Rodoviários se reúnem hoje para definir ações da categoria em Foz


- Por: Redação 1

Rodoviários se reúnem hoje para definir ações da categoria em Foz
Rodoviários tentaram paralisação do transporte público no dia 30 de junho, mas a ação foi cancelada pela quarentena restritiva 

Membros do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu se reúnem hoje (15) para definir as próximas ações da categoria no município. Depois da tentativa de paralisação, no dia 30 de junho, os trabalhadores querem definir medidas que garantam a quitação integral dos haveres trabalhistas. 

A greve não entrou em vigor por conta do decreto estadual, acatado pelo município, que impôs a quarentena restritiva até 14 de julho. A categoria discutirá agora se dará prosseguimento à paralisação ou adotará outras medidas que coloque em dia os pagamentos atrasados de salários, férias e direitos rescisórios. 

“Nós suspendemos a greve devido ao decreto estadual da quarentena. Nesses dias a Justiça bloqueou R$ 500 mil da conta do Único e da bilhetagem eletrônica e repassou aos trabalhadores esse montante. O valor foi dividido entre todos, mas foi insuficiente para quitar todos os débitos pendentes. No nosso cálculo faltou ainda em média R$ 700 mil”, contou o presidente do Sindicato dos Rodoviários em Foz (Sitrofi), Rodrigo Andrade de Souza. 

Por conta da quarentena as negociações com as empresas foram interrompidas. Os trabalhadores esperam agora a retomadas das reuniões e das negociações para colocar em dia os direitos da categoria, tanto para quem está trabalhando, como para quem foi demitido. 
De acordo com o presidente dos rodoviários, o sindicato já está entrando novamente com uma ação para o bloqueio de bens e valores. Os detalhes serão discutidos na pauta dessa quarta-feira. As decisões e novidades devem ser divulgadas nos próximos dias.

“As empresas alegam que antes da pandemia transportavam 1.300.000 passageiros e que agora transportam apenas 400.000. Esses números demonstram claramente que o sistema entrou em colapso e as autoridades públicas não são capazes de discutir o assunto com a responsabilidade que o momento exige”, explicou. 

Demissões em massa
Além dos pagamentos atrasados, outra preocupação do Sitrofi é a demissão em massa de funcionários, que vem ocorrendo desde o início da pandemia. Segundo o presidente Rodrigo Souza, mais de 200 motoristas e cobradores já foram demitidos nos últimos três meses.  
As empresas não precisam mais fazer a rescisão dos contratos no sindicato, mas o Sitrofi afirma que acompanhará de perto todos os processos para garantir que os trabalhadores recebam os direitos da forma correta. 

“Ontem (14) começaram a fazer as rescisões trabalhistas e já houve alguns relatos de que estão querendo parcelar. Alguns trabalhadores também reclamaram que faltou aviso prévio. Agora nós vamos acompanhar de perto essas rescisões, fazer os cálculos e ver as medidas que serão tomadas”, disse o presidente da categoria, Rodrigo Souza. 

Segurança
Outra questão que será debatida na reunião de hoje é a segurança dos trabalhadores na pandemia. Conforme o Sitrofi ainda não houve registro de contaminação na categoria pela Covid-19, mas o sindicato pede uma maior atenção, com a higienização correta do Terminal de Transporte Urbano e dos veículos. Os trabalhadores também condenam a adoção de transportes alternativos. 


Da redação
Foto: Arquivo GDia 

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