dessa polêmica não ficará por conta do corpo docente, e sim, pela fama de "briguento" do Adnan, o que faz de seus projetos alvo de represália dos colegas. To be or not to be… 

O Embaixador na área 
Ibrahim Alzeben, embaixador da Palestina do Brasil, está cumprindo um roteiro de visitas, como não deixaria de acontecer. Na terça-feira ele esteve na abertura do documentário que aborda a Causa Palestina. Na quarta-feira, visitou a Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, no Jardim Central. Ontem foi recebido na Câmara de Vereadores. Tomara sobre um tempinho para ver as Cataratas, Itaipu e quem sabe, prestigiar a bela decoração de Natal que foi inaugurada. 

Luz na passarela 
Todos sabemos que o Plenário da Câmara é um desfile de egos, em menor ou maior escala. O que acontece é que muitos parlamentares sofrem com o esvaziamento da Casa, onde o povo só vai quando há projetos polêmicos. No dia a dia, há mais mosquitos que gente. O Corvo descobriu que uma nova modalidade está a caminho: um assessor de vereador comentou pelos corredores, que seu chefe está organizando excursões a partir de 2022, levando torcida nos dias de plateia vazia. Uma van com dez lugares faria várias viagens carregando o povo, com direito a portar bandeiras e até     “vuvuzelas”. Os “excursionistas” serão orientados a aplaudir o seu "vereador", vaiando os outros. Que barbaridade! É a democracia! 

Ciclovias 
O vereador Cabo Cassol, que é policial militar, vai bem além da segurança pública, debatendo temas mais "amplos”. Ele apresentou dois requerimentos sobre as condições da ciclovia da Av. Andradina. Se pedalasse, formalizaria outros requerimentos. Muito ciclistas garantem que o maior problema na zona norte da cidade nem são os buracos e sim a quantidade de cachorros ferozes soltos, mordendo as pernas dos ciclistas e os pneus das bikes. 

Distanciamento da base eleitoral
Em geral, os vereadores se elegem por meio de uma base, causa. O fato é que isso vai "mudando" no percurso legislativo, ao longo do tempo. Isso vai de protetora de animais que debate obras, policial que debate saúde, economista que discute educação e assim vai. Errados eles não estão, porque são os fiscais do povo e é justamente a população que avalia e com calma o que é demanda e o que é lantejoula. Tomem tento. 

O Corvo falou e disse
Prezado colunista, depois da cutucada, apontando que nem o prefeito e nem o vice tem aparecido em atos públicos, o delegado Francisco Sampaio, apareceu na Câmara, para prestigiar o embaixador da Palestina. Esse Corvo é danado!
Paulo R. C. Vasconcelos

O Corvo responde: prezado, autoridades possuem agendas e tanto o Chico como o seu vice, o delegado homônimo, já tinham compromissos para as ocasiões em que o embaixador estava presente. Vale aqui a reparação. 

Noveleiro
Corvo, tenho lido as suas notas sobre a novela “Nos Tempos do Imperador” e comungo da sua preocupação. É uma situação bem tormentosa, mesmo muitos anos depois, porque hoje, o Paraguai é mais do que vizinho, é sócio. Em outra análise, Francisco Solano Lopez é um herói da nação, com direito à vários monumentos e um panteão. Tomara os autores façam justiça em algum lugar. Mas veja Corvo, é “Chico” para todos os lados, desde o Lopes até o prefeito de Foz e o vice. E que coisa, olhando a história, sabe qual o nome do soldado que atirou no marechal Lopes? Chico Lacerda, vulgo “Chico Diabo”. Coincidência hein, o mesmo nome do prefeito. 
J.A.B (O leitor pediu para não publicar o nome). 

O Corvo responde: prezado, uma coisa nada tem com a outra, mas seu comentário ilustra o ambiente folclórico e não o histórico. O conflito sul americano foi trágico, um genocídio em todas as frentes. Morreram quase 500 mil pessoas e as maiores baixas estão entre brasileiros e paraguaios. O fato é que muitos civis perderam a vida, sobretudo mulheres e crianças. É uma página negra na história do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Muitos podem não concordar, mas é a opinião desde humilde colunista, muito chegado em revirar a história. Guerras são gloriosas para os vencedores, mas dramáticas para os envolvidos e suas decorrentes vítimas. 

Sem Carnaval
A nova variante pandêmica causou a primeira baixa nos eventos populares para p ano que vem, quando já se esperara que tudo ficaria em paz e no ritmo de normalidade. Não teremos o Carnaval de rua, em verdade, a única manifestação que havia na cidade, uma vez que os clubes deixaram de realizar esses eventos.
 

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