Saiba como funciona a cirurgia a laser para a retirada de pedras nos rins


- Por: Reciel

Saiba como funciona a cirurgia a laser para a retirada de pedras nos rins

Atualmente este é o tipo de cirurgia mais usada e as vantagens deste procedimento são inúmeras, minimamente invasiva com rápida recuperação e o período de internação reduzido Os procedimentos minimamente invasivos são os mais utilizados atualmente para a retirada de pedras nos rins e incluem: nefrolitotripsia percutânea e ureterolitotripsia. A cirurgia a laser realizada pela região lombar, próxima da costela – nefrolitotripsia percutânea é para pedras um pouco maiores, onde através de uma punção direta no rim chega-se ao cálculo, e a partir de uma pequena abertura na pele, introduz-se aparelhos que fragmentam e removem a pedra. Na cirurgia a laser pela uretra – a ureterolitotripsia, cirurgia para pedras menores, é introduzido um aparelho endoscópico muito fino e flexível pela uretra, com o qual o médico pode aplicar o laser diretamente nos cálculos renais. As pedras são então fragmentadas e retiradas com pinças. Após a aplicação da anestesia geral, uma pequena câmera, chamada ureteroscópio, é inserida ao longo da uretra, bexiga e dentro do ureter, através dela o cálculo será localizado. Um cabo de fibra ótica ultrafino é colocado no ureteroscópio, carregando consigo um laser bem pequeno. O raio contínuo do laser é disparado sobre os cálculos, fragmentando-os em micro pedaços, que conseguirão ser expelidos nas próximas urinas. Atualmente este é o tipo de cirurgia mais usada e as vantagens deste procedimento são inúmeras, principalmente por ser minimamente invasiva, o que inclui rápida recuperação e o período de internação reduzido, que não passa de 24 horas. Após esse período, o paciente pode ir para casa tranquilamente, apenas utilizado um cateter duplo interno, retirado poucos dias depois, quando ele poderá retornar às atividades do cotidiano normalmente, explica o médico urologista Dr. Gustavo Cruz de Foz do Iguaçu, PR. A litotripsia a laser é indicada para cálculos renais que, mesmo sendo muito pequenos, não conseguem ser expelidos naturalmente, pois ficam presos no ureter antes de chegarem à bexiga. O fato de bloquearem a uretra também dificulta ou impede totalmente a micção. A tecnologia traz mais segurança e conforto ao paciente que hoje dificilmente será submetido a uma cirurgia aberta convencional, por exemplo, que até já está em desuso, inclusive (aquela onde o rim era aberto para que as pedras fossem retiradas nos casos de cálculos coraliformes - pedras ramificadas que se moldam aos contornos do rim); assim também como as ondas de choque – a litropsia extracorpórea, onde os cálculos renais eram quebrados com ondas de choque através da pele, as pedras se quebravam em pedaços pequenos e depois eliminados na urina. Os cálculos renais, também chamados de litíase renal, e popularmente conhecidos como ‘pedras nos rins’, afetam até 10% da população. Quando um desses cálculos passa para o ureter (o canal que transporta a urina entre os rins e a bexiga) desperta uma crise de dor intensa, a cólica renal. Além de provocarem dor, estes cálculos podem comprometer o funcionamento dos rins por isso é sempre importante enfatizar a necessidade de consultar um médico para realizar o diagnóstico e, senecessário for, o tratamento mais adequado, finaliza o médico especialista, Dr. Gustavo Cruz. D r. G u s t a v o C r u z também está no Instagram @dr.gustavocruz Visite o site e deixe suas sugestões de assuntos para serem abordados por aqui www.gustavocruz.com.br   Dr. Gustavo Zepka Cruz Médico Urologista graduado pela Fundação UFRS, Residência médica em cirurgia geral no hospital São Vicente de Paulo/RS e Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Também foi Preceptor da Residência Médica de Urologia do Hospital Central da Aeronáutica. Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e Membro da Sociedade Europeia de Urologia.

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