Segurança que matou juíza disse que estava possuído pelo satanás


- Por: Redação 1

Segurança que matou juíza disse que estava possuído pelo satanás
A juíza Diana Meireles Duarte foi morta dentro do Fórum

Em sua primeira entrevista à imprensa, o segurança do Fórum de Hernandárias, Wilson Scappini Villalba, disse que na hora que decidiu eliminar a juíza Diana Meirelles Duarte, estava “possuído pelo demônio”. A magistrada foi assassinada com golpes de pedra na cabeça e sofreu traumatismo craniano.

O acusado também confessou que fazia uso de crack e de bebidas alcoólicas no próprio local de trabalho. Ele era segurança de uma empresa privada e trabalhava aos sábados e domingos, quando a Polícia Nacional não prestava esse serviço.

Villalba fazia a segurança patrimonial, para evitar roubo ou depredação do Fórum. As autoridades procuram saber o que a juíza foi fazer no Fórum em um sábado. Provavelmente havia excesso de serviço ela queria adiantar o expediente.

As autoridades já ouviram várias pessoas. Pelos depoimentos, é provável que a juíza estivesse “no lugar errado e na hora errada”. É que horas antes de assassinar a magistrada, o acusado recebera  duas mulheres para “favores sexuais”. As duas foram detidas.
Ele também encomendou bebidas alcoólicas e drogas que foram levadas por alguns amigos. No local do crime foram encontradas pequenas quantidades de drogas e garrafas de bebida alcoólica.

Uma das linhas de investigação é que ele teria matado a juíza por temer que ela viesse a descobrir suas falcatruas e denunciá-lo perante a empresa terceirizada.

Aa promotora Natalia Montania disse ao canal C9N que quando a juíza saiu de seu gabinete para ir embora, Villalba foi ao seu encontro e a golpeou fortemente na cabeça com uma pedra. A Corte Suprema de Justiça informou que a segurança será reforçada nos tribunais de justiça do país.

Vulnerabilidade
A Federação Latinoamericana de Magistrados emitiu uma nota condenando o crime e exortando as autoridades policiais a oferecer maior segurança aos magistrados, promotores e oficiais de justiça.
A Federação destacou que o crime ocorreu nas dependências do Fórum de Justiça e que isso demonstra a vulnerabilidade do sistema de segurança nas cortes de Alto Paraná.


Da redação

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