Senad termina operação que destruiu 476 toneladas de maconha


- Por: Redação 1

Senad termina operação que destruiu 476 toneladas de maconha
Acampamentos, maconha picada e sementes foram incinerados

A Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), divulgou nesta quinta (9) o balanço de mais uma operação contra a plantação e o tráfico de maconha, culminando com a destruição de 476 toneladas da droga.
A operação durou 10 dias e foi realizada nos departamentos de Canindeyú e Caaguazú, dentro e cercanias da reserva natural de Morumbi, onde o cultivo de maconha é muito grande.

De acordo com a Senad, o prejuízo causado as traficantes foi de US$ 14,3 milhões. Além dos agentes da Senad, participaram da operação o Ministério Público, Força Aérea, Secretaria do Meio Ambiente e Comissão do Senado contra o narcotráfico.
Durante as incursões terrestres e aéreas ao longo de 10 dias, a força tarefa destruiu 155 hectares de plantação de maconha e 19 acampamentos, preparados com toda a logística para armazenar e processar a droga.

Também foram encontrados e incinerados 11,8 mil quilos de maconha picada, cinco quilos de maconha prensada e 165 quilos de semente. Essa foi uma das operações de maior sucesso nos últimos anos.

Em nota divulgada em seu site, a Senad disse que as operações visam inibir a plantação de maconha em território paraguaio e acabar com o ingresso de organizações criminosas que estão invadindo reservas florestais para plantar e processar maconha.
A reserva florestal do Morumbi possui uma extensão total de 25 mil hectares. Nos últimos anos as organizações criminosas estabeleceram suas bases de produção de maconha nesta reserva por ser um lugar inóspito e de difícil acesso.

Nova Aliança
Em outras incursões, o Paraguai também contou com o apoio da Polícia Federal Brasileira, dentro de um convênio firmado no âmbito da Operação Nova Aliança.
No ano passado, dentro dessa cooperação internacional, foram destruídas mais de 3 mil toneladas de maconha, uma quantidade inédita que superou a destruição nos anos de 2017 e 2018.


Adelino de Souza
Foto:: Senad

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