Preparação


- Por: Redação 1

Preparação

Segundo o Corvo ouviu de várias autoridades, existe, mesmo que distante, a possibilidade de implantação de um lockdown nacional. Uma evidência, seria a vacinação das forças de segurança. Parar o país por duas semanas estava nos planos do novo ministro da Saúde Marcello Queiroga e a medida foi comentada nos primeiros contatos dele com o presidente Bolsonaro, que é declaradamente contra o bloqueio das atividades em qualquer espaço de tempo. 

O que reduz o contágio? 
Ainda não é a vacinação e muito menos os tratamentos precoces com cloroquina, invermectina e drogas condenadas pela OMS. Reduz a ação do vírus, efetivamente, o distanciamento social, e o fato do cidadão se proteger usando máscara e lavando as mãos, higienizando tudo o que entra em seu ambiente. O alívio no contágio se dá aos decretos das últimas semanas. Há quem creia que o resultado, pode ter mexido com a cabeça do presidente e ele, para se mostrar mais eficaz no combate ao coronavírus, perante as autoridades mundiais, pode mudar de ideia quanto ao lockdown. Será? Bolsonaro já mudou de ideia em outras coisas; se possuir dados convincentes nas áreas da economia, poderá concordar, afinal de contas, os cientistas discursam que trancando a população em 15 dias, há a possibilidade de banir a Covid-19 do território nacional. 

Estratégia
Quem entende do assunto, dá a seguinte receita: parar o país no período de 15 dias, tentando obter pelo menos 60% de adesão da população; enquanto isso, a produção de vacinas gerará estoques, ao passo que o contágio será muito reduzido. O país faria o que chamam de “stand-by”, como houvesse férias coletivas e todo mundo resolvesse ficar em casa. Passado o período, dá-lhe vacinação no povo, com a meta de 1,5 milhão de imunizados ao dia. Uma ação assim, ajudaria em muito a recuperar o país e curto espaço de tempo.    

Possibilidades...
Um processo do tipo “stand-by” é difícil de acontecer, a começar pela ala negacionista, que sabe cair de pau na ciência, mas também não aponta solução para absolutamente nada. Se o governo convencer as federações industriais e comerciais, pode ser, um projeto abusado desses avance. Se não funcionar, só restará apelar para Jesus, se o STF permitir a abertura das casas de rezas, templos e igrejas.  

Vacinas + confinamento
Uma coisa reforça a outra. Distanciar a população reduz o contágio e a imunização impedirá a proliferação do vírus quando a droga fizer efeito. Depois disso é que diremos Bye Bye Covid! Se não for por aí, viveremos na mesma esculhambação meses a fio. 

O que é melhor? 
Parar 15 dias e depois beirar a normalidade, ou viver sob os decretos, limitação de horários e fluxo de público, com UTIs apinhadas e cemitérios empilhando cadáveres? Não deveria ser uma decisão tão difícil. Em Foz, a média móvel caiu, mas há quem se preocupe com uma terceira onda, que poderá ser devastadora, levando em conta as variantes cada vez mais letais. O que o leitor acabou de ler não é uma posição do jornal e nem deste colunista. É o que a população discute.

Ranking
Puxa vida seo Corvo, o Brasil é o campeão de mortes por Covid-19 atualmente. É o tipo de título que a gente não merece, não acha? Mas será que isso é verdade? Não seria um pouco de exagero Corvo? Essas notícias a todo momento cortam a gente igual gilete.
Márcia GT. J. Brandão

O Corvo responde: prezada, vamos fazer algumas correções. O Brasil é o país onde atualmente a Covid-19 causa mais vítimas diárias. Os norte-americanos (estadunidenses) estão no topo da lista com mais de 550 mil óbitos, o Brasil ocupa o segundo posto, com mais de 330 mil mortes. Em terceiro e em ascendência, vem a Índia onde 165 mil pessoas perderam a vida por causa da doença. Depois, todos os países ainda estão nos dois dígitos, com a França, perto das 100 mil mortes. Infelizmente não há exagero e menos como negar a tragédia, infelizmente.  

Precoce
Corvo, eu já entendi que tratamento precoce é uma fria. Muita gente também já sabe que não é por aí e esperar pela vacina é a solução. Mas o que me impressiona, é que ainda há pessoas insistindo no uso da hidroxocloroquina e outros remédios que foram condenados. Isso não seria um crime? Veja que tem pessoas fazendo inalação de cloroquina e acabam morrendo. Fui na onda do tratamento e agora tenho dores de cabeça insuportáveis. 
Rosana V. L. Lages

O Corvo responde: prezada, é provável que depois da pandemia, algumas pessoas sejam responsabilizadas em causar os equívocos que resultaram em óbitos. No desespero, as pessoas buscam formas de tratamento, bebem até xixi de égua, dependendo o medo.  Sim, os chamados tratamentos precoces causaram óbitos e deixaram sequelas. Mas essa discussão vai longe, ao que consta. 

Vacinas
Corvo, poucas vacinas hein? Ouvimos as pessoas da Saúde falarem em dezenas de doses. Só isso? Puxa vida, essa fila parece que vai demorar para andar. E se o governo do Estado está vacinando todos os dias, inclusive no domingo, porque os iguaçuenses precisam ir vacinar só nos dias de semana?
Rodrigo F. H. Seixas

O Corvo responde: prezado, você levantou uma questão interessante. O Corvo viu uma entrevista, onde a responsável pela vacina afirmou que se o agendamento de um idoso, caísse no domingo, ele teria que voltar na segunda-feira. Estranho isso. Todavia, este colunista vai averiguar o que se passa. 

Lombada
Corvo, é verdade, colocaram várias lombadas no início da BR 469 e tudo indica que haverá obras grandes no local. E como será vai ficar o trânsito? Os moradores da Vila Carimã estão um pouco preocupados, porque são obrigados a passar pelo trecho, toda a vez que vão para a cidade. Outra vergonha é o redutor de velocidade que instalaram na BR 469. Aquilo só piorou a situação nos horários de pico. 
Mauro B. D. Silva

O Corvo responde: segundo consta, são obras da perimetral. Muita gente envia mensagens para o Corvo pedindo qual será o traçado da perimetral. Este colunista fará em breve um relato. Mas para as pessoas entenderem melhor, a obra rasga uma porção de terrenos desde o local da segunda ponte com o Paraguai, até encontrar a BR 277. Haverá sim obras no trevo do Carimã e ao que o traçado aponta, sem acesso pela BR 469. A via segue reto após o trevo, no terreno onde há uma porção de placas de outdoor, na área do antigo canteiro de obras para a construção da Ponte Tancredo Neves; cruza a Felipe Wandscheer, República Argentina; passa entre os presídios e assim chega na BR 277. Há muitas imagens na internet. Basta acessar e percorrer a via. É uma tarefa até interessante para quem conhece a geografia da cidade.  
Encurtando caminhos
As áreas onde a perimetral passa são em maioria terrenos já sem mata nativa, muitos dos quais chácaras e latifúndios urbanos. Este colunista ficou curioso em saber o volume e o custo das desapropriações. O fato é que será uma via muito eficiente ágil para quem vive na zona sul da cidade precisar chegar à BR 277. Um avanço, no ponto de vista de desviar o trânsito pesado do centro de Foz. 

Porto seco
Segundo disseram ao Corvo, há três áreas viáveis para a instalação do Porto Seco no perímetro de Foz. Todas muito próximas ou às margens da BR 277, lá pelas bandas de Três Lagoas. Com o avanço da Perimetral, solucionar a transferência do Porto Seco é o assunto que rouba o sono de muita gente na Receita Federal. 

É hoje
Pelo treino na BR 469, com viaturas indo de um lado ao outro nos últimos dias, dá para ter uma ideia do movimento nesta quarta-feira, com o presidente Bolsonaro em mais uma visita. Este colunista já perdeu as contas e Foz, provavelmente, é a cidade fora do eixo das capitais onde Bolsonaro mais apareceu desde que assumiu o governo. 

Bem-vindo
O presidente é muito bem-vindo, embora a lamentação pela saída do Silva e Luna de Itaipu. Quanto a isso, não vai demorar para Foz conhecer o general João Francisco Ferreira, que também é muito ativo e bom de pegada nas atividades públicas e missões às quais é incumbido. Lendo a biografia do novo DGB, a conclusão é que ele possui o ímpeto militar paraquedista, guerreiro, para o qual dedicou boa parte de sua carreira, inclusive como instrutor em outros países. Paraquedistas são ágeis, estratégicos e muito organizados. “O Brasil acima de tudo!” é o lema.  

Relacionamento
Por falar em atividades públicas, parece que o mundo político deu um tempo e os caciques estão em conversação de paz. Os observadores garantem que tudo converge para arrumar a cidade durante a pandemia e ela voltar a voar, assim que a situação aliviar. É muito bom, saber que a ala política vive essa convergência, até porque ninguém tolera mais o jogo de puxar tapete, esporte predileto de algumas pessoas, mais de fora da política do que umbigo de vedete. 


 

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