Porto Seco de Foz movimentou mais de R$ 9 bilhões de janeiro a junho


- Por: Redação 1

Porto Seco de Foz movimentou mais de R$ 9 bilhões de janeiro a junho
Dados da Receita Federal revela que o comércio com o exterior se manteve estável, apesar das fronteiras fechadas devido a pandemia

A Estação Aduaneira do Interior (EADI) movimentou, de janeiro a junho deste ano, mais de US$ 1,8 bilhão (pouco mais de R$ 9 bilhões) entre exportação e importações pelas fronteiras do Brasil com o Paraguai e Argentina, na região de Foz do Iguaçu. O desempenho, de acordo com dados da Receita Federal do Brasil (RFB), ficou um pouco abaixo do fluxo comercial do mesmo período do ano passado - US$ 1,9 bilhão. 

Os dados, captados pelo Sistema de Armazenagem para Recintos Alfandegados (SARA), revelam que, mesmo com as fronteiras fechadas devido a pandemia do Novo Coronavírus, o volume do comércio internacional pela Tríplice Fronteira se manteve estável. As pontes que ligam o Brasil com Paraguai e Argentina, tem sido usadas basicamente para o escoamento de cargas a partir de meados do mês de março.

O fluxo de comércio do Porto Seco de Foz do Iguaçu, no primeiro semestre de 2020, está dividido em aproximadamente US$ 1 bilhão oriundos de exportações e US$ 731 milhões provenientes de importações. No ano passado, as exportações somaram mais de US$ 1,1 bilhão e as importações US$ 727 milhões.
O principal destino e origem das cargas são o Paraguai e a Argentina, no entanto, o Brasil mantém fluxo comercial com o Chile, passando pela Tríplice Fronteira. As operações de importação, para escoamento da safra paraguaia, são realizadas também no período noturno pela RFB.

Peso e cargas
De acordo com o SARA, o peso das cargas também apresentou estabilidade no comparativo do mesmo período. Este ano, foram movimentados mais de 914 milhões de toneladas, contra 912 milhões de toneladas de janeiro a junho de 2019.
O número de veículos (caminhões e carretas) que circularam pelo Porto Seco de Foz do Iguaçu este ano apresentou uma ligeira queda. No primeiro semestre do ano passado, foram 71.505 cargas, contra 69.772 no mesmo período deste ano - diferença de pouco mais de 4,2%. 


Ronildo Pimentel
Foto: Roger Meireles

Leia mais na edição impressa.

Relacionadas