Saia justa


- Por: Redação 1

Saia justa

Não deve ser fácil para um governo tomar a decisão de apertar nas medidas restritivas, ainda mais em ano eleitoral. Com uma onda tão grande contágio, nunca que poderiam autorizar um show, com artista famoso. Sábado quase mil contágios (882 + os não notificados) e no domingo, um show? 

Perigo... perigo...
A situação é bem perigosa, sobretudo aos não vacinados, porque eles é que podem acabar causando os decretos restritivos. São potenciais transmissores, além do mais, vulneráveis ao vírus e suas consequências; são os prováveis futuros internados nas UTIs. Os recintos caminham para os 50% de ocupação. É isso que regula o ânimo da prefeitura, em flexibilizar as restrições. 

Não notificados 
Com a vacinação, os números de internações e óbitos caíram. Isso causou uma sensação de liberdade bem acima da realidade. As pessoas estão literalmente ignorando a covid-19. Muita gente sequer se preocupa em testar, para saber se está infectado ou não. Estima-se que há um número muito grande de contaminados à solta, sem cumprir isolamento.

#partiu aglomerar!
E é para ver onde chega a cara de pau de algumas pessoas, em se darem ao trabalho de falsificar certificado de vacinação, com a intenção frequentar shows, ou partirem para a aglomeração É caso de polícia e um “descaso” com o próximo. A variante Ômicron é uma roleta russa, pode nem ser percebida, porém ainda é um mistério para a ciência. O ideal seria a população não dar mole para a doença, porque a esta altura, todos aprendemos que o vírus é letal e deixa sequelas.   

Não cola
Há quem faça falsificação de tudo, acreditando que autoridades não possuem meios de conferir. Ledo engano. Com a digitalização, todo fiscal possui acesso aos dados e é aí que a coisa vai complicar. 

“Não vou vacinar”
Foi o que o Corvo ouviu uma mãe dizer ao caixa do mercadinho. E lá estava ela, sem a máscara, com a criança no colo, totalmente exposta. E quando começou a destilar as razões, muita gente ficou roxa de raiva. Dá-lhe política, informações distorcidas fruto de notícias falsas, efeitos colaterais impossíveis de acontecer, e o tal “ouvi dizer”, isso e aquilo. Pior que o sintomático do vírus é a ignorância coletiva. Pelo visto essa doença será difícil de vencer.  

Autotestes
Eles ainda não são liberados no Brasil, mas isso deve acontecer, levando em conta a procura. Um farmacêutico amigo informou que todos os dias muitas pessoas passam pelo seu estabelecimento perguntando pelos autotestes para covid-19. O problema é saber se as pessoas farão o procedimento corretamente, porque ele é louco de chato, precisando enfiar um uma vareta de cotonete até as profundezas das narinas e garganta. Urg! Sem cutucar as cavidades direito, o resultado pode ser enganoso. Na visão deste Corvo, seria um avanço liberar os testes, mas pela gravidade do momento, é melhor deixar por conta dos enfermeiros.   

Preços
Seo Corvo, se tiver criança em idade escolar vai levar uma descarga elétrica 220, na hora que conferir os preços dos materiais escolares. Tudo subiu, do lápis ao caderno. Resmas de papel então, nem se fala. Lá vamos nós, encarar outro parcelamento até o final do ano. Só assim para comprar material para os três filhos. Ainda bem que eles não são chegados em coisas caras.
Mariane L. F. Hartmann

O Corvo responde: até quem está em busca dos “vales” ou o “Cartão do Material Escolar” está se queixando, porque segundo informações, os pais ainda precisam desembolsar algum dinheiro. A vida é isso, o povo parcela troca de óleo, o peru de Natal, a roupa de passar ano novo, o IPVA, o IPTU, o bacalhau e os ovos da Páscoa, a vida é um parcelamento contínuo e, com isso, o endividamento, depois a inadimplência, mais tarde o protesto e La Nave Vá! 

Sorveteria
Corvo, concordo em número, gênero e grau sobre o que foi escrito sobre uma sorveteria da cidade. Sou um “tarado” pela arte da “gelateria”, a que propõe a técnica de copiar o que os italianos conseguem fazer, quando o assunto é sorvete, diga-se uma instituição naquele país, além de outras façanhas gastronômicas. Sou um dos melhores clientes da casa em questão e não reclamo dos preços, mas ultimamente, do atendimento, que deixa muito a desejar. Quando é o dono ou a família que está no balcão, tudo supera os 100%, mas os colaboradores são fracos. De onde se viu primeiro mexer com dinheiro e depois ir manusear a casquinha e sorvete, sem higiene?
Gustavo M. F. Robertson

Gelateria
O interessante dos seus comentários querido Corvo, é que eles não prejudicam em nada o “negócio” de vender sorvetes. Pelo contrário, acabou fazendo mais uma propaganda. Mas o fato é que desejo comentar, que o sorvete artesanal é diferente daqueles que são produzidos industrialmente. Requerem mais preparo, até na hora de servir. Note que ao montar a casquinha, o atendente precisa macerar o “gelato” várias vezes para que ganhe a consistência ideal, por isso o preço é diferenciado. Bom, por tratar-se de um negócio comercial, os proprietários devem dar os seus pulos para resolver os problemas com atendimento. 
Mauro J. V. Santos

O Corvo responde: eita povo que gosta de sorvetes hein? Poucos assuntos renderam tantos comentários com o atendimento da sorveteria. Por um lado, é bom, mostra que a cidade se preocupa com os bons locais. Tomara os atendentes não sofram as consequências, pois não há nada que um treinamento não resolva. O ramo da gastronomia é assim, requer qualidade em todos os aspectos, do feitio à entrega e por isso, o pessoal deve se preparar. Mudando de assunto, o Corvo adora o sorvete de pistache de lá! É campeão!    

Corvo bonzinho
Prezado colunista, você foi muito cordial ao publicar o desabafo de um membro da comunidade árabe, se queixando de seus comentários a respeito do transplante usando o coração de um porco. Eu li o que escreveu e entendi o tom de humor, eticamente correto, sem macular ou ofender, em momento algum, os nossos patrícios. Pelo contrário, deu foi uma aula sobre os preceitos. Não houve zombaria ou o que justificasse o esperneio. De qualquer maneira, o mundo está meio sem graça; as pessoas estão se tornando carrancudas e isso dificulta o “IHAF”, “Índice Humano da Alegria e Felicidade”. 
Lourival G. H. Antunes

O Corvo responde: este colunista não recebeu o “puxão de orelhas” do amigo Mohamad Barakat como reclamação e sim, respeitou o contraditório, afinal, foi um grande feito da ciência. O que o Corvo fez, na ânsia de saciar os leitores com um pouco de humor, foi citar preceitos e se precipitou em abreviar o tema envolvendo árabes e muçulmanos, há diferenças que precisam ser respeitadas. Esta coluna é muito democrática e reconhece quando pisa no tomate. Aqui vai um grande abraço à colônia árabe de Foz, onde este colunista cultiva uma legião de amigos!        

Calorão
A situação é escaldante e durante a madrugada inclusive, o que se traduz em dormir enrolado em toalha molhada, bacia de gelo na frente do ventilador, ou levar o colchão para a frente da geladeira. Tudo para escapar do ar-condicionado ligado. Não há escapatória, Verão é sofrimento para muita gente. Difícil saber o que é pior, o calor ou o frio, o caso é que os dois andam matando. A temporada vai entrar na lista das mais quentes das últimas décadas. 

Deserto
Muitos aposentados curtem fazer um jardim e a vovó do Corvo está depressiva em ver as plantinhas sofrendo com o calor, sem poder aguar, por causa da crise hídrica. Se vira com bomba de “flit”, oferecendo um chuvisco para as margaridas. Chuva que é bom, só por quinta-feira, ainda assim passageira. 

Beira de rio
Corvo, está difícil saber onde curtir um bronze, se nas prainhas, infestadas de piranhas, dentro e fora da água, nas beiradas dos riachos, cheios de lixo, ratazanas e tétano; nas barrancas do Paranazão, onde o calor das pedras derretem os órgãos internos da gente. Meu fígado praticamente escorre, de tão quente as rochas. O que fazer hein? Agora andam dizendo que acontecem explosões solares, pensa? 
Marilda G. Pereira

O Corvo responde: prezada, as explosões do Sol ocorrem e afetam inclusive as comunicações. A frequência nas margens dos rios preocupa as autoridades, porque muita gente resolve se banhar e há risco de afogamentos. É preciso atender alguns padrões de proteção, cobrindo a pele, evitando males maiores como queimaduras e até mesmo o câncer. Dá-lhe protetor solar, indispensável e caríssimo também.


 

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