Polícia investiga grupo suspeito de clonar cartões de crédito para fazer compras no PY


- Por: Reciel Rocha

Polícia investiga grupo suspeito de clonar cartões de crédito para fazer compras no PY
Buscas da Polícia Civil resultaram na apreensão de dinheiro, um celular e um cartão clonado 

A Polícia Civil em Foz do Iguaçu deflagrou, na manhã dessa quarta-feira (13), uma operação para desarticular um grupo de estelionatários. Segundo informações, a quadrilha é suspeita de clonar cartões de crédito para fazer compras parceladas no Paraguai. Uma empresa brasileira foi vítima do golpe e sofreu um prejuízo de cerca de R$ 26 mil em dois meses. 
"Existe uma empresa com sede em Foz que atua como uma garantidora de compras. A pessoa faz um cadastro e, com um cartão de crédito, ela consegue adquirir mercadorias, nas lojas cadastradas no Paraguai, em parcelas de 10, 12 vezes. Essa quadrilha fazia o cadastro com um cartão clonado, e um laranja ia até as lojas no Paraguai, adquiria as mercadorias no valor de R$ 8 mil, R$ 9 mil. Essa pessoa recebia uma quantia em dinheiro para fazer o trabalho", explicou a delegada Araci Carmem Costa Vargas. 
Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante a ação: um em Foz do Iguaçu e dois na área rural de Missal, onde funcionava um núcleo do grupo. Conforme a polícia, os criminosos envolvidos no esquema também estão sendo investigados pelas autoridades do país vizinho. A denúncia da empresa lesada pelo golpe no Brasil foi o fator que desencadeou a apuração. 
"A empresa foi quem nos trouxe as informações. A partir disso, nós levantamos cadastros, usos de documentos e tudo mais. Na manhã de hoje (13), foram efetuadas buscas na cidade de Missal. Os procedimentos resultaram na apreensão de dinheiro, um celular e um cartão de crédito", contou a delegada Araci Vargas. 
Ainda conforme apurado, quatro suspeitos já foram identificados. Entretanto, até o fechamento desta edição, nenhum deles havia sido preso. As investigações seguem com o intuito de identificar outros envolvidos e vítimas. 
"Existe um procedimento legal, chamado de princípio de ubiquidade, ou seja, por todos os atos que eles praticaram no Brasil eles vão responder. Apesar de o crime conseguir ser parcelado, as ações que eles praticaram aqui no Brasil vão ser respondidas aqui no Brasil. Nós temos conhecimento de que existe um procedimento no Paraguai e que também existem elementos que estão sendo detidos e responsabilizados nos termos da lei de lá", ressaltou a delegada. 

Da Redação
Foto: Divulgação

Leia mais na edição impressa.

Relacionadas